quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma automotora como “balneário”.


Durante alguns anos, trabalhando em Lisboa e vivendo (ainda vivo) numa simpática vila ribatejana, utilizava o comboio como meio de transporte nas idas e vindas diárias para o trabalho.
A estação fica a cerca de 30 minutos a pé de minha casa.
Saindo de casa bem cedo, de modo a apanhar o comboio ainda antes da 7 da manhã e regressando às 19 horas, tive que inventar a melhor maneira de encaixar o treino neste horário.
Então resolvi aproveitar o percurso da estação para casa para começar logo o treino, não perdendo tempo com a deslocação entre a estação e a minha casa no regresso do trabalho, visto encaixar isso no tempo de treino.
É claro que isto tinha implicações logísticas, em particular ao nível do equipamento.
Consegui contornar essa situação com um fato de treino, muito leve, mas quente, que levava vestido de manhã e trazia numa pequena mochila às costas no treino, no regresso a casa.
Com temperaturas que no Inverno podem chegar de madrugada aos zero graus, era obrigado a levar sempre um blusão por cima do fato de treino.
No trabalho tinha a roupa normal do dia-a-dia e os blusões iam lá ficando, sendo trazidos por um familiar meu, que fazia todos os dias a viagem de carro.
No verão tudo se tornava mais simples do ponto de vista logístico, face à inexistência de frio.
A viagem de comboio fazia-se numa simpática automotora a diesel, que ligava Vendas Novas ao Setil (onde tinha de mudar de comboio).
Viagem de curta duração (cerca de 10 minutos), sempre com os passageiros habituais, com excepção dos “tropas” às sextas e segundas-feiras e algum “turista”.
O ambiente era quase familiar na automotora e aquele sujeito que despia o fato de treino, o dobrava cuidadosamente, metendo-o na mochila e saía a correr do comboio com uma “lanterna” na cabeça (em grande parte do ano os treinos eram de noite) era algo perfeitamente “normal”.
Quantas vezes não deixei os meu colegas de automotora todos arrepiados ao verem-me partir para o treino de t-shirt e calções, nos gélidos começo de noite de Janeiro? E quando chovia a bom chover?
Guardo gratas recordações de noites de Janeiro límpidas, geladas e cristalinas, em que eu corria sozinho nos carreiros dos pinhais, chegando a desligar o frontal quando havia lua cheia.
Guardo algumas histórias curiosas desses tempos, em que tinha como balneário uma automotora.

Uma vez, tendo-se avariado a sinalização, a automotora não arrancou do Setil, ficando à espera que a situação fosse normalizada.
Eu temendo pela demora na resolução do problema decidi arriscar-me a ir a correr junto à linha para casa.
Já o tinha feito algumas vezes, até porque só havia um comboio por dia e aquele era o percurso mais curto para chegar a casa mais cedo.
Mais curto mas não o mais simples, porque implicava correr nalguns sítios em cima da gravilha da linha, noutros andar à cabeçada aos canaviais, etc.
Eram só cerca de 6 quilómetros, mas num percurso “impróprio” para correr (ainda não se falava nas provas de Trail!).
Disse aos meus colegas de viagem, e de infortúnio, que ia arriscar indo a correr para casa.
O maquinista, ouvindo a conversa, perguntou-me se por acaso passassem por mim, queria que parasse para me darem “boleia”!
É claro que não recusei tão simpática e bizarra oferta!
Mas mesmo de frontal na noite escura, a furar canaviais e a pisar gravilha, consegui não ser alcançado pela automotora.
Quando cheguei a casa telefonei a um amigo e pude confirmar que ela ainda se encontrava parada no Setil.
Quantos atletas se podem gabar de ter ganho uma corrida a um comboio?!

Outra historia que recordo é a de um senhor, já de idade avançada, que olhava para o meu ritual diário, de me equipar em plena automotora, de olhos esbugalhados. Então perguntou a outro passageiro seu conhecido: “E Aquele?!” olhando na minha direcção ao que o outro respondeu, com a maior das naturalidades “Aquele é atleta!”
Pois, durante uns anos eu fui o atleta da automotora da Linha de Vendas Novas ou seja a coqueluche da mesma!
Depois a circulação de passageiros foi interrompida, os meios de transporte mudaram, a vida mudou.
Mas em Setembro, deste ano, a circulação de passageiros foi retomada (agora só entre Coruche e o Setil) e eu tive o prazer de ir a Lisboa e voltar a sair do comboio directamente para o treino no regresso a casa.
Já não era a simpática, pachorrenta e caprichosa (só andava quando queria!) automotora, mas confesso que senti alguma emoção naquele treino com tanto simbolismo e tantas recordações.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

23ª Edição dos 20 Kms de Almeirim

video

Vídeo retirado de o Mirante Online a quem felicito pelo excelente trabalho.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O MELHOR DOS PRÉMIOS.


Depois de ter colocado esta foto um leitor, atento, deste blogue alertou-me para o que estava por detrás desta imagem num comentário sobre a mesma aqui inserido.
Em resposta a esse comentário disse-lhe que gostaria de ter mais dados sobre o assunto.
A resposta que esse amigo me deu é publicada a seguir na íntegra sem qualquer alteração.
O amigo que teve a gentileza de enviar estes dados afirma não ter muita queda para a escrita mas eu não vejo isso no texto que teve a amabilidade de me enviar. Penso que se trata de um texto muito valido e que explica muito bem a verdadeira história do casal.
Eu “tropecei” nesta foto na net e achei-a tão bonita e tão forte que a resolvi publicar não tendo qualquer preocupação em estudar a sua origem e historia.
Mas se esta é uma foto de mentira certamente, e felizmente, muitos casais de verdade correm juntos e vivem verdadeiros momentos de felicidade.
Aproveito para deixar um desafio aos casais Portugueses de corredores: Venham aqui contar como é a vossa experiencia de partilharem juntos o amor pela corrida.
Boa tarde
bom eu para a escrita não tenho muita queda mas aqui fica a informação sobre o casal como me pediu - tudo o que eu sei é o que vem na imprensa inglesa e nada mais
então o nome dela é katie price - nome "artistico" jordano nome dele é peter andre
conheceram-se durante um reality show de uma tv inglesa casaram e tiveram 2 filhos - ela ja tinha um filho de uma relação anterior com um ex futebolista do manchester united chamado dwight york
este ano resolveram correr a maratona de londres - onde a foto foi tirada - e acabaram com um tempo que eu não sei ao certo mas sei que foi superior as 7 horas
pouco tempo depois da maratona ele saiu de casa e pediu o divorcio desde esse dia não têm feito mais nada que não seja lavar roupa suja na imprensa inglesa - que gosta é de escandaleira
este casal na minha opinião representa bem o mal das sociedades modernas - pessoas sem o minimo de talento para o que seja que ficam famosos só à conta de escandaleiras na comunicação socialele pertenceu a uma boys band fracassada e ela ficou famosa por mostrar as mamas de plastico sempre que tinha uma camera à frente
se quiser saber a escandaleira do dia sobre esse casal é só seguir links
http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/tv/2696733/Jordans-u-turn-on-Peter-Andre-truce-vow.html

http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1222356/Peter-Andres-relief-divorce-Katie-Price-finalised.html

e pronto aqui fica o resumo da historia por tras da foto
um abraço e boas corridas

terça-feira, 20 de outubro de 2009

SABEDORIA POPULAR.


Na década de 80 realizava-se na simpática vila de A-Dos-Cunhados uma das meias maratonas com um dos percurso mais bonitos que em que tive o ensejo de participar.
A-Dos-Cunhados era à época (como estará hoje?) uma simpática e pequena aldeia perto de Torres Vedras, em plena região saloia.
Participei nas edições de 1982 e 1983.
Numa dessas participações, um comentário de uma simpática e doce velhinha que via passar a prova à beira da estrada, viria a marcar a minha modesta carreira desportiva para sempre.
Foi uma frase curta carregada de uma enorme sabedoria popular que destronava, com toda a facilidade, qualquer formulação científica.
Essa doce e inesquecível velhinha exclamaria à minha passagem: Este já vem com o pescocinho esticado!
Muitos anos passados, muitos quilómetros nas pernas, muita chuva, muito sol, muitas provas, mas a recordação dessa frase ficou para sempre na minha memória.
E cá vou andando e correndo, não com a cabeça entre as orelhas como na canção do Sérgio Godinho, mas sim com o PESCOCINHO ESTICADO (cada vez mais esticado).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

AS CORRIDAS MAIS DIFÍCEIS – IIIª MARATONA SPIRIDON

Foi na Granja do Marquês, junto à Base Aérea nº1, em Sintra, que se realizou há quase 25 anos, em 8 de Dezembro de 1985, a terceira maratona organizada pela Revista Spiridon.

E com algumas particularidades, que os maratonistas de hoje já não estão habituados: um percurso em circuito com 6 voltas, de 7 km cada, praticamente plano, em que os únicos assistentes eram os apoiantes dos atletas, incluindo aqueles que foram encarregados de entregarem os abastecimentos individualizados, e que cumpriram até ao fim, e em péssimas condições de tempo, a sua tarefa.

Parece fácil, mas acreditem que não é! A não ser, para alguns, devido ao aspecto psicológico da contagem em decrescente das voltas que faltavam. Mas a solidão do corredor de fundo assume aqui um enorme papel, numa prova sem público ao longo do percurso, ao contrário do que acontece na maior parte das grandes maratonas internacionais.

No entanto a escolha do local teve a ver com a preocupação, aliás de sempre, do director da prova, Prof. Mário Machado, de conseguir que os atletas, do primeiro ao último, fizessem a corrida sem serem incomodados pelo trânsito automóvel, o que, passado um quarto de século, continua a não ser, infelizmente, garantido para os últimos do pelotão na maioria das maratonas deste país! Desculpem o desabafo, mas isto está tudo ligado, e tal facto tem muito a ver com a mentalidade dominante dos que em geral chegam ao poder (porque não colocamos lá outros), neste país.

Mas o que tornou esta prova particularmente difícil, para os mais lentos em especial, foi um tempo invernoso, com chuva e vento, embora com algumas abertas, ao longo das aproximadamente quatro horas, que os últimos atletas levaram. De vez em quando lá vinha uma descarga de água mais ou menos fria, que descontrolava os maratonistas.

Para mim, foi no entanto, o início da última volta que me foi fatal. Os primeiros já tinham obviamente terminado. Faltavam-me cerca de 7 km para terminar e sentia-me muito bem, capaz de atingir, e se calhar melhorar, o tempo que o orientador do Centro de Treino (João Pires) me havia indicado como objectivo, baixar das 3 horas e 20 minutos. Eis senão quando, quase já ultrapassado o famoso muro da maratona, que se situa entre os 30 e os 35 km, cai uma saraivada enorme, acompanhada de grosso granizo, que, atingindo-nos no corpo, e em especial na cabeça, nos magoava a sério. Confesso que talvez tenha sido o momento mais delicado deste género, em trinta e tal anos de corridas. O efeito foi trágico porque me levou a acelerar, ainda muito longe do objectivo e o resultado não podia ser pior: a articulação de um joelho, salvo erro do direito, foi atingida. A partir daí foram 7 quilómetros a penar, com dores, arrastando a perna, mas não querendo desistir em caso algum, para concluir em 3H30’30” (174º).

Apesar do mau tempo, dos 307 inscritos, 298 compareceram à partida e 191 conseguiram mesmo concluir a prova. O favorito era um conhecido atleta sul-africano, Samuel Ndala, que afinal foi segundo, tendo a vitória pertencido a um maratonista verdadeiramente amador, bancário de profissão, Américo Ferreira, que fez 2H23’39”.

Mas “numa prova de 42 km só existem vencedores” (prof. Mário Machado, na Revista Spiridon nº44, no artigo sobre a prova), e relembro muitos dos companheiros e amigos da estrada que participaram em mais esta aventura, a maioria dos quais ainda muito activa – Esmeraldo Pereira, António Belo (um dos atletas portugueses com mais maratonas concluídas), João Palma, António Casqueiro, Daniel, José Martelo, Luís Sequeira, Jorge Branco, Manuel Martins (ilustre médico, organizador dos Jogos Médicos, e que aqui fazia, já, a sua 12ª maratona), António Realinho, João Marcelino, Arnaldo Chora, Ana Massas, José Martins, Arons de Carvalho, Fernando Cardia, António Malvar, Virgílio Palminha, etc, etc, exemplares pelo seu desportivismo.
EVB

Outubro de 2009

Nota: A foto que ilustra este texto foi obtida na internet
não se reportando a nenhuma prova Portuguesa. JBT

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eu corro!


Eu corro!Embora já tenham passados bastantes anos após a edição de um livro, de autor francês, com o título “Doutor, eu corro!”, não significa que a referida obra, sobre saúde e corrida, esteja ultrapassada. Não é meu objectivo abordar os temas que aquela obra trata, mas, apenas, recordá-lo para introdução a este pequeno texto. Já lá vão uns anos, 1987 para ser mais preciso, que alinhei, pela primeira vez, nas“12 Horas de Vila real de Santo António”, tendo por companheiro, de entre os 25 que completaram o “meio-dia” de corrida, o amigo Jorge Branco, que, para quem não saiba, tinha acumulado na sua conta mais de 100 quilómetros (101,650) quando o relógio completou as 21 horas daquele dia 18 do mês de Abril.
Não foi só ali, naquela “corrida diferente”, que tive o prazer da sua companhia, pois, de entre muitas, alinhámos na primeira prova em que foi autorizado que o tabuleiro da Ponte 25 de Abril ficasse sob os nossos pés, no ainda mais distante ano de 1983. As corridas em trilhos de montanha também foram palco do nosso “espectáculo”, ou seja, estivemos em todos, ou quase, os tipos de corrida, com excepção, no que me toca, daquelas que pertencem ao leque de alta competição. Assim, parece que fizemos o tirocínio que está ao alcance do corredor amador, ao passarmos pelas várias experiências; a contagem de metros no asfalto com os olhos postos na meta, como se levássemos uns antolhos (ou entrolhos); a corrida de puro convívio, sem outra preocupação ou os caminhos mais belos das nossas serras, onde, as cores das folhas das árvores ou arbustos, as aves menos vistas, o tresmalhar dos láparos, ratos ou répteis absorveram a nossa atenção. Naturalmente, também fizemos as nossas opções. Curiosamente, sem dar por isso, deixei de usar a primeira pessoa do singular, afinal a razão para recordar o título daquela obra de autor francês, sobre o nosso desporto favorito ou passatempo, porque terá acontecido? Será que tal tem a ver com a maneira de estar nas corridas, e não só, fruto de experiências, de exclusões ou selecções de diferentes ambientes, ou será, apenas, pelo facto da minha idade se aproximar, vertiginosamente, dos sessenta e cinco? É que, no meu último livro, este sobre a corrida, fazer uso da primeira pessoa do plural não parece cair bem entre alguns dos leitores. Será que o NÓS é um pronome sem significado?


António Belo

DORSAIS


Peça, fundamental, para a identificação e classificação dos atletas quando em prova, os dorsais também tem evoluído ao longo do tempo e contém algumas histórias interessantes.
Quando comecei a participar em provas, na década de 80, muito dos dorsais eram feito à mão, com o número escrito com uma caneta de feltro.
Era um trabalho laborioso a feitura de dorsais, em que muitos voluntários perdiam horas e noites.
O material usado era cartolina ou mesmo papel.
Nessa época a qualidade dos dorsais fazia com que muitos se desfizessem durante a prova com o suor, ou a chuva.
Na altura ainda estava longe a classificação electrónica dos atletas com um chip e o dorsal era, na esmagadora maioria das vezes, peça fundamental para a classificação dos atletas mediante a sua recolha e colocação no espeto (noutra ocasião explicarei o que era isso do espeto embora na actualidade ainda haja provas que se servem desse sistema para elaborar classificações).
Quando o atleta chegava sem dorsal havia que escrever o número do dorsal (caso o atleta se lembrasse) ou o nome do atleta num papel que substituiria o dorsal para a elaboração das classificações.
Para evitar que o dorsal se perdesse pelo caminho uma das soluções que se usava (eu usei-a!) era reforçar os 4 cantos do dorsal, onde se metiam os alfinetes, com fita-cola!
Nos dias de hoje os dorsais (pelo menos das organizações que têm possibilidades) são feitos num material especial e praticamente indestrutível.
Mas se houve grande melhoria nos dorsais posso dizer que os alfinetes-de-ama não acompanharam essa evolução é já entortei alguns ao tentar colocar o dorsal na camisola!

Mas tenho outras histórias com dorsais que fazem no mínimo sorrir.

Numa Maratona Nacional do Inatel, na Foz do Arelho no ano de 1985, o dorsal era em plástico grosso, pesado e incómodo, e tinha que se deixar um sinal no acto do levantamento do mesmo (100 escudos salvo o erro) que seria devolvido no final pois o referido dorsal era reutilizável!

Também corri com dorsais de pano duas vezes, sendo que uma foi nas 12 Horas de Vila Real de Santo António e eram dois dorsais (um para as costas) a fim de facilitar a tarefa de controlar um atleta ao longo das 12 horas de prova.

Julgo também ter sido dos poucos atletas a ter dormido uma noite com um dorsal colocado! Aconteceu numa edição da TransEstrela, quando a prova se realizava em duas etapas, e eu tomei essa opção para facilitar a partida (de madrugada) para a segunda etapa.

Correr sem dorsal foi uma experiência bem recente, quando a Nike “tomou conta” da Corrida do Tejo e o número passou a ser impresso na própria T-Shirt, o que resulta numa espectacular acção publicitária com um enorme pelotão todo vestido com camisolas iguais.
Não me esqueço da primeira edição da Corrida do Tejo que se realizou nesses moldes e de sentir a falta de dorsal e alfinetes que durante tantos anos usei.
E não esqueço que a camisola oferecida me cortou os mamilos, tendo chegado a meta com sangue nos ditos, o que aconteceu a muitos atletas, e deu um aspecto insólito à chegada, com sangue em grande parte das camisolas!

E para finalizar recorde-me, com um sorriso, como uma organização chamava, no regulamento da prova, aos dorsais no início da década de 80: PEITORAIS!

Nota: Na imagem dorsal em pano usado nas 12 horas de
Vila Real de Santo António no ano de 1987.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

OPÇÕES DIFÍCEIS OU TALVEZ NÃO.


A gestão do calendário das provas é sempre algo complicada.
Mas, em geral, os organizadores tentam encontrar datas “vazias” e procuram evitar os “atropelos”, que são prejudiciais a todos.
Façamos, no entanto, uma análise ao que vai acontecer no fim-de-semana de 24/25 Outubro.

No dia 24 de Outubro, sábado, às 16 horas terá inicio mais uma edição dos “20 Quilómetros de Almeirim”.
Está simpática prova Ribatejana, que contará com um refeição regional volante no final da mesma onde se inclui a famosa Sopa da Pedra, encontra-se marcada há muito tempo no calendário.
Eu recebi o respectivo folheto publicitário na “Corrida das Fogueiras” e inscrevi-me durante o mês Julho, de modo a beneficiar de uma taxa de inscrição reduzida (4€).

No dia 25 de Outubro terá lugar a “Corrida Terras do Grande Lago”, com partida da Barragem do Alqueva e chegada a Portel (Alentejo).
Trata-se da segunda edição desta prova, na distância de 25 quilómetros e numa esmerada organização da “Associação O Mundo da Corrida”, que deixou muito satisfeitos todos os participantes da primeira edição.
A organização desta prova teve que alterar a data marcada para edição da mesma, face ao calendário eleitoral e a outras provas que sofreram igualmente alteração de calendário.

Igualmente no dia 25 terá lugar a consagrada “Corrida do Tejo”, numa super organização da Nike, que aponta todas as suas baterias anualmente no apoio a esta prova, fazendo dela um grande evento e uma enorme campanha de publicitária.
A data desta prova foi marcada há última da hora (principio de Setembro), não tendo nenhum respeito pelas provas já marcadas para esse fim-de-semana: os consagrados “20 Quilómetros de Almeirim” (embora sejam na véspera não haverá muita gente disposta a correr duas provas com menos de 24 horas de intervalo) e a “Corrida Terras do Grande Lago”.
Está atitude da Nike parece-me muito prepotente e de um enorme desrespeito pelas outras organizações com provas marcadas para esse fim-de-semana.
Face ao poderio económico e a força da “Corrida do Tejo”, a Nike não teve qualquer problema em “atropelar” organizações com provas marcadas anteriormente no calendário.

Cabe aos atletas fazer opções nesse fim-de-semana.
Pode parecer uma escolha complicada mas talvez não seja tanto assim.
Quem optar por Almeirim, encontrará uma organização com poucos meios, mas que tudo faz para agradar aos atletas. Poderá ainda contar com agradável convívio à volta da Sopra da Pedra e trazer para casa uma camisola da Asics (sem ter que fazer a prova com ela vestida, como na Corrida do Tejo, em que na primeira edição patrocinada pela Nike, cheguei à meta com os mamilos feridos devido ao uso da “camisola dorsal” da Nike e não fui o único), entre outras lembranças onde se inclui um troféu especial da prova.
Se optar pela Corrida Terras do Grande Lago, encontrará uma prova em que tudo é feito para que fique satisfeito e dará certamente por bem empregue a deslocação.
Por último, quem opte pela “Corrida do Tejo”, terá antes de mais um percurso muito bonito e tudo o resto que a Nike consegue criar com um avultado investimento de meios e dinheiro.
Terá também o “prazer” de alinhar numa prova cuja organização não tem qualquer respeito pelas outras provas, logo não tem qualquer respeito pelos corredores.

A opção é sua!
Eu já optei e estarei nos “20 Quilómetros de Almeirim” e tenho muita pena de não ter nem pernas nem condições logísticas para estar no outro dia de manhã em Portel para a “Corrida Terras do Grande Lago”. Fica para o ano!

Jorge Branco



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

10ª MEIA MARATONA DE PORTUGAL

Um pequeno vídeo, feito com meios mais que rudimentares, sobre a 10ª Meia Maratona de Portugal.
Uma produção da equipe do Último Quilómetro.
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XV CORRIDA DA TOLERÂNCIA – CORRER COM O RACISMO

XV Corrida da Torerância pequeno video caseiro.
Autor: Egas Branco


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CORRENDO NA MADRUGADA



Correndo na Madrugada é uma obra de leitura fundamental para todos aqueles que fazem da corrida a pé o seu desporto de eleição bem como para todos aqueles que querem entender porque corremos.
O seu autor, António Belo, é um dos mais carismáticos corredores Portugueses, sendo um dos que mais vezes correu os míticos 42,195 quilómetros da Maratona.
Ao longo da sua carreira desportiva tem granjeado inúmeros amigos devido a sua forma ímpar e fraterna de estar no mundo da corrida.
Quem estiver interessado em comprar este livro pode contactar a editora através do seguinte endereço de correio electrónico mailto:peter_cooper@edelportugal.eu