terça-feira, 5 de setembro de 2017

BOATOS!

Desfazendo os boatos que andam que andam a circular!😁
Sim ainda estou vivo! 
"Trabalho" do fim de semana passado: 
(E o "trabalho" continua durante a semana.)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"XIUU"

Não digam a ninguém mas este blogue faz hoje oito anos!
Bem sabemos que está num estado meio comatoso mas o importante é que o pessoal aqui da redacção continua a correr, pedalar e caminhar por essas ruas, estradas e trilhos.
Prometemos qualquer dia voltar aqui a este espaço. Por enquanto matêm-se esta situação de preguiça! Mas a preguiça também é um direito!
Abraços a todos.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

MEMÓRIAS DO ATLETISMO - FRED LEBOW

MEMÓRIAS DO ATLETISMO - (II)

OS NOSSOS HERÓIS - FRED LEBOW (1932-1994)

(por Egas Branco)

Ao pensar numas curtas memórias sobre a Corrida, que acabou por ser o desporto que pratiquei durante mais tempo e com grande prazer, embora começasse já como atleta veterano, tendo-me iniciado em 1980, por desafio do meu então jovem sobrinho Jorge Branco, do blogue Último Quilómetro, que nos levou até à maratona, e à ultra-maratona, pensei em episódios em que são referidos nomes que todos conhecemos e admiramos, os que já andamos nisto há alguns anos, como Adriano Gomes, Albertina Dias, Anacleto Pinto, Analice Silva, António Matias, Carla Sacramento, Carlos Lopes, Eugénio Ruivo, Fred Lebow, Joaquim Branco, José Moutinho, Manuel Faria, Mário Machado, Paula Radcliffe, Rita Borralho, Rosa Mota, e mais alguns, todos sem excepção atletas que admiro e admirei, entre os quais alguns, poucos, que já infelizmente nos deixaram.

Depois da minha primeira memória - em que lembrei o grande atleta de meio-fundo e fundo, detentor de vários recordes nacionais em diferentes distâncias, Joaquim Branco, passo à segunda, em que o personagem é Fred Lebow, o mítico criador e durante muitos anos organizador da Maratona de Nova-Iorque, onde, infelizmente por motivos pessoais nunca corri, embora tivesse treinado mais de uma vez no Central Park, o grande parque urbano daquela urbe e onde a Maratona de Nova Iorque teve o seu início há quase meio século (1970).
Era num tempo em que quando tinha que dormir fora de casa por razões de trabalho levava sempre às costas a minha pequena mochila com o equipamento de corrida. Posso por isso dizer que eu, um modesto atleta amador e ainda mais modesto viajante, corri nalguns dos sítios mais emblemáticos das grandes urbes e que nunca ninguém me maçou, nem nunca me perdi. Agora com o mau estado actual do mundo talvez isso já não fosse possível, admito eu...

Foi em 1992, em 15 de Março, na 2ª edição da Meia Maratona de Lisboa, cujo director era como sempre o Professor Mário Machado, que me cruzei, finalmente, com o Fred Lebow, e o saudei, querendo manifestar-lhe a minha grande admiração por ele, naqueles brevíssimos instantes em que passámos um pelo outro, para mim julgo que já depois já retorno, uma vez que ele fez a prova mais lentamente.
A sua vinda foi possível obviamente porque o seu grande amigo e director da prova, Mário Machado, o deve ter convidado. Mas a sua participação foi muito discreta atendendo ao seu estado de saúde, embora houvesse ainda nessa altura a esperança de cura.
Alguns meses mais tarde em 1 de Novembro de 1992, ainda haveria de correr a sua última maratona, na sua cidade adoptiva, Nova Iorque, na companhia da sua grande amiga, Grete Waitz, uma das maiores maratonistas da história do atletismo. Terminaram juntos em 5h32'35" e não conseguiram reter as lágrimas na meta (ver emocionante imagem).
Fred Lebow faleceria em 9 de Outubro de 1994, vitimado pelo cancro que lhe havia sido diagnosticado em 1990 e contra o qual lutou com todas as forças.
Da sua participação em Lisboa, em 1992, anexo a fotografia que fez com outro grande campeão da maratona, o nosso Carlos Lopes.
Em 4 de Setembro de 2009 publiquei no Último Quilómetro um texto de homenagem a Fred Lebow, que pode ser lido aqui, e que julgo que mantém a sua actualidade. Não deixando então de citar que, curiosamente, ele começou por jogar ténis, tal como este modesto admirador, mas a conselho médico passou a correr, duas vezes por semana... Foi o início de tudo.

Grete Waitz a extraordinária atleta norueguesa que venceu nove vezes a Maratona de Nova Iorque, viria infelizmente a falecer também de cancro, em 2011, dois anos depois de eu ter escrito esse meu modesto texto, o que torna ainda mais emocionante a fotografia de ambos no final da prova, na última vez que os dois correram a maratona que Fred Lebow criou em 1970, com a participação de 126 homens e uma mulher.
Hoje esta maratona atinge o limite possível de inscrições, cerca de 40000.
A nossa grande admiração por ambos mantém-se para sempre.


Egas Branco, Lisboa, 26 de Julho de 2017 








domingo, 2 de julho de 2017

MEMÓRIAS DO ATLETISMO - JOAQUIM BRANCO



MEMÓRIAS DO ATLETISMO - (I)

OS NOSSOS HERÓIS - JOAQUIM BRANCO

(por Egas Branco)

Foi no início dos anos 80, quando começámos a praticar Atletismo, especialidade Corrida, como amadores, que conhecemos o Joaquim Branco, grande atleta dos anos 40 e 50, então com 56 anos (nascido na Pampilhosa da Serra, em Janeiro de 1924). Ele fazia os seus treinos nos terrenos anexos ao Estádio Nacional, actualmente Estádio do Jamor, num percurso muito próprio, em trilhos através das matas circundantes ao estádio, que passámos a denominar a partir daí como o percurso do Joaquim Branco. Foi, pode-se dizer, um verdadeiro precursor do chamado "trail".

E com ele aprendemos alguns das regras básicas para quem se inicia nessa apaixonante modalidade desportiva que é a Corrida de Fundo, embora Joaquim Branco tivesse sido principalmente um meio-fundista, recordista nacional, julgo que em todas as distâncias de 800 a 5000 metros, caso único na história do Atletismo Português! E campeão nacional algumas delas, nomeadamente 1500 e 5000 m.

Quando o conhecemos era um atleta veterano que não participava em provas, apenas tendo como objectivo praticar a sua modalidade desportiva preferida, correr.

Foi inclusive ele, então também massagista, que tratou das nossas primeiras lesões na corrida, que aconteceram apesar do Joaquim Branco repetidamente nos dizer: saber escutar o corpo e parar se houver problema ou esforço a mais. Daí provavelmente também a sua longevidade como desportista. 

A última notícia que temos dele data de uma entrevista que concedeu ao Record, em 7-Dez-2011. Na Net não encontrámos infelizmente mais nada.

Mas para nós vai ficar sempre como o grande atleta que admirávamos (e eu cheguei a ver correr) e do homem generoso e simples que gostava de ajudar os mais novos. Quando o conhecemos, aos 56 anos, usava uma farta cabeleira postiça, praticamente branca, que nunca gostava de abandonar, nem quando corria, mesmo estando calor. Também nunca nos atrevemos a perguntar-lhe a razão do uso. Mas não era um homem de modas.







sexta-feira, 23 de junho de 2017

LIBERDADE!

E quando improvisas ao sabor do momento o mais improvável percurso de treino e reinventas tudo na maior diversidade de pisos e caminhos! Cozinhas 12 km de liberdade, felicidade e prazer puro! Isto é correr, é ter a liberdade nos pés e asas nos sonhos! 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

SOLSTÍCIO DE VERÃO

Começou o Verão. Vamos ver se o tempo refresca um pouco! 😀