terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SPIRIDON 200 DEPOIMENTOS - MÁRIO MACHADO


Chegámos ao 200… e a primeira ideia que me surge é de grande agradecimento a todos os milhares de assinantes que ao longo de trinta e quatro anos nos apoiaram. Sem eles tínhamos ficado pelo caminho, sem o seu pequeno suporte económico teríamos sido obrigados a parar. Desistir nunca mas teríamos de parar… Desistir de difundir os benefícios da prática da corrida nunca, mas terminar com a revista teria sido a decisão fatal.
Assim sendo, o meu obrigado a todos e se ao longo destes anos tem havido altos e baixos a verdade é que a SPIRIDON está bem viva. É certo que poderia estar ainda mais mas isso cabe aos corredores no sentido de serem eles próprios os veículos de divulgação desta pequena publicação, que acabou por ganhar o estatuto da mais antiga revista desportiva portuguesa…
A par desta realidade, há uma pontinha de orgulho ao vermos que há cada vez mais corredores portugueses de todas as idades. Sim, acabamos sempre por ter uns pozinhos de orgulho sempre que vemos alguém a correr…  Se não fosse o trabalho “invisível” da Spiridon nestas 3 décadas, como estaria a prática da corrida para todos em Portugal?
Nestes anos da revista, muitos tabus foram caindo…
Caíram naturalmente e outros haverão ainda de cair… de maneira a que a corrida seja sinal de liberdade para todo e qualquer praticando não esquecendo que, apesar de tudo, deve ser sempre, apenas e só, a mais importante das coisas secundárias das nossas vidas.
E já agora o nosso eterno desejo extensivo a todos: BONS KM…
.
( Mário Machado – Atleta, maratonista ultra maratonista fundador da Revista Spiridon e o grande responsável pela corrida aberta a todos. Director técnico das Meias das Pontes, reconhecidas a nível mundial como das melhores )
.

Não deixe de ler o depoimento de Manfred Stefny, publicado hoje no JoaoLima.net



2 comentários:

  1. Ao ler, em paralelo, os depoimentos destes dois homens, dos maiores responsáveis pelo fenómeno da Corrida para Todos, pelo menos deste lado do Atlântico, só nos vem confirmar a justeza da grande admiração que temos por eles. Afinal o Desporto de Massas deveria ser mais uma componente de uma sociedade que tivesse as condições de vida colectivas do Homem, sempre como objectivo principal. E infelizmente as outras são incipientes nesta sociedade (global com que fim?) em que vivemos, ou estão em declínio, para mal de todos nós...

    ResponderEliminar