terça-feira, 2 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

domingo, 31 de agosto de 2014

GATO POR LEBRE

 Correr está na moda! Correr é algo socialmente aceite, algo “bem”!
Parra quem anda ligado a esta vida da corrida desde a década de 80, para quem ia treinar nas ruas de Lisboa e era mimoseado com frases do tipo: “vai trabalhar”, “maluco”, para quem viu a luta que foi preciso travar para implantar a corrida para todos em Portugal, esta onda, eufórica, que se vive em torno da corrida só pode ser motivo de satisfação.
Mas, há sempre um mas, é necessário que esta “moda” de correr não seja apenas uma moda e que crie verdadeiros praticantes de corrida.
Acreditamos que sim, que muitos dos vieram para a corrida nesta “onda” por cá vão ficar pois a corrida é viciante e uma vez vencidos os primeiros passos é como aquela frase, publicitária, do Fernando Pessoa: primeiro estranha-se depois entranha-se.
Mas esta moda da corrida tem também a vertente, e o aproveitamento, comercial como é evidente e é assim que vemos uma campanha publicitária de uma cadeia de supermercados a fazer um anúncio de sapatos para correr a um preço verdadeiramente “milagroso”.
A campanha é tão bem feita e apelativa que a vontade de ir correr é imediata!
Mas se a vontade de correr é imediata já o preço “milagroso” dos sapatos nos deixa muitas questões sobre a qualidade dos mesmos!
Num país em que o poder de compra da maioria pessoas é reduzidíssimo, grande parte das pensões de reforma uma miséria, o ordenado mínimo quase configura uma situação de semi-escravatura e o desemprego é enorme (pese embora todos os artificialismos usados para o “reduzir”) estas propostas de sapatos para correr a preços absolutamente incríveis são tremendamente tentadoras.
Os sapatos são a peça mais importante no equipamento do corredor sendo fundamental mesmo a sua qualidade e a escolha, criteriosa, de um modelo adaptado as nossas condições morfológicas.
Claro que quem corre três vezes por semana meia hora não necessita do mesmo sapato que quem está a treinar para a maratona. Mas um sapato de corrida tem de ter padrões mínimos de qualidade e quando vemos determinados preços lembramo-nos do ditado popular: quando a esmola é grande o pobre desconfia...
Sabemos que a vida não está fácil para imensa gente, que uns bons sapatos de corrida são um grande peso e rombo no orçamento mas façam os possíveis, e os impossíveis, para correram com uns bons sapatos para esse fim.
Se possível “fujam” até das chamas linhas brancas comercializadas por conhecidas cadeias de lojas de equipamento desportivo.
Se não podem ter uns sapatos de qualidade vão correndo com os sapatos que o vosso orçamento lhes permite mas tentem ir juntado aos poucos dinheiro para substituir os sapatos por uns de qualidade (sei como para muitas pessoas isso é tremendamente difícil...).
E há truques para comprar bons sapatos, bem mais baratos, recorrendo a lojas na Net que muitas vezes têm preços muito “agradáveis” e até se pode aproveitar restos de colecções e outras promoções.
É sempre arriscado comprar sapatos sem os experimentar mas há sempre a possibilidade de ir a uma loja experimentar o modelo que se quer comprar na Net... Também se estão muito habituados a uma marca de sapatos e sabem bem o número do modelo que calçam, normalmente tudo bate certo. Já quando mudamos de marca às vez o 41 que calçávamos na marca X não é a mesma coisa que o 41 da marca Y...
Enfim sobretudo não comprem gato por lebre e tenham muito cuidado com os vossos pés que são a peça fundamental onde assenta a vossa “máquina”! 

domingo, 24 de agosto de 2014

FAÇAM-NOS UM FAVOR!

Façam-nos um favor:
Leiam e divulguem este blogue: Corridas do João.
Este excelente atleta Luso, ainda meio desconhecido da blogosfera corredora, bem que merece as luzes da ribalta!



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

FÉRIAS

A caminho dos cinco anos de laboração ininterrupta a redação do UK vai encerrar para férias reabrindo em Setembro.
Até lá!


domingo, 20 de julho de 2014

PARA A HISTÓRIA DA MARATONA EM PORTUGAL

Ao vermos um anúncio, publicado na revista Spiridon número 29, de Julho/Agosto de 1983, de um centro de treino para a maratona que se iria realizar sob a égide daquela revista ficámos logo muito entusiasmados.
Julgamos mesmo que foi aquele anúncio que nos deu a segurança para nos lançarmos na grande “loucura” de nos estrearmos nos míticos 42,195 km.
Eu e o Egas imediatamente procedemos à nossa inscrição no referido centro de treino.
A Revista Spiridon iria organizar a segunda edição da sua maratona novamente no autódromo do Estoril a 18 de Dezembro.
Se o papel da Spiridon foi pioneiro e preponderante no lançamento de prova da maratona aberta a todos os atletas em Portugal e na desmistificação da distância este centro de treino, e o que se viria a realizar em 1985 (no qual também participámos), foram fundamentais para que novos corredores de pelotão se lançassem, como toda a segurança, na aventura de correr uma maratona.
Numa época em que pouco anos antes correr uma meia maratona ainda era algo do “outro mundo” e em que a maratona ainda era considerada por muitos como uma prova desumana (mesmo por treinadores e dirigentes consagrados do atletismo nacional) estes centros de treino vieram dar uma preparação sólida aos futuros maratonistas para enfrentarem a distância sem percalços e vieram, igualmente, treinar os atletas com base em conceitos modernos, cientificamente provados, e usando os métodos de treino mais avançados na altura no que concerne a correr uma maratona.
Estes centros de treino criaram um grupo, mesmo que pequeno, de maratonistas que aprenderam como se treina tanto no geral como para uma maratona em particular.
E se considerarmos que cada participante nesses centros de treino tendo vários amigos corredores acabou por transmitir a esses amigos o que aprendeu sobre treino e desmistificando o papel de “bicho papão” que era atribuída à maratona então ainda dá entender melhor o alcance desta iniciativa.
Estávamos numa época em que a informação era escassa e lenta e por isso todo o saber que estes maratonistas pioneiros adquiriram e transmitiram a amigos foi de importância vital!
Praticamente e injustamente ignorados estes dois centros de treino para a maratona organizados pela revista Spiridon fazem parte integrante da história da maratona em Portugal e dessa mesma história não podem ser desassociados.
Do ponto de vista pessoal a nossa participação nesse centro de treinos no já longínquo ano de 1983 trouxe-nos grandes amizades para a vida, que ainda hoje se mantêm, conhecimentos sobre métodos de treino que desconhecíamos por completo, e o título de maratonista obtido com os tempos de 3:49:20 (Egas) e 3:28:14 (Jorge).
Por mera curiosidade deixamos aqui a imagem da última folha da planificação do treino que nos foi fornecida.
Hoje sorrimos ao ver aquela carga de treino que na idade e condições físicas actuais seria completamente impossível de executar.
Ao olhar, nostalgicamente, aquela folha vem-nos sempre à baila aquele conceito que temos de que agora corremos e antigamente treinávamos! Sim, correr e treinar são coisas bem distintas!
Já agora saliente-se que a divulgação daquela folha treino é apenas uma mera curiosidade e não para servir de exemplo como treino actual a quem quer que seja pois trata-se de um treino devidamente especificado e personalizado para um determinado objectivo e concebido com profundo conhecimento do atleta a quem era dirigido.
Por mais anos que passem nunca mais vamos esquecer o Centro de Treino Para a Maratona!