segunda-feira, 15 de abril de 2013

domingo, 14 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ANALICE NO CORAÇÃO DE TODOS NÓS!

ANALICE NO CORAÇÃO DE TODOS NÓS!

Analice concretizou o seu sonho!
Foi um pouquinho de todos nós corredores, dos mais lentos aos mais rápidos, dos profissionais ao mais amador dos atletas, que “correu” com a Analice na Marathon des Sables.
Não há corredor em Portugal não que conheça essa pequena grande mulher e a tenha no coração.
E Analice, com a sua simplicidade e grandeza, retribui levando cada um nós no seu enorme coração de ultra maratonista.
Amanhã, nos seus treinos, temos a certeza que cada corredor luso levará um sorriso nos lábios e um olhar diferente e brilhante: a menina Analice alcançou o seu sonho!

LISTAGEM DE ATLETAS DESCLASSIFICADOS

Publicamos aqui uma listagem de atletas desclassificados na última edição da Meia Maratona de Lisboa (23ª edição).
Para compreender este assunto é fundamental (para quem não o fez e terão sido muito poucos...) ler aqui o texto escrito pelo João Lima.
Esta listagem foi obtida por cruzamento de dados entre a classificação automática da referida prova e nova classificação, depois de ponderados pela organização os casos de não cumprimento pelos participantes das regras daquela prova. Esse cruzamento de dados (feito informaticamente) permitiu obter o nome dos 169 atletas que foram retirados da classificação ou seja, obviamente desclassificados.
Não temos qualquer responsabilidade nessa listagem pois apenas nos limitámos a cruzar dados obtendo os respectivos resultados.
Publicamos esta listagem, depois de muito ponderar, por respeito a todos os que concluíram a prova mas, e sobretudo, por consideração por todos aqueles que tiveram a coragem e a dignidade de desistir. Desistir numa prova é das atitudes mais difíceis de se tomar mas também das mais lúcidas e dignas.
Lamentamos ter de publicar esta listagem mas julgamos que foi a atitude mais correcta.

domingo, 7 de abril de 2013

SINOS E CINZEIROS!


Muitos atletas terão estado presentes na trigésima primeira Corrida do Sinos e de lá terão vindo felizes com uma organização que prima, desde sempre, pela excelente qualidade e trazendo mais um sino para a sua colecção (ou para iniciar a mesma que esperemos que venha a ser grande!).
Mas nem sempre os atletas trouxeram, sinos desta prova como documenta a foto deste texto.
Quando o ano passado publicámos aqui um artigo sobre a primeira edição juntando algumas fotos do material relacionado com a mesma deixámos este cinzeiro de fora pois só apareceria no quarto ano da Corrida dos Sinos.
Desde o momento em que o recebemos até aos dias de hoje sempre achámos algo bizarro esse tipo de lembrança numa corrida a pé mas compreendemos que são as contingências da época e o que foi possível arranjar (provavelmente até haveria sinos nessa edição mas não para todos os atletas).
Mas este singular cinzeiro é o único existente aqui na redacção do Último Quilometro embora ninguém faça uso dele porque uma das poucas proibições que temos por aqui é justamente a de fumar! Aqui é mesmo proibido fumar!

terça-feira, 2 de abril de 2013

PÉS NA CHEIA!


Amante incondicional das chamadas provas de Trail e adepto fervoroso dos treinos em condições meteorológicas muito adversas devo confessar que não sou grande apreciador de travessias de cursos de água como a que pode ser vista aqui (treino / reconhecimento do percurso do 1º Trilho das Lampas. Mas não se assustem os menos preparados para estas coisas pois em 4 de Maio esse curso de água já não estará com esse caudal e força).
Mas apesar de uma certa aversão a grandes “travessias” não me recuso a passar por dentro de uns belos charcos e não direi que um dia não experimente algo de mais radical, se este pobre esqueleto ainda aguentar.
Com o aumento dos caudais do Tejo e das cheias que assolam o meu Ribatejo adoptado, há uns dias que vinha a espreitar o principal acesso a um dos locais onde corro.
Sobe, não sobe, tapa não tapa a estrada?
Hoje tive a surpresa de encontrar um bom pedaço da estrada debaixo de água.
Coisa pouca para os hábitos das gentes Ribatejanas, pois no local da foto que documenta este texto a água já chegou a subir mais de metro e meio!
Quando vi o caminho submerso optei por uma alternativa, evitando levar os pés ao banho, ainda com apenas cerca de 3 minutos de treino.
Mas no regresso lá fui meter os pés na “cheia”! Posso dizer que água estava fresquinha e, pese embora, a minha total falta de habilidade para correr dentro da mesma (e um certo receio, porque o piso é de areia e um bocado esburacado e com a água não se vê nada) me soube mesmo bem.
Saí de lá com os sapatos lavadinhos que parecia um desses corredores de cidade!
Ficam também aqui algumas fotos feitas, hoje, em Muge e Porto de Muge desse grande rio que me corre na alma, o Tejo. As fotos onde se vêm casas e umas balizas submersas são em Porto de Muge (na outra Margem do Tejo) e foram tiradas de cima das Pontes Rainha Dona Amélia (tanto da nova, a ferroviária, como da antiga, que foi adaptada a rodoviária).
*
Este texto é dedicado ao meu grande amigo João, que faz anos hoje.


domingo, 31 de março de 2013

A “MENINA” ANALICE CORRE ATRÁS DE UM SONHO!

Quando no mês de Abril do já longínquo ano de 1987, na parte final da 2ª edição das 12 horas de Vila Real de Santo António, um atleta me disse em plena prova “você é como a brasileira, nunca pára!” tenho de confessar que não entendi nada!
A Brasileira era nada mais, nada menos, que a Analice. Tinha vindo fazer os 100 km de Santander e dai veio para Portugal e por cá ficou.
Nessa 2ª edição das 12 horas de Vila Real de Santo António viria a ser a vencedora feminina, com a excelente marca de 100,9 km e um extraordinário sexto lugar na classificação geral!
Se é verdade que essa minha participação nas 12 horas me permitiu alcançar um resultado de relevo na minha vida de atleta do meio de pelotão quem me dera a mim “ser como a Brasileira”, que não mais parou de surpreender tudo e todos, devorando quilómetros com uma facilidade incrível.
Hoje a “menina” Analice tem 69 anos e embora a sua nacionalidade seja Brasileira podemos dizer que já foi “nacionalizada” pelos corredores de Portugal, que a consideram como sua!
Dificilmente se encontrará algum corredor que não conheça esta pequena, enorme, mulher e não nutra por ela uma grande simpatia e um profundo respeito.
Ultra Maratonista de grande gabarito e de uma simplicidade contagiante.
Esta “menina” que teve toda uma vida muito dura, e que passou por provações que poucos aguentariam, esta “menina” de 69 anos, que nunca teve infância e que na realidade jamais foi menina, nunca perdeu o sorriso contagiante, a simplicidade e gosto pela vida.
Mas a “menina” Analice tinha um sonho. Um sonho que nunca pensaria poder ser realizado pois a dura vida de trabalho que sempre teve não lhe dera condições para isso.
A “menina” Analice sonhava correr um dia a Marathon des Sables.
Ao saber-se do sonho desta grande atleta gerou-se um extraordinário movimento de solidariedade, lançado e encabeçado, pelo nosso grande campeão Carlos Sá, com vista a se conseguir angariar apoios que tornassem possível a participação da “nossa” Analice nesse grande desafio que é a Marathon des Sables.
Com o apoio solidário e fraterno de centenas e centenas de corredores anónimos e de algumas empresas a menina “Analice” vai começar a correr atrás do seu sonho no próximo dia 5 de Abril, quando for dada a partida para aquela que é considerada uma das mais duras, senão a mais dura, prova de corrida do planeta.
Daqui desejamos à Analice a maior felicidade do mundo no cumprimento desse sonho.
Sabemos que vai ser uma tarefa muito árdua e não isenta de sofrimento mas conhecemos a capacidade de resistência dessa extraordinária mulher. Sabemos, igualmente, que ser-se ultra maratonista pode implicar algum sofrimento mas é da transposição do mesmo que vem advêm a felicidade.
Mas também queremos dizer á Analice que não tem nada provar a ninguém, nem sentir qualquer tipo de pressão, mas tão simplesmente correr atrás do seu sonho com tão bem o sabe e gosta de fazer.
Que a “menina” Analice não tenha medo de desiludir todos os que a ajudaram a correr atrás do sonho. Julgamos que cada um que contribui para esta grande atleta estar na Marathon des Sables simplesmente quis proporcionar a realização de um sonho à Analice e retribuir, muito modestamente, tudo o que ela tem dado ao desporto favorito de todos nós.
Temos a certeza que a Analice sairá vitoriosa de mais esta jornada e cumprirá o seu sonho mas, seja qual for o resultado, ela será sempre uma vencedora, pois muito poucos ousam sequer enfrentar tamanho desafio, mesmo sendo bem mais jovens (no documento de identidade, porque em espírito e coragem ninguém bate a Analice!) e com condições de treino radicalmente diferentes.
Sabemos que a Analice levará cada um de nós nesse seu coração tão grande e generoso em cada km que percorrer nas areias do Saara a caminho do seu sonho.
A Analice pode contar connosco para estarmos aqui a “correr” com ela a todo o momento.