quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

UM “VENTINHO” BRUTAL!

Sempre gostei de desafiar condições meteorológicas muito adversas em treino e já passei por alguns treinos em que tudo se torna mesmo um bocado complicado.
No “menu” de hoje tinha uns 42 a 44 km de bicicleta que eu pretendia pacíficos e calmos. Não haveria de ser nada de especial porque é distancia que eu já tenho nas pernas neste meu regresso às pedaladas.
Tudo se complicou quando ontem comecei a ver as previsões meteorológicas aqui para o distrito de Santarém: vento com rajadas até aos 90 km/h e chuva.
Comecei a ver em perigo a minha voltinha de bicicleta.
Hoje quando acordei às 6 da manhã (sim, eu levanto-me com as galinhas!) a chuva era mais que muita mas isso não era nenhum drama, o problema estava no vento com rajadas bem fortes.
Em situação normal deveria sair com a minha Princesa lá para as 7:30 quando já há condições de luz para pedalar com segurança mas com aquele tempo tive de renunciar a essa ideia e muito contrariado meti-me a ver televisão.
Lá pelas nove horas da manhã desponta um belo sol, mas continua o vento, e eu resolvo arriscar e ir experimentar dar uma volta, mesmo que não fosse o previsto, pelo menos fazer alguma coisa. Do que me havia de lembrar!
Um bocado a apalpar terreno dou uma volta pequena aqui pela zona, o vento estava complicado mas lá se ia fazendo.
Acabo por me aventurar a ir até Marinhais e logo na EN 118 apanho com duas rajadas laterais que me tornam difícil segurar a bicicleta.
Atravesso Marinhais na diagonal com vento de costas e é uma maravilha que vou à vela!
Não chovia e o problema era “só” o vento e acabo por me decidir em ir até a Glória, pelas Janeiras, e depois Cucharro, Granho e Muge (casa).
Lá vou até à Glória, umas vezes com vento mais de frente, outras mais lateral e algum de costas. A coisa ia-se fazendo embora não fosse fácil e muitas vezes tive de me socorrer de mudanças que parecia que estava num prémio de montanha de primeira categoria quando na verdade estava em terreno plano ou a subir ligeiramente.
Da Glória para o Granho a situação complicou-se mais, o vento era mais de frente, no Cucharro tive que fazer algumas subidas com mudanças mesmo muito leves e em andamento que a correr a pé iria mais rápido.
Chego ao Granho, lá faço toda a rua principal com um vento meio de lado, meio de frente e chego à estrada que liga Muge á Gloria.
Daqui para Muge a estrada desce mais que sobe e os cerca de 6 km são algo que se despacha muito bem em condições normais.
Mas o dia era tudo menos normal!
Assim que viro à direita no sentido de Muge dou de caras com uma “parede” de vento de frente, mas uma senhora “parede”.
Começo a fazer a primeira descida mas onde está a descida? Vou a descer e tenho de usar uma mudança quase equivalente a como se fosse em sentido contrário ou seja a subir. Avançar é mentira, o vento empurra, empurra, empurra para trás!
A muito custo lá chego à ponte do Coalheiro e o que vinha a prometer desde o Granho acontece: começam a cair a primeiras e grossas gotas de chuva. Há muito que um céu carregado de negro ameaçava cair-me em cima da cabeça!
Por esta altura estaria a uns três km de casa, mas que três km!
O vento é brutal, a chuva até magoa e para ajudar à festa cai granizo!
Vou na mudança mais leve que tenho, uma mudança que raramente uso por estas paragens pois não há altimetria para ela, e quase não consigo avançar, tenho a certeza que vou bem mais lento do que se fosse a correr a pé!
Tento vencer não cada metro mas sim cada centímetro, pedalando contra uma chuva gelada, e um vento muito forte. O desespero é muito e chego a pensar em parar e ir a pé, que seria mais, fácil julgo eu! Mas lá vou resistindo, tentando alcançar pequenos objectivos, aquela árvore, aquela poça, aquela curva e cerro os dentes. Aquilo metia medo!
Quando finalmente atinjo as primeiras casas de Muge o vento dá mostras de abrandar e lá consigo meter uma mudança mais pesada e aproveitar um pouco a ligeira descida.
Os 42/44 km previstos transformaram-se nuns 36,640 km, provavelmente os mais complicados que já fiz em cima de uma bicicleta, e um dos treinos com condições atmosféricas mais adversas de sempre, mesmo considerando o meus 36 anos de ligação com a corrida, uma maratona com chuva granizo e vento e a primeira edição Crosse da Serra do Açor debaixo de um enorme temporal.
Mas não fosse um joelho que anda meio “gripado” o saldo é positivo, estou feliz, vivo e ganhei ao São Pedro mas por muito pouco.
De notar que a minha bicicleta é uma velhinha BTT de 1991, uma excelente máquina na altura, a qual tive de alterar a posição de condução com um guiador sobrelevado pois a minha coluna não permite andar inclinado na BTT ou seja a posição de condução não pode ser pior no tocante a vento de frente!
Este texto é dedicado ao Egas Branco, ao João Lima e ao Carlos Cardoso meus amigos e amigos dos temporais!


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

BinaClínica

Apaixonado pelas bicicletas desde a infância. Tendo na primeira metade da década de 90 feito muita BTT, e mesmo algum ciclismo em estrada, há já algum tempo que planeava voltar a dar umas voltas a “cavalo” e até alternar entre a corrida a pé e a bicicleta até para poupar este esqueleto já muito empenado.
A minha velhinha BTT, um maquina topo de gama comprada em 1991, estava há muito tempo parada, precisando de cuidados “médicos” para voltar a rolar. Além disso os meus problemas na coluna impedem-me de pedalar em posições inclinadas tendo que adoptar uma postura estilo “lorde inglês”!
Ora a minha antiga BTT tinha uma posição de condução que às primeiras pedaladas eram dores nas costas garantidas.
Andava eu a pensar em pôr a bicicleta operacional e onde poderia fazer a revisão da máquina e modificar a mesma em face dos meus problemas de coluna quando “tropeço” no Facebook numa loja / oficina que dá pelo nome de BinaClínica (que fica nas traseiras da estação de Santa Apolónia em Lisboa). 
Começo a seguir a página da BinaClínica no Facebook, vejo a apresentação da loja na sua página na Net e digo para os meus botões: é mesmo isto que eu procuro para voltar a pôr a minha “menina” em circulação.
Agora, passados que são seis meses desde voltei a pedalar, só posso estar feliz por ter entregado a minha “princesa” nas mãos da “BinaClínica”.
Naquela loja / oficina encontrei o que eles afirmavam na sua página na Net: gente que adora bicicletas, todo o tipo de bicicletas, e que as sabem “mimar”. Além disso encontrei profissionais muito competentes e honestos que nos tiram todas as dúvidas e vão ao encontro do que pretendemos.
Se juntarmos a isto uma politica de preços muito justos têm um serviço que poderemos considerar 5 estrelas!
Depois também temos que confessar que admiramos muito o pequeno comércio que nestes tempos de grandes multinacionais e “tubarões” ousa fazer a diferença e provar que fazem bem melhor que as grandes cadeias comerciais em que somos tratados de forma completamente impessoal.
Por isso se tem uma bicicleta, se pretende vir a ter uma, se necessita de apoio “médico” para a sua “menina”, se quer comprar equipamento, enfim tudo o que se relacione com “binas” é mesmo na BinaClínica!
(Note-se que este texto foi escrito sem nenhuns propósitos que impliquem contrapartidas publicitarias pagas. Este texto foi escrito por paixão e porque aqui no UK fazemos ponto de honrar em elogiar que o merece elogios e criticar o que deve ser alvo de críticas.)


  

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

AINDA ESTOU VIVO! (“POLIDESPORTIVISMO”)

Por aqui em Janeiro foi assim:
(Para o Alex e a Maria Antonieta porque sim!)

CORRIDA
Media horas por dia: 0:58:25
Media km por dia: 9.06
Número treinos mês: 11
Total km mês: 99.65
Total horas mês: 10:42:30
Velocidade média diária: 0:06:27

CICLISMO
Media horas por dia: 01:22:20
Media km por dia: 27.52
Número treinos mês: 11
Total km mês: 302.81
Total horas mês: 15:05:40
Velocidade média diária: 20.061

TOTAIS CORRIDA + CICLISMO
Media horas por dia: 1:10:22
Media km por dia: 18.29
Número treinos mês: 22
Total km mês: 402.46
Total horas mês: 25:48:10

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

E OS 30 KM??

Finalmente o número de Maratonistas em Portugal passou a ser bastante significativo e encurtou-se muito o fosso que separa aqueles que correm a meia-maratona daqueles que alcançam os míticos e mágicos 42,195 km.
Mas se ao contrário do que se passava não há muitos anos temos cada vez mais maratonistas em Portugal a distância máxima de provas em estrada estagnou praticamente na meia-maratona!
Não seria lógico que o aumento de maratonistas acarretasse uma maior aposta dos organizadores em provas de 30 km? Bem sabemos que a distância de 30 km nada tem a ver a com o correr uma maratona mas julgamos que seria uma experiência interessante, e útil, para aqueles que aspiram fazer uma maratona, ou mesmo para os que já a fazem, poder participar numa ou noutra prova de 30 km.
Muito provavelmente um dos aspectos que mais afasta os organizadores da distância dos 30 km em estrada é o dos custos organizativos que um evento desses implica em particular com o seu policiamento. Se alguém pode organizar uma prova de 10 km, com uma boa participação de atletas, e com muito menos custos, porque se vai meter noutras “aventuras”?
Falando apenas da realidade da região de Lisboa a Associação de Atletismo de Lisboa organizou, quase ininterruptamente de 1937 a 1990, o Campeonato Regional de Fundo na distância de 30 km e aconselho todos a lerem o histórico dessa prova clicando aqui (obrigado João Lima pelo magnífico trabalho que tens feito em prol da preservação da memória da corrida em Portugal!).
Curiosamente a Associação de Atletismo de Lisboa durante muitos anos não morreu de amores (para não dizermos outra coisa) pelas provas em estrada mas manteve o regional de fundo durante 47 edições talvez até pelo carácter institucional da prova. Era um pouco como a Maratona: chegou a haver, em Portugal, quem dissesse que os 42,195 km nem eram desporto mas sempre se manteve o Campeonato Nacional da Maratona talvez apenas porque tinha que ser embora a vontade em o organizar fosse pouca!
Infelizmente o Campeonato Regional de Fundo da AAL morreu em 1990 precisamente quando a maratona em Portugal começou a dar mostras de crescimento e a perder aquele estatuto, estúpido, de prova desumana para “malucos”! E morreu sem glória com apenas 14 classificados (entre os quais se incluía a única senhora!) talvez fruto da pouca aposta na promoção da prova.
Ainda tive a felicidade de participar numa das edições do Campeonato Regional de Fundo da AAL a 17 de Março de 1985, tendo obtido a marca de 2:08:33 numa corrida entre o Guincho e a antiga FIL em Lisboa.
Será que algum organizador se vai abalançar a organizar uma prova de 30 km em estrada? Nos tempos actuais, e com os custos que isso implica, achamos que tal se torna tarefa difícil de vir a acontecer. Fica muito mais económico organizar um trail!
De qualquer maneira mantemos a esperança na realização de provas de 30 km e até deixamos uma sugestão: não haveria a possibilidade de organizar provas dessas em circuito fechado? Lembrarmo-nos das corridas que têm havido dentro de instalações militares, nomeadamente bases aéreas, ou até que as duas primeiras maratonas Spiridon que foram organizadas no autódromo do Estoril.
A ideia era poder organizar a prova sem recurso a meios policiais o que baixaria tremendamente o custo da mesma e evitaria todos os problemas inerentes aos cortes de trânsito provocados por uma prova dessas em grandes centros urbanos. Pode não ser a solução mais agradável correr-se uma prova de 30 km em circuito mas pode ser a mais viável e ultrapassa-se o vazio que vai entre a meia-maratona e a maratona no que concerne a provas de estrada em Portugal!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

12 KMS MANTEIGAS - PENHAS DOURADAS

12 KMS
MANTEIGAS – PENHAS DOURADAS

INSCRIÇÕES ABERTAS
     
Encontram-se abertas as inscrições para a prova 12 KMS MANTEIGAS – PENHAS DOURADAS”,
a mais antiga (34ª edição) corrida de montanha de Portugal.
      Prova a disputar no dia 6 de Março de 2016,
a Organização associa-se mais uma vez à APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vitima 
com o donativo de 1,00€ por cada inscrição.
      
Regulamento, informações e inscrições disponíveis em 


* PROVA INAUGURAL DO

CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2016* 

PARTICIPEM…

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

50 MINUTINHOS DE GOZO PURO!

Era de noite e chovia, mas o frio tinha-se ido embora. Deveriam estar uns 12 ou 13 graus o que para os 5 graus (ou até menos) dos Janeiros da Lezíria Ribatejana era “calor”.
O equipamento estava em cima da cadeira, rigorosamente preparado de véspera; calças de licra, t-shirt, camisola de manga comprida, gorro e luvas (os sapatos estavam lá fora no balneário / duche no quintal!).
Com esta temperatura e chuva tudo tinha de ser mudado! Do fundo saco retiraram-se uns calções meio espantados por terem de entrar ao serviço em Janeiro, igualmente um chapéu entrou ao serviço pois é a pala do mesmo que faz de pára brisas e evita a chuva nos óculos! Da cadeira na marquise veio o velho impermeável para uma das suas últimas viagens pois está quase a ser trocado por um daqueles modernos em que não entra a chuva mas o suor sai não se fazendo uma sauna dentro do mesmo!
Há muito pouco tempo tinha o relógio da torre da Igreja dado as 7 badaladas, chove, do dia ainda praticamente não há sinais! Fecho o portão, ligo o meu estropiado GPS e só espero que a fita-cola que segura um dos botões não caia com a chuva!
O “maluco” de Muge das corridas ataca de novo (e agora ele está pior, porque uns dias corre a pé e outros a cavalo ou seja de bicicleta)!
Até à curva do palácio não há azar que há candeeiros, digo adeus as luzes com o projector que ilumina a ponte romana.
Passo por baixo da Nacional 118 em direcção ao que já foi o portão do palácio e agora é um pórtico no ar e outro deitado no chão.
Vou tentando evitar as poças maiores, tentando adivinhar o caminho mais seco, lutando contar o embaciamento dos óculos e esperando que o dia vá amanhecendo.
Chego ao grande e largo estradão e o que me vale é aqui o piso ser mais do tipo arenoso e por isso não haver assim tanta lama mas sim areia ensopada!
Tenta-se correr numa pequena faixa que parece mais seca e evitar torcer um pé nalguma poça maior. Vou imensamente divertido e feliz mas também concentrado a ver onde se metem as patinhas!
No Sobreiro do Neto ladram os cães mas apenas um está solto e não tem tamanho para morder e com a chuva nem veio ladrar-me às canelas.
Já se começa a ver mais alguma coisa e entra-se numa subida com algumas pedras brilhantes e lavadinhas.
Mais um bocado em plano e temos a melhor descida do percurso com os seixos rolados lindos e lustrosos e brilhantes da chuva.
Mais um portão para contornar e um ramo de salgueiro atrapalha-nos o serviço!
Olho a ponte sobre a vala, aqui são mais poças que terreno seco e está tudo em mau estado.
Na longa recta que nos leva de novo ao que foi o portão da casa encontramos uma carinha em sentido contrário. Uma carinha que a esta hora é sinal de alegria pois significa que o outro portão está aberto e livra-nos de o termos de contornar e de mais malabarismo. Encostamos mesmo às ervas para deixar passar a carrinha e saudamos quem lá vai, mesmo sem saber, nem conseguir ver, se eram conhecidos ou desconhecidos.
De novo a descida para a ponte romana. Estamos quase em casa mas ainda faríamos um pouco da ciclovia pejada de folhas de plátanos para acertamos o tempo do treino.
Chegamos ao portão da nossa casa e ai estão 50 minutos de gozo puro, as vezes é tão simples ser-se feliz!
Depois seguem-se uns exercícios de flexibilidade, o tirar os dados do GPS (a fita cola aguentou-se e ainda temos botão!) para um papel, arte difícil quando se escorre água por todos lados e uma tarefa não menos complicada que é o acender um esquentador com um fósforo quando se está todo ensopado!
Depois veio o banho no qual se despiu uma parte do equipamento para não arrefecer enquanto se tirava o mesmo.
Ao contrário do que parece anunciar o imobilismo deste blogue estamos vivos, e bem vivos! Hoje 21 de Janeiro de 2016!
Amanhã é dia de Repouso mas no sábado esperamos ter uma volta grande com a velhinha namorada Francesa, ou seja a nossa bicicleta que como nos dizia um saudoso primo é o único veiculo onde a besta puxa sentada!

Fiquem bem!