segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

IIIº MEETING BLOGGER ESTIVEMOS LÁ

Brevemente (assim que este escriba de serviço esteja um pouco mais desempenado!) será publicado um texto sobre o evento bem como a Meia Maratona da Areia na qual também participámos.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

RECORDANDO – 2ª EDIÇÃO DA TRANSESTRELA EM FILME

Em 1996 estávamos nos primeiros tempos das grandes competições de montanha em Portugal.
Nos dias 24 e 25 de Agosto desse ano decorreria a 2ª edição da Transestrela que, em duas etapas, levaria os aventureiros e destemidos atletas de Gouveia até à Torre, percorrendo 47 quilómetros no total.
No primeiro ano participei nos caminheiros (que faziam o mesmo percurso que os atletas, o que não era tarefa nada simples).
Para essa segunda edição abalancei-me a fazer a prova como atleta, dentro de uma estratégia de muita calma, o que me permitiu levar a bom porto a tarefa de chegar à Torre.
Catorze anos depois (!) da minha saudosa participação naquele evento, um amigo meu (obrigado Esmeraldo) fez-me chegar às mãos um DVD sobre a prova onde pude rever (com alguma emoção) a minha chegada à Torre.
Utilizando tecnologias impensáveis há 14 anos, resolvi partilhar com os leitores deste blogue, um pequeno excerto do DVD em questão.
Muito para além das memórias pessoais que o filme me traz, trata-se de algo que é pertença da história da corrida em montanha em Portugal.
É claro que o carácter amador do filme e as várias conversões a que foi sujeito têm implicações na sua qualidade mas nada que comprometa a sua visualização e nos impeça de recordar esses tempos heróicos em que alguns “malucos” aceitavam o desafio de atingir o ponto mais alto de Portugal continental a correr e por caminhos considerados até então impróprios para a prática de tal modalidade.
Este meu texto é dedicado a memória do saudoso Sálvio Nora. E ao Tó e à Lu com uma amizade do tamanho do mundo.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

50 ANOS EM AROUCA – A MONTANHA NUM MAR DE FRATERNIDADE

Amante incondicional das corridas em montanha e fazendo 50 anos precisamente no dia da 8ª edição do Circuito de Arouca – Senhora da Mó não poderia perder a oportunidade de festejar o meio século na montanha.
Depois de um aturado estudo dos vários transportes e das ligações entre eles descobri que era possível chegar a Arouca em transportes públicos partindo do distrito de Santarém. Era uma tarefa nada simples, que implicava seis mudanças de transporte, mas era viável.
Inscrição tratada (com um pedido especial para me ser atribuído o número 50) lá chegou o ansiado dia 1 de Maio e a partida para Arouca.
A viagem decorreu como o previsto e, tendo saída de casa as 7 e 30 da manhã, às 18 e 30 estava em Arouca.
No dia seguinte dirigi-me ao posto de turismo e avisto um grande amigo (responsável pelos melhores “empenos” da minha vida desportiva e pelos mais bonitos percursos onde corri) do outro lado da rua o qual chamo, recebo de imediato os parabéns, frisando o meu amigo que provavelmente “no final da prova não estaria em condições de os receber”!
Lá parti para a prova, bem a medo e para mais, logo no arranque, a “máquina” estava estranha e um bocado descontrolada.
Sem estar em forma para aquelas andanças e limitando-me, nos últimos anos, a fazer as provas do Circuito Nacional de Montanha no distrito de Lisboa (com excepção do Colcurinho, no ano passado), que são relativamente “meigas”, ia preparado para o pior (que na verdade é o melhor).
Logo no primeiro cruzamento, onde se encontravam elementos da organização, sou surpreendido pelos mesmos a cantarem-me os parabéns a você!
O que encontrei foi uma prova de montanha com paisagens espectaculares, subidas para fazer de gatas e descidas a pique a requerem toda a técnica que não tenho.
Mas na base da superação de mim próprio, sem vergonha de acabar em último (mais vale ser o último dos presentes que o primeiro dos ausentes) e usando a técnica de correr quando dava e andar quando não dava (algumas subidas até para andar eram complicadas) lá acabei a prova muito feliz.
No final havia um almoço oferecido ao atletas no Alto da Senhora da Mó e como a prova terminava em Arouca havia que apanhar boleia para “cima”.
Arranjámos boleia junto do responsável pela organização da prova que foi de uma simpatia indescritível e me disse que depois de terminada a prova e o almoço fariam um pequena homenagem/festa para as senhoras da organização responsáveis pelo almoço, visto ser o dia da mãe e que em virtude de fazer anos queriam que eu estivesse presente.
Passado o agradável almoço no Alto da Senhora da Mó, feita a entrega dos prémios, os atletas rumaram a suas casas e ficámos eu, a minha mulher, as senhoras que colaboraram na feitura do almoço e outros elementos da organização.
A grande surpresa estaria para chegar e ela veio na forma de um bolo com duas velas com a minha idade e toda aquela simpática gente a cantar-me os parabéns.
Tenho que confessar que me comovi e nunca esperaria aquilo.
Todos me davam os parabéns e nos tratavam, a mim e à minha mulher, com um simpatia e um carinho indescritível.
Aquela gente simples, fraterna e solidária, de Arouca e aldeias vizinhas, mostrou-me que nestes tempos conturbados e egoístas ainda há pessoas que põem os valores da amizade acima de tudo.
Segundo me disseram, naquela zona todos se conhecem e é como se fosse tudo uma grande família e eu, modestamente, senti-me parte dela.
Nunca mais vou esquecer o meu quinquagésimo aniversário, Arouca e as suas gentes.
Obrigado a todos.

Jorge Branco

CORRIDA INTERNACIONAL 1º DE MAIO 2010