quinta-feira, 18 de março de 2010

SAUDAÇÃO À 20ª EDIÇÃO DA MEIA MARATONA DE LISBOA


O “Último Quilómetro” saúda a 20ª edição da “Meia Maratona de Lisboa.
Queremos deixar uma saudação em especial a todos aqueles que ao longo destes 20 anos contribuíram para o sucesso da prova.
Nunca é demais lembrar que a Meia Maratona de Lisboa é considerada pela Federação Internacional de Atletismo como a melhor meia maratona do mundo e é das poucas com o título “GOLD LABEL”, a mais alta distinção atribuída pela IAAF às melhores organizações técnicas de corridas de estrada.
Mas tudo teve um princípio e o primeiro passo da Meia Maratona de Lisboa está patente na foto da primeira edição, em 1991, que acompanha este texto.
Não uma foto dos vencedores, ou uma foto tirada de um qualquer jornal, mas sim uma foto dos “bastidores” nomeadamente dos funis de chegada.
Nesse já longínquo ano de 1991 ainda não havia os meios tecnológicos de hoje e os chips eram algo ainda inexistente.
Nesta primeira edição ainda quase tudo era feito “a mão”.
Relembramos que a Meia Maratona de Lisboa foi pioneira num método de classificação que usava leitura óptica de códigos de barras inseridos nos dorsais antes de haver a tecnologia dos chips nas classificações.
Era um método altamente “revolucionário” para a época e que permitia, mediante uma “pistola de scanner” a classificação imediata do atleta não sendo necessário usar o sistema clássico de retirar o dorsal ao atleta e inserir o mesmo num espeto para posterior classificação (brevemente iremos abordar a temática da evolução tecnológica da organização das provas).
Na foto em questão pode ver-se, de costas, o doutor Renato Graça, antigo campeão de nacional de maratona, médico do SNS, e também figura de relevo na Medicina Desportiva e no Controlo Anti-Doping.
Quem procurar com atenção pode encontrar também a grande campeã Rosa Mota num dos funis.
E retirando os dorsais aos atletas está o autor destas linhas que teve a honra de colaborar, voluntária e modestamente, durante uma década, na organização da prova.
A finalizar não queremos deixar de desejar uma excelente prova a todos os que vão participar no evento.

domingo, 14 de março de 2010

LEZÍRIAS COM ATUM E BAGAÇO!

“Atiro-me” à Lezíria, com toda, a calma cá bem na cauda do Pelotão.
Cá atrás até há quem atenda telemóvel em plena prova!
O primeiro “aquecimento” é dado pelos paralelos de Vila Franca de Xira seguindo-se a subida da ponte para meter todo o “equipamento” em velocidade de cruzeiro.
Na descida deixo os “colegas” que me deram boleia e entro na “minha prova”.
Faz um vento gelado, que bate de frente, nos caminhos da Lezíria.
Pergunto-me pelas placas dos quilómetros pois ainda não vi nenhuma nem haveria de ver!
Não faz mal, não é nada que me atrapalhe, venho dos tempos em que não havia nada disso e agora com a tecnologia do GPS é um luxo.
No meu andamento de tartaruga, mas sempre correndo de trás para a frente, lá vou passando alguns atletas.
Chego aos 5 quilómetros e marco os mesmos no GPS afim poder estudar como me correu a prova.
Entretanto apanho a boleia de um atleta bem mais novo que eu e de porte mais atlético e lá vamos “caçando” corredores pela Lezíria afora.
Passo o controlo dos chips, subo ao dique e ai vamos nós.
Tenho a vantagem de estar praticamente a jogar (correr) em casa e o Tejo, meu velho amigo, pisca-me o olho.
O meu “colega” de boleia mete outro andamento e “pira-se”. Deixá-lo ir, é de outro campeonato, penso eu.
Lá vou eu voando em solitário e ultrapassando uma ou outra “ave” que não soube fazer um bom plano de voo.
Apanho um atleta estilo peso bem pesado e grande e acabamos por ir no andamento um do outro. Admira-me aquele amigo estar a correr tão bem e com condições morfológicas nada adequadas. Se perder algum peso vai “dar cartas”.
Entretanto apanhamos e ultrapassamos o meu parceiro de “viagem” que tinha metido outra mudança mas deve ter tido algum engano na caixa de velocidades.
Começo a pensar como será o comportamento do meu colega peso pesado na subida da ponte mas eis que ele pára abruptamente (para apertar um atacador?) e fico de novo “sozinho”.
Ultrapasso um colega de aventura, vestido com uma camisola do atum “bom petisco” e não resisto a dizer-lhe: Amigo, isto realmente, é um bom petisco!
Entro na recta do Cabo, cumprimento o alcatrão e atiro-me à ponte com garra.
Pela primeira vez consigo ganhar à subida da ponte e digo-lhe: este ano não me vais desgraçar
Ai está Vila Franca aos meus pés! Vou com todo o gás, mas bem-disposto.
Numa curva de uma taberna há vários clientes que assistem a prova e grito: “VIVA O BAGAÇO!” e sou aplaudido pela assistência e um velhote replica: “MAIS NADA!”
Até à recta da meta ainda sou incentivado por uma jovem com uma canadiana e fazendo alusão à mesma digo-lhe: isso é que me fazia a falta e ela responde-me que as minhas pernas é que lhe faziam falta. Ainda proponho uma troca!
Corto a meta com a sensação do dever cumprido, menos 4 minutos e 7 segundos que o ano passado e bem mais fresco.
Enfim mais uma excelente jornada da GLORIOSA E MUI NOBRE LIGA DOS ÚLTIMOS!
*Foto tirada da página da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.*

domingo, 7 de março de 2010

NO DIA EM QUE ENTERREI O PRÉMIO NO QUINTAL

A caminho de fazer trinta anos desde que alinhei pela primeira fez numa prova, muitos prémios (lembranças de participação) tenho recebido.
Venho dos tempos em que não havia nem “T-Shirt”, nem medalhas, nem nada e ninguém se queixava.
Depois apareceram as “T-Shirts” e era um luxo. Quando chegaram as medalhas, eram só até determinada classificação e tinha que se correr já alguma coisa para as “apanhar”.
Hoje os corredores não sabem o que fazer a tanta “T-Shirt” e medalha, para além de haver algumas organizações mais “ricas” que diversificam a oferta com outros produtos.
Nunca corri uma prova em função das lembranças que se ganhavam na mesma mas sim pelo prazer e interesse que essa prova me proporcionava.
Mas tenho que confessar que pela primeira vez corri uma prova com um certo objectivo “mercenário”, com o olho na lembrança que ia ganhar.
A ideia era ganhar um prémio de presença e enterrar o mesmo no quintal!
Bem, se já sou considerado “maluco” por me estafar a correr para ganhar uma “T-Shirt”, imagino agora o que será enterrar o prémio no quintal!
Bem, enfim, não será propriamente enterrar mas sim plantar.
E ao falar de plantar muita gente já estará a ver do que se trata: isso mesmo, a Corrida da Árvore e o pinheiro que é oferecido a todos os atletas.
Pois é. Fiz pela primeira vez a referida prova e pese embora cada vez goste menos de correr no alcatrão (o alcatrão faz mal à saúde!), achei aquela “viagem” por Monsanto muito agradável.
E agora vou poder “enterrar” o premio no quintal e tratando-se de um Pinheiro já foi baptizado e tudo! Trata-se do Joaquim Pinheiro, numa homenagem a esse grande fundista.

JOSÉ GASPAR E LUCINDA MOREIRAS VENCEM 12 KMS MANTEIGAS - PENHAS DOURADAS

JOSÉ GASPAR E LUCINDA MOREIRAS VENCEM 12 KMS MANTEIGAS - PENHAS DOURADAS
José Gaspar (GD 3 Santos Populares) e Lucinda Moreiras (NCL Sport Club) venceram, hoje de manhã, a XXVIII edição dos 12 KMS MANTEIGAS - PENHAS DOURADAS, 2ª jornada do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA SALOMON 2010. Apesar das más condiçoes atmosféricas que assolaram a Serra da Estrela e o concelho de Manteigas na manhã da competição, com chuva e neve a acompanharem os atletas no seu esforço desde Manteigas até às Penhas Douradas, cedo José Gaspar tomou a iniciativa e conquistou um folgado triunfo, registando na meta 46m24s e uma vantagem de 2m50s (!?) sobre José Carvalho (Núcleo de Atletismo de Matosinhos), detentor do título do CIRCUITO DE MONTANHA 2009 e 2m55s sobre Alberto Almeida (Casa do Povo de Valongo do Vouga). No sector feminino o triunfo voltou a sorrir a Lucinda Moreiras (NCL Sport Club), que completou os 12 kms da dura ascenção de Manteigas às Penhas Douradas em 1h01m16s, com 2m45s de vantagem sobre Rosa Madureira (Núcleo de Atletismo de Matosinhos) e o terceiro lugar do pódio a ser ocupado por Mónica Moreiras (CCDFEP Linhó), a 4m26s da vencedora. Registe-se a elevada participação naquela que é a corrida-mãe das competições pedestres em montanha em Portugal, a qual contou com 1061 participantes divididos pelos escalões competitivos, marcha pedestre e percurso em BTT que animaram uma manhã sem igual de prática desportiva de alta montanha na Serra da Estrela. O CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA SALOMON 2010 prossegue no próximo dia 2 de Maio de 2010 nos contrafortes da Serra da Freita com a realização do 8º CIRCUITO DE AROUCA - SENHORA DA MÓ.


Texto cedido por Terras de Aventura.
Para mais informações sobre o Circuito Nacional de Montanha
é favor consultarem a página da referida entidade.


CORRIDA DA ARVORE 2010 - LISBOA (MONSANTO) VÍDEOS





Vídeos captados por EVB.

CORRIDA DA ARVORE 2010 - LISBOA (MONSANTO)


Os três primeiros classificados e a primeira senhora.
(Fotos EVB)

sexta-feira, 5 de março de 2010

JOÃO GARCIA DE PARTIDA PARA O ANNAPURNA

Exclusivo SIC: João Garcia está de partida para escalar o Annapurna no Nepal.