domingo, 13 de janeiro de 2019

GENTES DA MINHA TERRA - ANTÓNIO BELO



Gentes da Minha Terra

A minha vida profissional iniciou-se muito cedo, antes de completar 11 anos, e logo no centro da vila, agora cidade (Reguengos de Monsaraz), num café na praça principal, por onde, na altura, passavam todas as
novidades e de todos os tipos, uma verdadeira montra! Como a história, de um modo geral, só contempla figuras de “valor” achei que podia contribuir, com as minhas memórias, para um melhor conhecimento de todo o espaço, mas principalmente, para chegarmos àquela “gente” que fica de fora e que, no meu ponto de vista, foram, durante anos, 1955/1965, figuras conhecidas, as mais diversas, de quem ali gastava algum do seu tempo, e eram muitos! 
No primeiro livro, O Alentejo Onde Nasci, transmiti uma imagem do local onde vivi até aos 20 anos de idade, sem referir pessoas nem locais, daí alguns amigos, de outras províncias, me dizerem que, ao lerem o livro, por alguns bocados voltaram ao seu tempo de criança, agora o objectivo é falar sobre pessoas da minha terra, “As Gentes da Minha Terra”,  e, obrigatoriamente, das ruas e locais de encontro.

Na apresentação do primeiro livro, o então presidente da Câmara, após ler algumas passagens do texto, afirmou – este livro devia ser dado na escola.
Assim, na hipótese remota de tal acontecer, neste livro preenchi a primeira parte com figuras escritas, sugerindo que os alunos, com alguma ajuda, chegassem à minha proposta, fizessem a “descodificação”. Exemplo:   

“Se algumas das calçadas eram mais castigadas, pela frequente passagem dos pesados transportes, outras havia, por ficarem em zonas mais recônditas, que nem o chiar de um rodado chegavam a perceber, enquanto as que faziam parte do centro apenas sentiam a pressão de carros mais leves, transportando pessoas, por vezes com as mais finas rodas de madeira protegidas por borracha, em vez de metal.”

O objectivo, difícil de atingir, é que os mais novos percebam, e questionem, o passado dos seus familiares. Somos a nossa história! 



sábado, 12 de janeiro de 2019

NO CONGELADOR!

Mais um voltinha no congelador!
(Partida 2 graus, chegada 4 graus)

domingo, 6 de janeiro de 2019

MEMORIAS – A MINHA AVENIDA


Vivi, praticamente, 30 anos na Avenida Infante Santo, em Lisboa. Para quem não conhece esta artéria da capital, esclareço que ela se caracteriza por uma subida bastante acentuada.
Desta avenida tenho algumas historias / memorias relacionadas com a corrida
Em 20 de Junho de 1982 tive o privilégio de a subir em competição e ainda por cima na primeira prova que atravessou a ponte 25 de Abril, e isto muitos anos antes da meia maratona atravessar aquela emblemática ponte, tratou-se da 1ª edição de PONTE A PÉ. Aqui fica uma curiosa foto dessa prova (retirada do Facebook do António Correia, desconheço quem é o seu autor) precisamente na entrada da Infante Santo e onde se pode ver que nesses tempos longínquos os corredores ainda eram obrigados a circular pelo meio dos carros em plena prova.

Mas foi o pioneirismo desses corredores que permitiu o desenvolvimento que a corrida nos dias de hoje conhece.
Passar exactamente à porta de casa com parte da família a apoiar é algo de motivador e gratificante, por um lado, mas, por outro lado, a meio de uma subida “desgraçada”, ver a porta da nossa casa a piscar-nos o olho sensualmente e a dizer: deixa-te disso e anda cá, é uma tentação quase irresistível!
Mas resisti, até porque não iria fazer má figura ali na frente dos meus familiares, aliás não iria fazer ainda mais má figura do que já tinha feito, pois o meu tio passou na minha frente ali junto dos meus familiares, coisa inusitada, e nunca mais lhe pus a vista em cima até cortar a meta!
Nunca mais faria uma prova a passar na “minha” Infante Santo, mas depois de já morar aqui no Ribatejo fiz uma prova com partida na Infante Santo precisamente em frente do prédio em que vivi! Foi a Corrida Saúde CUF.
Já em treino tenho três memorias interessantes ou engraçadas.
Em plena preparação para a Maratona do Inatel na Foz do Arelho, em 21 de Abril de 1985, tinha prevista a minha participação na terceira edição dos 12 km Manteigas – Penhas Douradas. Com a maratona como objectivo, não me preocupei praticamente nada com a minha ida a Manteigas, tendo apenas feito 6 séries de 1 km na Infante Santo, com a recuperação a descer. A medição da distância foi feita de carro, o que lhe tira exactidão, mas, a fazer fé na distância, andei em ritmos abaixo dos 5 ao km naquela complicada subida! A medição poderia estar errada mas o certo é que fiz um tempo “canhão” em Manteigas (consegui chegar na frente da primeira senhora, coisa que nem de perto nem de longe alguma vez tinha conseguido ou viria a conseguir) batendo por cerca de 5 minutos o meu tempo da edição anterior! E na Maratona do INATEL fiz o meu melhor tempo na maratona, marca que perdura até hoje: 3 horas 10 minutos e 27 segundos.
Sim a “minha” avenida foi um excelente indicador da minha forma!
Bem e a minha última historia que mete corrida e Infante Santo é para o lado do hilariante!
O meu maior treino para a 2ª edição das 12 Horas Vila Real de Santo António foi uma corrida de quatro horas, que serviu de teste para a referida prova. Começo e saída de casa logo da Infante Santo.
Treino feito nos finais de Março ou princípios de Abril, num sábado da parte tarde da tarde de um dia algo frio.
Acontece que, a partir de Algés, já a escurecer, começou a cair uma chuva muito fininha. Estava na parte final do treino, o andamento era bem lento como convinha e comecei a ter frio e cada vez mais frio.
Quando entro na Infante Santo, julgo que já quase ou mesma de noite, ia mesmo com frio e então na tentativa de aquecer e me motivar começo a acelerar pela Infante Santo acima direito ao meu prédio, que ficava mais ou menos a meio da subida, e enquanto acelerava cada vez mais ia gritando para mim próprio: anda meu este, meu aquele, insultando-me de tudo o que me vinha à cabeça!
E foi assim que a acabei o treino / teste de 4 horas, a fazer um contra relógio Infante Santo acima e gritando para mim próprio todos os impropérios de que me lembrava. Mais uma vez a Infante Santo foi um excelente teste de forma.
E como não só de corrida vivo eu, aqui fica uma foto de uma minha subida da Infante Santo, a “cavalo” e quase a chegar a casa. Fotografia de Egas Branco, a quem aqui deixo um forte abraço e dedico este texto, para além de João Lima, Alexandre Duarte e Carlos Cardoso.
Jorge Branco



sábado, 5 de janeiro de 2019

TRILHO DOS PERNETAS - DIVULGAÇÃO


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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

EM CIMA DA ALEMÃ!


Nada melhor que começar o ano em cima da Alemã, num dia lindo e com uns “agradáveis” três graus de temperatura.
Óptimas passadas, pedaladas ou braçadas em 2019 a todos! Que tenham um ano muito feliz!



segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ESTAMOS DE VOLTA!


Depois muito tempo em estado “comatoso”, por motivos de saúde e pessoais, este blogue está de volta!
Esperamos em breve ter o UK novamente em “marcha” e com muitas novidades.
Estamos a trabalhar no sentido de um blogue renovado, mas com os mesmos princípios de sempre; este nosso propósito não depende apenas de nós mas também de alguma colaboração externa, que estamos a tentar angariar, pois queremos abrir ainda mais as “portas” desde blogue e trazer aqui outras experiências e vivências.
Um bom ano para todos e não se esqueçam de lutar pela vossa felicidade mas também pela dos outros!
Ate já!


domingo, 30 de dezembro de 2018

ATENÇÃO!



NOVIDADES EM BREVE! NOVIDADES EM BREVE!