terça-feira, 15 de março de 2016

O REGRESSO DO NOSSO "DESATLETA"!

No dia em que alguns dos nossos Amigos corriam em Barcelona, na mais mítica das provas de Atletismo, a Maratona, com os seus 42,195 km (e daqui lhes envio um grande abraço) regressava este modesto desatleta a uma pequena caminhada, após quase um ano de ausência, por problemas de saúde, destes eventos desportivos para todos, desde o 1º de Maio do ano passado, para ser mais preciso.
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Sempre com duas ideias chave na cabeça: "après l'effort vient le confort" (depois do esforço vem o conforto) (Dr.Jacques Turblin) e "correr (ou fazer desporto), é a mais importante das coisas secundárias" (Noel Tamini), dois grandes defensores e promotores da  Corrida Para Todos. Obviamente porque sou apenas um modesto participante da causa desportiva que no entanto tem uma grande admiração pelos que dedicam ao Desporto de Competição a sua actividade principal (Força, Campeões!).
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E porque era uma corrida e caminhada num Bairro próximo do meu e que conheço muito bem, porque aí frequentei toda a escola preparatória e secundária (liceu).
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E de contributo para uma actividade importante que é a do apoio às vítimas da violência, qualquer que ela seja (APAV).
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Este regresso foi um prazer!
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Por isso espero poder continuar, porque já estão no horizonte algumas das grandes clássicas, como a mini da Meia-Maratona da Ponte 25 de Abril, a caminhada da Corrida da Liberdade, no 25 de Abril, a caminhada da Corrida Internacional do 1º de Maio, em organização como sempre da CGTP/Intersindical e a caminhada da Corrida da Festa do Avante.
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Este ano gostaria de não faltar a nada! Pode ser que alguns Amigos que nunca o fizeram se queiram juntar... Gostava.










































































sexta-feira, 11 de março de 2016

O APITO QUE VINHA LÁ DO SUL

À sua direita o eucaliptal frondoso, à esquerda erguendo-se num talude a linha de comboio, entre ambos um carreiro arenoso, algo irregular, aqui e além com seixos rolados.
Era uma fresca manhã, fria mas límpida sem uma nuvem no céu, estariam uns 5 graus de temperatura, o ar frio entrava-lhe pela boca, pelo nariz, enchia-lhe os pulmões e alma.
Tinha saído de casa ainda mal se adivinhavam os primeiros alvores do dia.
Gostava de sair assim cedo, e “nascer” com o nascimento do novo dia.
Corria feliz, liberto naquele carreiro. 
Lá na linha de comboio vem um possante comboio de mercadorias.
Na sua solidão de corredor fundo madrugador acena ao maquinista do comboio, que não consegue ver mas advinha-o na solidão do seu trabalho.
O mercadorias vêm do sul e traz-lhe ao pensamento esse Alentejo de Catarina Eufémia, das praças de jorna, de gente que nunca se vergou e sempre lutou. Esse Alentejo da Grândola Vila Morena cantada por Zeca Afonso.
E vêm-lhe à memória o Coliseu dos Recreios a cantar, de pé e em uníssono, a Grândola.
Mas como dizia ele acena ao maquinista e o maquinista responde com um forte e sonoro apito ferroviário.
Trocou-se assim um cumprimento bem pouco vulgar entre dois homens madrugadores e solitários, um por obrigatoriedade de trabalho outro por lazer e prazer puro.
Encheu-lhe a alma aquele forte e sonoro apito que vinha lá do sul, parecia que trazia cheiro a pão fresco, campos de trigo ondulando ao vento, o cante alentejano e uma tarde quente nas planícies lá sul.
Provavelmente também aquele aceno fez diferença em mais uma madrugada de trabalho, monótona e solitária, do maquinista que vinha lá do sul. Talvez tenha trazido algum calor humano e tenha feito alguma diferença em mais um dia de trabalho rotineiro.
Muito em breve o comboio que vinha lá do sul atravessaria o Tejo na nova ponte Rainha Dona Amélia, passaria a estar a norte do Tejo, chegaria ao Setil e ai faria agulha, ou na direcção de Lisboa ou então do Porto. Um pouco mais tarde chegaria aquele corredor madrugador e solitário a casa com a alma mais quente, na fria manhã ribatejana, com o calor que o mercadorias que veio lá do sul lhe trouxe.

domingo, 6 de março de 2016

NAMORO DOMINGUEIRO



Prontos”Carlos Perneta Cardoso não és só tu que fazes fotografias a placas com nomes esquisitos! E o que eu pedalei para fazer esta foto (ou talvez não...)! J J J








sábado, 27 de fevereiro de 2016

14º TRILHOS DE MOGADOURO - AMENDOEIRAS EM FLOR


Disputa-se no próximo dia 20 de MARÇO de 2016 os 14º TRILHOS DE MOGADOURO - AMENDOEIRAS EM FLOR, 2ª etapa do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2016.

O evento integra um trail, na distância de 20,8 km, percorrendo os caminhos rurais e trilhos florestais traçados nas aldeias em redor desta vila do nordeste transmontano.

Simultâneamente disputa-se uma caminhada, na distância de 9,1 km e um conjunto de corridas para os mais jovens (benjamins, infantis, iniciados e juvenis), em distâncias adaptadas às idades dos atletas.

Todos os eventos terão partida e chegada no centro de Mogadouro e, como habitualmente, após as atividades desportivas, a Organização, a cargo do Município de Mogadouro, oferece almoço a todos os participantes, seguindo-se a cerimónia de entrega dos muitos e valiosos prémios em disputa.

As inscrições já se encontram abertas, decorrendo o 1º prazo de inscrição, de valor reduzido, até ao próximo dia 29 de Fevereiro, data após a qual sofrem acréscimo até ao seu encerramento (16 de Março de 2016) e deverão ser formalizadas na página oficial do evento, acessível em http://mogadouro.terrasdeaventura.net.

20 DE MARÇO DE 2016 ESPERAMOS POR SI PARA O 14º TRILHOS DE MOGADOURO - AMENDOEIRAS EM FLOR 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

PONTES

Definitivamente amo pontes! Sejam as grandes e imponentes pontes obra da mais moderna engenharia ou a mais precária e modesta ponte de cordas a desafiar o equilíbrio em lugar longínquo, eu gosto de pontes de todas as pontes!
E gosto de atravessar as pontes a correr ou a pedalar!
Tenho o prazer de, à excepção da Ponte da Lezírias, já ter atravessado a correr, quer tenha sido ou em prova ou em treino, todas as pontes sobre o Tejo entre Lisboa e Santarém, a saber: Ponte 25 de Abril em prova, Ponte Vasco da Gama em prova, Ponte (ferroviária) Rainha Dona Amélia em treino, antiga Ponte Rainha Dona Amélia (adaptada ao transito rodoviário) em treino, Ponte Salgueiro Maia em prova e Ponte Dom Luís em prova e em treino de bicicleta,
Mas há uma ponte da minha preferência, uma ponte que tenho no coração, é a velhinha Ponte Rainha Dona Amélia, que foi adaptada ao trânsito rodoviário unindo os concelhos de Salvaterra de Magos e Cartaxo, encurtando tremendamente as distâncias e facilitando as deslocações das pessoas.
Antes de haver a nova ponte ferroviária Rainha Dona Amélia apenas existia a antiga ponte ferroviária onde era proibida a passagem de peões ou ciclistas.
Antes do 25 de Abril os trabalhadores agrícolas usavam essa ponte para irem procurar trabalho mais bem renumerado na margem norte do Tejo e a GNR, a mando dos latifundiários aqui da região, controlavam a ponte para impedirem os trabalhadores de passaram na busca de quem lhe pagasse melhor jorna.
Mas além das pontes que servem para unir margens amo as pontes entre culturas, credos e modos de estar diferentes. Amo as pontes entre as pessoas que quebram barreiras e dizem que todos somos apenas habitantes do planeta Terra.
As fotos, e o vídeo, que se segue são referentes a mais uma travessia, neste caso a pedal, da Ponde Rainha Dona Amélia para um pequeno passeio domingueiro a uma terra que também tem um cantinho especial no meu coração, Valada do Ribatejo, e onde fiz algumas fotografias com a minha montada junto a esse rio que me corre na veias e onde o meu olhar pousa, e repousa, desde a mais tenra idade, o Tejo.
Pena que a velhinha Ponte Rainha Dona Amélia esteja tão mal cuidada, estimada e respeitada e que em virtude disso a sua travessia não seja isenta de algumas dificuldades e requeira alguns cuidados e atenção. Mas é uma viagem que vale bem a pena!