Parabéns Molly!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
CORRER
CORRER
(Para a Augusta com Ultras Maratonas de amor e
ao Professor Mário Machado com centenas de quilómetros de gratidão)
Correr não é fugir
de nada nem de ninguém
Correr é a mais
bela viagem ao interior de nós próprios
Correr é
descoberta e redescoberta, encontro, desencontro e reencontro
Correr é uma vereda
nas assas do sonho, ser-se eternamente menino
Correr, é paz,
muita paz
Correr, é magia,
muita magia
Correr é
fraternidade e amor
Correr é um dos
mais belos e singelos actos libertários
Correr é buscar-se
outro no mais profundo de nós, é ser-se outro
Correr é o
ingrediente que dá tempero, cor e cheiro à vida
Corre é belo
Correr é uma
filosofia, uma maneira de estar na vida, uma pátria e um credo.
Correr é tudo,
tudo, no entanto tão pouco e tão simples!
domingo, 26 de abril de 2015
HOMENAGEM
Uma das frases chave do
Movimento Spiridon diz: a corrida é a principal das coisas secundárias.
O texto que se segue, da autoria
de Egas Branco, aparentemente nada tem a ver com a corrida. Mas grande parte do que somos hoje deve-se à formação e educação a que fomos submetidos desde a mais
tenra idade. Muito provavelmente o Egas não seria o que é hoje se os caminhos
percorridos na infância não fossem aqueles e muito provavelmente este blogue,
que é um projecto e um trabalho a dois, pese embora apoiado e com a colaboração
de muitos, não existiria ou pelo menos não o conheceríamos da forma que é.
Este blogue muito direccionado
para o colectivo não deixa de fazer uns desvios para sentires de alma mais
pessoais e o texto que se segue é um desses, belos, desvios.
No início deste 42º
Ano desde o 25 de Abril e da vitória sobre
fascismo, peço desculpa aos amigos se publico algo de muito pessoal, a
que aliás sou em geral avesso.
.
Mas em Abril-Maio, sem
querermos, chega-nos algum sentimentalismo,
que também tem a ver com idade, que no entanto nunca nos impedirá de olhar para o Futuro - dos Amigos, do nosso
País e do Mundo. E podem crer que cada vez que, nalguma parte deste nosso
Mundo, por mais remota que seja, homens
tomam o futuro nas mãos derrotando a exploração e a opressão, sinto uma enorme
alegria.
.
Devo a estes dois
seres (Mãe - 15-Mai-1907 - 27-Mai-1986,
Pai - 9-Nov-1911 -24-Jun-1987), exemplos que nunca esqueci e que me ajudaram:
.
Ela, por se ter
recusado a assinar uma declaração de fidelidade às ideologias fascista e
católica, a que obrigavam os professores primários de então, foi desterrada
para a mais recôndita das aldeias beirãs, onde ainda hoje (de novo hoje, com o
regresso dessas ideologias a muitos aspectos
da vida no nosso País) é difícil chegar.
.
No casamento,
desobedeceram a todos os preconceitos vigentes, e partiram em lua-de-mel para
quase 50 anos de vida em comum e deixaram, ambos, representantes na cerimónia
oficial!
.
O primeiro dos quatro
filhos, apesar de todas as pressões oficiais e da família, não foi baptizado,
num acto de Liberdade de que lhes sou para sempre grato. Poderia vir a faze-lo
mais tarde, se quisesse, mas com plena responsabilidade do meu acto. E devo
lembrar que quando fui para a escola eles me recomendaram que não dissesse que o
não era porque senão viria a sofrer por isso (isto para os saudosistas desse
tempo de exploração, miséria e perseguição, que pretendem esconder o que
realmente se passava nesses tempos lugubres e terríveis) e nunca entendi essa
omissão ou negação como uma mentira, mas como uma defesa contra a repressão.
.
Ela era profundamente cristã,
católica, ele ateu. Foram-no sempre até ao fim da vida e isso não impediu que
fossem acima de tudo humanistas, anti-fascistas e sempre do lado dos humilhados
e ofendidos desta sociedade em que vivemos, embora há 41 anos justamente e
durante algum tempo chegássemos a pensar (e eles também) que iria ser possível,
através de mudanças muito concretas (em que as principais foram feitas!), construir
uma sociedade diferente, mais igual, mais livre, mais fraterna, a caminho de um
ideal de justiça, a que alguns dos amigos podem não chamar nada mas que eu
chamo Socialismo.
.
Devo-lhes estes e
outros exemplos a que tenho tentado ser fiel. Errei algumas vezes, como muita
gente, principalmente por ter avaliado mal os humanos mais que as causas, mas
nunca reneguei os princípios.
.
.
sábado, 25 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
VELHOS DO RESTELO
Kilian, Max & Dakota go nuts on a downhill.#AdvancedWeek2015 #MallorcaVideo © Vollet Greg
Posted by Salomon Running on Quinta-feira, 2 de Abril de 2015
“Na minha modesta opinião, isto não são locais para correr, andar e desfrutar, concordo, agora correr, não é, a não ser, para cabras e afins.”
Comentário a este vídeo (pode dar-se uma ligeira demora no carregamento do mesmo) inserido no Facebook do grupo Trail Running Tuga.
Que quando se começaram a fazer regularmente provas de trail em Portugal, em 1995, pelas mãos do Terras de Aventura, este tipo de comentários fosse habitual é coisa que não me espanta.
Que nessa época os praticantes das então chamadas provas de montanha fossem considerados um bando de loucos que corriam em locais impróprios para tal prática era algo com que lidavam os pioneiros do trail na época, com naturalidade.
Que a quando da primeira edição do Crosse da Serra do Açor em 1996 a descida final de cerca de três km, a pique e em cima de xisto, para a aldeia do Piodão, tenha sido alvo de um tremenda polémica ao ponto de só ter faltado quererem bater no homem que delineou o percurso, o Professor António Matias; que por sinal além de organizar a prova também a correu (!), era coisa que se enquadrava no espírito da altura já que muitas provas ostentavam, orgulhosamente, nos folhetos promocionais das mesmas: percurso plano!
Agora que passados estes anos todos em que o trail se tornou numa vertente da corrida, amada, respeitada, muito divulgada e com forte implementação em Portugal e a nível mundial, ainda apareçam “velhos do Restelo” como o que proferiu o que acima transcrevemos é que nos deixa completamente espantados!
Ninguém é obrigado a gostar de trail, ninguém é obrigado a correr em provas de trail!
Agora não venham é fazer afirmações bolorentas como esta, ainda para mais num grupo de amantes desta bela e estimulante vertente da corrida.
Sim, aquilo até talvez não seja local para correr! Sim, estamos de acordo! Não serão locais para correr porque os melhores e mais capacitados atletas passam por ali a “voar” como o vídeo o demonstra!
Será que o autor do referido comentário foi movido por ciúmes provocados pelo facto de não conseguir “voar” naquelas descidas?
Eu sempre desci muito mal, nunca “voei”, mas nunca tive ciúmes dos “corredores voadores”! Amo o trail mesmo sendo um péssimo praticante da modalidade!
Mas gostos não se discutem, agora o respeito por todos nós que amamos correr seja em caminhos de cabras, seja em alcatrão, seja em pista, seja em praia seja onde for, fica bem a toda a gente!
Subscrever:
Mensagens (Atom)





