sábado, 2 de maio de 2015

CORRER

CORRER
(Para a Augusta com Ultras Maratonas de amor e ao Professor Mário Machado com centenas de quilómetros de gratidão)

Correr não é fugir de nada nem de ninguém
Correr é a mais bela viagem ao interior de nós próprios
Correr é descoberta e redescoberta, encontro, desencontro e reencontro
Correr é uma vereda nas assas do sonho, ser-se eternamente menino
Correr, é paz, muita paz
Correr, é magia, muita magia
Correr é fraternidade e amor
Correr é um dos mais belos e singelos actos libertários
Correr é buscar-se outro no mais profundo de nós, é ser-se outro
Correr é o ingrediente que dá tempero, cor e cheiro à vida
Corre é belo
Correr é uma filosofia, uma maneira de estar na vida, uma pátria e um credo.
Correr é tudo, tudo, no entanto tão pouco e tão simples!

domingo, 26 de abril de 2015

HOMENAGEM

Uma das frases chave do Movimento Spiridon diz: a corrida é a principal das coisas secundárias.
O texto que se segue, da autoria de Egas Branco, aparentemente nada tem a ver com a corrida. Mas grande parte do que somos hoje deve-se à formação e educação a que fomos submetidos desde a mais tenra idade. Muito provavelmente o Egas não seria o que é hoje se os caminhos percorridos na infância não fossem aqueles e muito provavelmente este blogue, que é um projecto e um trabalho a dois, pese embora apoiado e com a colaboração de muitos, não existiria ou pelo menos não o conheceríamos da forma que é.
Este blogue muito direccionado para o colectivo não deixa de fazer uns desvios para sentires de alma mais pessoais e o texto que se segue é um desses, belos, desvios.
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HOMENAGEM (Por Egas Branco)

No início deste 42º Ano desde o 25 de Abril e da vitória sobre  fascismo, peço desculpa aos amigos se publico algo de muito pessoal, a que aliás sou em geral avesso.
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Mas em Abril-Maio, sem querermos,  chega-nos algum sentimentalismo, que também tem a ver com idade, que no entanto nunca nos impedirá  de olhar para o Futuro - dos Amigos, do nosso País e do Mundo. E podem crer que cada vez que, nalguma parte deste nosso Mundo, por mais remota que seja,  homens tomam o futuro nas mãos derrotando a exploração e a opressão, sinto uma enorme alegria.
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Devo a estes dois seres (Mãe - 15-Mai-1907  - 27-Mai-1986, Pai - 9-Nov-1911 -24-Jun-1987), exemplos que nunca esqueci e que me ajudaram:
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Ela, por se ter recusado a assinar uma declaração de fidelidade às ideologias fascista e católica, a que obrigavam os professores primários de então, foi desterrada para a mais recôndita das aldeias beirãs, onde ainda hoje (de novo hoje, com o regresso dessas ideologias a muitos aspectos  da vida no nosso País) é difícil chegar.
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No casamento, desobedeceram a todos os preconceitos vigentes, e partiram em lua-de-mel para quase 50 anos de vida em comum e deixaram, ambos, representantes na cerimónia oficial!
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O primeiro dos quatro filhos, apesar de todas as pressões oficiais e da família, não foi baptizado, num acto de Liberdade de que lhes sou para sempre grato. Poderia vir a faze-lo mais tarde, se quisesse, mas com plena responsabilidade do meu acto. E devo lembrar que quando fui para a escola eles me recomendaram que não dissesse que o não era porque senão viria a sofrer por isso (isto para os saudosistas desse tempo de exploração, miséria e perseguição, que pretendem esconder o que realmente se passava nesses tempos lugubres e terríveis) e nunca entendi essa omissão ou negação como uma mentira, mas como uma defesa contra a repressão.
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Ela era profundamente cristã, católica, ele ateu. Foram-no sempre até ao fim da vida e isso não impediu que fossem acima de tudo humanistas, anti-fascistas e sempre do lado dos humilhados e ofendidos desta sociedade em que vivemos, embora há 41 anos justamente e durante algum tempo chegássemos a pensar (e eles também) que iria ser possível, através de mudanças muito concretas (em que as principais foram feitas!), construir uma sociedade diferente, mais igual, mais livre, mais fraterna, a caminho de um ideal de justiça, a que alguns dos amigos podem não chamar nada mas que eu chamo Socialismo.
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Devo-lhes estes e outros exemplos a que tenho tentado ser fiel. Errei algumas vezes, como muita gente, principalmente por ter avaliado mal os humanos mais que as causas, mas nunca reneguei os princípios.
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Foi uma meditação simples sobre as origens. Desculpem-me por isso. De vez em quando acontecem estas fraquezas.
Egas Branco



sábado, 25 de abril de 2015

38ª CORRIDA DA LIBERDADE - FOTOS

FOTOS: MAFALDA LIMA 
GENTILMENTE CEDIDAS POR: JOÃO LIMA

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ABRIL 25

ESTE É UM BLOGUE DE ABRIL!

domingo, 19 de abril de 2015

TRAIL DO MONTE FLORIDO

REGULAMENTO E INSCRIÇÕES AQUI.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

VELHOS DO RESTELO



Kilian, Max & Dakota go nuts on a downhill.#AdvancedWeek2015 #MallorcaVideo © Vollet Greg
Posted by Salomon Running on Quinta-feira, 2 de Abril de 2015
Na minha modesta opinião, isto não são locais para correr, andar e desfrutar, concordo, agora correr, não é, a não ser, para cabras e afins.” 

 Comentário a este vídeo (pode dar-se uma ligeira demora no carregamento do mesmo) inserido no Facebook do grupo Trail Running Tuga. Que quando se começaram a fazer regularmente provas de trail em Portugal, em 1995, pelas mãos do Terras de Aventura, este tipo de comentários fosse habitual é coisa que não me espanta. Que nessa época os praticantes das então chamadas provas de montanha fossem considerados um bando de loucos que corriam em locais impróprios para tal prática era algo com que lidavam os pioneiros do trail na época, com naturalidade. Que a quando da primeira edição do Crosse da Serra do Açor em 1996 a descida final de cerca de três km, a pique e em cima de xisto, para a aldeia do Piodão, tenha sido alvo de um tremenda polémica ao ponto de só ter faltado quererem bater no homem que delineou o percurso, o Professor António Matias; que por sinal além de organizar a prova também a correu (!), era coisa que se enquadrava no espírito da altura já que muitas provas ostentavam, orgulhosamente, nos folhetos promocionais das mesmas: percurso plano! Agora que passados estes anos todos em que o trail se tornou numa vertente da corrida, amada, respeitada, muito divulgada e com forte implementação em Portugal e a nível mundial, ainda apareçam “velhos do Restelo” como o que proferiu o que acima transcrevemos é que nos deixa completamente espantados! Ninguém é obrigado a gostar de trail, ninguém é obrigado a correr em provas de trail! Agora não venham é fazer afirmações bolorentas como esta, ainda para mais num grupo de amantes desta bela e estimulante vertente da corrida. Sim, aquilo até talvez não seja local para correr! Sim, estamos de acordo! Não serão locais para correr porque os melhores e mais capacitados atletas passam por ali a “voar” como o vídeo o demonstra! Será que o autor do referido comentário foi movido por ciúmes provocados pelo facto de não conseguir “voar” naquelas descidas? Eu sempre desci muito mal, nunca “voei”, mas nunca tive ciúmes dos “corredores voadores”! Amo o trail mesmo sendo um péssimo praticante da modalidade! Mas gostos não se discutem, agora o respeito por todos nós que amamos correr seja em caminhos de cabras, seja em alcatrão, seja em pista, seja em praia seja onde for, fica bem a toda a gente!

terça-feira, 14 de abril de 2015