sábado, 11 de abril de 2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

MARATONA DE PARIS


  • Aos mais de duzentos Portugueses que vão correr os míticos 42,195 km da cidade de Paris.
  • A todos os nossos amigos.
  • E em particular, e de um forma muito especial e fraterna, ao nosso “irmão" João Lima!

O Último Quilometro deseja que sejam muitos felizes no próximo domingo, alcançando na plenitude todos os vossos sonhos.
Não se esqueçam que, como dizia um participante numa maratona em terras de França há muitos anos ao Doutor Manuel Martins, après l'effort vient le confort! (depois do esforço vem o conforto!).

domingo, 5 de abril de 2015

MEMÓRIAS – OS MEUS PRIMEIROS 30 KM E OS MEUS PRIMEIROS 42,195 KM


Quando no já longínquo mês de Agosto de 1983 resolvi efectuar, aqui em Muge, um treino de 30 km não sonhava com a Maratona!
Na altura vivia em Lisboa e vinha aqui, esporadicamente, aos fins-de-semana onde gostava, particularmente, de treinar.
Com 23 anos de idade e pouco mais de dois anos e meio de corrida nas pernas embora a maratona não fosse coisa nem imaginada já era um corredor que amava as distâncias longas, os treinos de duas horas já faziam parte da minha realidade e resolvi desafiar os meus limites num treino de 30 km.
Correndo entre Muge, a Glória do Ribatejo e Marinhais, com retorno na Igreja nova daquela vila ribatejana, faria 30 km medidos com o carro do meu tio. GPS era coisa inexistente, e como abastecimento o Egas foi-me dando XL1, um isotónico muito popular na época (e penso que único).

Este cartoon (feito pelo Egas), ilustra, de forma muito livre e criativa, os meus primeiros 30 km.
Acontece que pouco tempo depois daquele treino, mítico, de 30 km vimos na Revista Spiridon número 29 um anúncio do Centro de Treino de Maratona e o distanciamento que tínhamos em relação aos 42,195 km mudou radicalmente!
Inscrevemo-nos prontamente no referido centro de treino e depois de uma preparação criteriosa de cerca de 14 semanas apresentámo-nos à partida na  2ªedição da Maratona Spiridon, no Autódromo do Estoril em 18 de Dezembro de 1983.
Pode parecer algo estranho a realização da Maratona num autódromo mas a razão era bem simples: na altura era impossível conseguir realizar uma maratona na via pública com o trânsito cortado durante o tempo da realização da mesma. Por isso o Autódromo do Estoril apresentava-se como um lugar seguro, sem trânsito, para se organizar uma maratona.
Temos de confessar que dessas sete voltas que demos ao Autódromo do Estoril pouco nos ficou na lembrança!
Mas temos bem visível na memória a longa recta final da maratona (que nem seria assim tão longa mas para mim teve quilómetros!).
Nessa derradeira recta fomos acompanhados por um amigo que se viu impedido de alinhar na prova por lesão. Ainda hoje nos lembramos de lhe perguntar onde era a meta, se faltava muito! Na altura não havia as metas com pórticos insuflados e, muitas vezes, elas eram apenas um pano estendido entre dois mastros de madeira quando não tão somente um risco amarelo pintado no chão!
No nosso cansaço extremo de um final de maratona não vislumbrávamos a meta e a recta mais parecia uma recta de um inferno interminável! Julgamos que das nossas quatro modestas maratonas esta, além da mais lenta, foi a mais difícil de concluir.
Cruzámos a meta daquela maratona com o tempo de 3:29:16 e o Egas com 3:49:20, tempos mais que modestos mas que na realidade actual pensamos que teriam outro significado.
Tenho de confessar que essa maratona foi acabada mais com um sentimento de alivio do que de festa por me ter tornado maratonista! Foi mais do género: desta já me safei!
Só uns bons minutos depois, já na 4L / balneário do Egas, me dei conta que era maratonista e da felicidade que tal significava!
Mas isto foi depois de ao mudar de roupa, sentado no carro, ter tido uma tremenda cãibra que me obrigou a abrir a porta e esticar a perna esquerda para fora da viatura em trajes menores!
Treinei para esta maratona sem dizer nada à família e aos amigos, apenas sabiam destes treinos o Egas que comigo treinou e os colegas do Centro de Treino da Maratona. Ao chegar a casa vindo da prova o meu, saudoso, Avô perguntou qual a distância que tinha tido a corrida daquele dia ao que eu respondi, disfarçando um orgulho enorme e aparentando indiferença: 42,195 km ao que o meu avô respondeu: Mas isso é a Maratona! Ao que eu disse: Pois é! Ao que ele retorquiu: És doido!
O meu saudoso avô, que nunca foi maratonista, nem corredor, sabia qual a distância da maratona! Não era como muito boa gente da actualidade para quem toda a corrida é uma maratona tenha ela a distância de 5 ou 100 Km!
E foi assim que me tornei maratonista e já me disseram que é um título vitalício!

sábado, 4 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Rock'n'Roll VODAFONE Meia Maratona RTP prova CTT Deficientes Motores em Cadeira de Rodas

Notícia ANACR
VÍDEOS UK / Egas Branco
Rock'n'Roll VODAFONE Meia Maratona RTP prova CTT Deficientes Motores em Cadeira de Rodas

Alexandrino Silva melhor Português.

Realizou-se ontem mais uma edição da Rock'n'Roll VODAFONE Meia Maratona RTP prova CTT Deficientes Motores em Cadeira de Rodas, onde estiveram presentes 17 atletas, dos quais 9 eram Portugueses.


O atleta Alexandrino Silva da ANACR, foi o português mais rápido, concluindo a distância em 51'48, ficando em 5º lugar da classificação geral.

A prova foi ganha pelo atleta Espanhol Rafael Botello, que terminou com 47'39, o segundo lugar foi também para outro atleta Espanhol, Jordi Madera com o tempo de 47'40, a fechar o pódio ficou o atleta Suíço Tobias Lötscher, com o tempo de 48'02.

Na classe T52, o mais rápido foi o presidente da ANACR, Mário Trindade, que completou a distância em 1h15'04, Hélder Mestre, também atleta da ANACR, completou a prova com 1h33'36.

Classificações clique aqui

domingo, 22 de março de 2015