domingo, 1 de setembro de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
SONHOS E CORRIDA
Não sabemos se é por termos
uma já longa ligação com a corrida, se por outra coisa qualquer, mas a verdade
é que a corrida por vezes invade os nossos sonhos.
È mais frequente isso
acontecer quando por qualquer motivo somos obrigados a interromper as nossas
corridas por um período mais longo mas mesmo em situações em que o treino está
bem presente a corrida não deixa de, por vezes, fazer parte dos nossos sonhos.
E que tipo de sonhos temos com
a corrida? Basicamente dois tipos: sonhos edílicos em que a corrida se
desenrola com enorme prazer, em que tudo é facilidade e felicidade, em que tudo
é maravilhoso. São sonhos em que até temos pena de acordar pois aquele “treino”
imaginário estava a saber-nos tão bem!
O outro tipo de sonhos é mais
pesadelo que outra coisa: a corrida desenrola-se num sofrimento atroz ao estilo
das piores provas de que temos memória. É um sofrimento total, uma tortura e
acordamos alagados em suor e muito aliviados por aquele pesadelo ter terminado!
Os amigos leitores também
sonham com as vossas corridas? Como são os vossos sonhos sobre elas? Contem-nos
tudo!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A VIDA E A MORTE
A calma e a descontracção do
duche pós treino são pautadas pelo chilrear das crianças no pátio da escola
paredes meias com o “balneário”.
Os duches das corridas de
inverno são assim. Muitas vezes embalados pelas vozes das crianças no pátio da
escola. O frio e a ausência de luz solar atrasam as corridas para horas mais
tardias enquanto no verão se procura a madrugada para fugir ao calor intenso.
Mas enquanto as crianças chilreiam
alegremente o som do sino da igreja vem juntar-se a elas no toque, dolorosamente
triste e chorado, a finados.
Assim por alguns momentos a
vida e a morte misturam-se em sons tão antagónicos: a vida das crianças que
brincam no pátio da escola num tempo em que não se pensa em futuro, num tempo
de alegria e descontracção (pelo menos para estas crianças deste pais da
Europa, porque noutras latitudes ou noutros tempo a infância não é ou foi
assim. E mesmo em Portugal começa a haver muitas crianças a irem para a escola
com fome pese embora, por enquanto, ainda se esteja longe do flagelo do
trabalho infantil de outros negros tempos em que as crianças nunca foram
meninos) com o dobrar a finados do sino da torre da igreja que anuncia a
extinção da vida para alguém.
A vida e morte misturada em
sons a fazer-nos lembrar a precariedade da vida, que estamos cá numa curta
passagem, que a vida mais não é que um contrato a prazo que bem poderia ter
sido criado pelas leis do mais tenebroso dos neoliberalismos, pois é de uma
precariedade absoluta sem quaisquer regras.
Tudo isto faz-nos lembrar que
desta vida apenas se leva o respeito e a memória dos que cá ficam se passamos
por ela com honradez.
Faz-nos lembrar que a vida
deve ser uma luta, permanente, pela nossa felicidade mas também pela felicidade
dos outros. Que uma vida plena não se compadece com egoísmos de quem passa por
ela apenas olhando para o seu umbigo.
São aqueles que mais se deram
aos outros em vida, que mais lutaram em prol do colectivo, que mais
contribuíram para um mundo novo mais justo e fraterno que terão o seu nome
preservado para memória futura e que a sua morte física não corresponderá aos
seu esquecimento.
A vida é assim, precária,
demasiadamente precária, por isso vivamos cada dia como se fosse o primeiro e o
último mas sem esquecer os outros, sem esquecer o colectivo, sempre com os
olhos postos na humanidade isto se queremos levar desta vida o respeito dos
outros e ficarmos na memória de alguém. Que no fim de tudo nada mais se pode
ganhar.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
SUA EXCELÊNCIA O CABEÇO DE MONTALVO
Vivendo em pleno Ribatejo
temos óptimas condições para as nossas corridas em trilhos em plena comunhão
com a Natureza e bem longe da poluição e dos automóveis.
Mas embora com excelentes
condições para a prática da corrida a zona tem poucas subidas dignas de um
amante das corridas de montanha / trail.
As melhores subidas só estão
acessíveis em treinos longos e mesmo assim não têm comparação com quem viva em
zonas mais montanhosas como é evidente.
Uma forma de colmatar a falta
dessas subidas é o Cabeço de Montalvo que fica quase à porta de casa.
O Cabeço de Montalvo trata-te,
digamos assim, de uma duna gigante embora seja uma má comparação até porque no
seu cimo o piso é compacto e julgamos que pouco tem a ver com uma duna embora a
suas encostas tenhas zonas de areia solta bem típicas de uma formação desse
tipo.
Enfim a melhor definição para
o Cabeço de Montalvo é mesmo essa de ser um cabeço!...
Deixando a ciclovia e a via
pedonal, que agora também cá temos disso (conforme as imagens documentam),
atravessa-se uma estrada asfaltada e dizemos adeus ao alcatrão.
Primeiramente em plano, depois
com uma subida polvilhada de alguns seixos rolados chegamos a uma zona plana
junto da linha férrea que liga o Setil a Vendas Novas (e que foi,
criminosamente desactivada no que concerne ao serviço de passageiros isolando
ainda mais as povoações e privando-as de um acesso rápido à Linha do Norte, o
que possiblitava uma deslocação a Lisboa, por exemplo, muito rápida).
A partir dessa zona plana
podemos atacar uma subida que nos leva ao cimo do Cabeço de Montalvo de onde
teremos uma bela vista da vila de Muge, um pouco do Rio Tejo e mesmo, lá muito
ao fundo. a nossa capital de distrito a bela cidade de Santarém.
Embora de dimensões algo
reduzidas o Cabeço de Montalvo permite criar circuitos que bem explorados e
trabalhados darão um bom apuro de forma no que toca a enfrentar subidas de
provas de montanha / trail.
Nada terá a ver com um
verdadeiro treino de montanha mas será uma excelente ajuda embora se tenha de
enfrentar a monotonia de um pequeno circuito que implica várias repetições do
mesmo.
Outra das alternativas é em
vez de fazermos a referida subida que nos leva junto da linha férrea subirmos o
Cabeço de Montalvo directamente da sua base e assim enfrentaremos uma rampa bem
inclinada e em areia solta bem ao estilo de uma duna.
Enfim variantes para criar um
circuito estilo “rompe pernas” não faltam, assim haja força.
Nas cercanias do Cabeço de
Montalvo encontra-se um percurso que é, seguramente, o que há por aqui mais
parecido com uma prova de trail.
Claro que muito longe dos
percursos mais radicais de trail, mas é o que temos na zona e sempre ajuda
alguma coisa a quem quer treinar para essa vertente fascinante da corrida.
Também se vêm algumas imagens
ilustrativas do começo desse percurso nos slides que ilustram este texto.
Confessamos que o ultimamente
não o temos usado e por isso há necessidade de abrir um túnel num silvado que
se vê na fotos, porque senão cada treino que façamos por ali vai implicar
gastos em litros betadine!sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O SOLÁRIO DA OSGA LUDOVINA
Todos os dias a Osga Ludovina faz do vidro acrílico do
duche do meu “balneário” o seu solário privado!
Pelas sete e trinta da manhã, mais coisa menos coisa que
a Ludovina não usa relógio, lá está ela a aproveitar os primeiros raios de sol
da manhã e o momento exacto em que o mesmo incide no vidro acrílico e o aquece.
terça-feira, 30 de julho de 2013
SALVAMENTO PÓS-CORRIDA
Estava eu muito tranquilamente
no pátio, fazendo os meus, parcos, exercícios de flexibilidade no final de mais
uma corrida.
Não tinha sido propriamente
uma corrida mas sim uma corridinha: tinha sido tempo de recuperar o esqueleto
de uma corrida domingueira mais longa; aliás toda esta semana é de recarregar
baterias.
Mas dizia eu, estava muito
tranquilamente no pátio nos meus exercícios de flexibilidade, os pássaros
cantavam, ao longe os perus “falavam”, ao que se juntavam as galinhas e os
galos. Eram para aí sete e meia de uma manhã, ainda fresca, de verão. No meio
de toda esta natureza ouvia-se um ou outro carro, na estrada, a lembrar-nos que
a “civilização” (ou a ausência dela...) não anda longe.
De repente todo este cenário
muda: entra-me a correr pelo pátio o Bitoque (jovem cão de quase dois anos) a
perseguir algo que nos primeiros segundos não percebia o que era mas logo vi
ser um pássaro, e atrás deles o meu vizinho (ou seja o meu padrasto)
esbaforido, com o pouco cabelo que lhe resta em pé, um camaroeiro na mão e a
gritar para mim: não o deixes agarrar, agarra-o tu!
Se o meu padrasto não é muito
dado a corridas eu sou dado às mesmas mas não em pantufas que os meus fiéis
Trabuco já tinham sido descalçados.
Mas a sorte do pássaro é que
eu estava no local certo, no minuto exacto e bastou-me avançar uns metros para
o apanhar com um destreza que nunca tive!
Lá entreguei a estafada ave ao
não menos estafado do meu padrasto e lá foram os três ou seja, um canário sem
nome, um cão de nome Bitoque e um padrasto de nome Zé, que explicava para o
amigo de quatro patas: “Não Bitoque isto não é para ti”!
O canário sem nome já se
encontra em recuperação numa “habitação” que comparado com a gaiola de onde deve
ter vindo, é assim como comparar um T0 com o palácio de Buckingham.
Depois de devidamente
recuperado do susto, já terá espaço para treinar horas de voo a fim de se
apresentar como um pássaro “decente” e não igual àqueles jovens viciados em
consola e computador, que nem conseguem correr para apanhar um autocarro!
Já não é o primeiro salvamento
de pássaro que efectuo, provavelmente não será o último, mas assim tão in
extremis tenho de confessar que foi a primeira vez!
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