sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O FIM DA EUROPA


O título deste texto pode parecer um tanto ou quando alarmista e assustar os mais incautos e distraídos.
Mas a esmagadora maioria dos que nos lêem e seguem atentamente as “coisas” da corrida para todos, já sabem para onde este texto se dirige!
Não, não é o fim da Europa. embora esta esteja em estado muito grave devido a um mar de políticas erradas e em desfavor do ser humano, que têm sido seguidas anos e anos a fio. Mas adiante.
O que queremos aqui falar é do fim do Grande Prémio do Fim da Europa que devia ter lugar a 29 deste mês e foi cancelado pela Câmara Municipal de Sintra evocando razões económicas.
Não vale muito a pena falar neste cancelamento pois ele já foi muito debatido em vários lugares.
Resumindo, e para quem não sabe, foi até feita uma tentativa junto da Câmara Municipal de Sintra de apresentar um proposta de caderno de encargos, bem mais reduzido que nos anos anteriores, de modo a que a prova se pudesse realizar.
A ideia era perder os “anéis mas salvar os dedos “ou seja retirar da prova todos os “luxos” que as últimas edições tiveram, mas realiza-la.
Falhada que foi essa tentativa, e porque os corredores são gente obstinada em prosseguir os seus objectivos, avançou-se para a realização do TREINO DO FIM DA EUROPA.
Ideia é: no mesmo dia e na mesma hora percorrer o percurso da prova em treino, pelo simples prazer que isso nos dá e para demonstrarmos que não queremos deixar morrer uma prova que é considerada como um dos mais belos percursos em terras lusas!
No dia 29 de Janeiro vamos pois afirmar que amamos correr naquele percurso e que o fazemos com ou sem prova!
Mas para o ano queremos, exigimos, o regresso do Grande Prémio do Fim da Europa  pois se todos o que vão correr no dia 29 se dispõem a faze-lo por sua conta e risco, sem nenhuma estrutura organizativa, não há nenhuma razão para que a prova não regresse mesmo que seja em moldes organizativos básicos.
Esperemos que com este mega treino a Câmara Municipal de Sintra entenda a nossa mensagem e volte a organizar a prova, pois nós não queremos “luxos” apenas pedimos o mínimo para poder correr, conviver e competir naquele belo percurso com as condições de segurança básicas asseguradas.
Todas as informações sobre o TREINO DO FIM DA EUROPA podem ser lidas aqui.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

50 MARATONAS E ULTRAS

    Numa conversa mantida, com o Pedro Amorim, durante uma das noturnas de Óbidos, sobre o número de provas longas que cada um de nós já contava, surgiu a ideia de elaborarmos um quadro onde figurassem os corredores portugueses que tivessem concluído um grande número de provas longas (maratona e superior).
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    Para tal, e embora não estejam em causa classificações e prémios, estabelecemos algumas regras base, de modo a “alinhar” as condições de entrada nesta nossa lista. Eis as principais:
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1. Número mínimo de maratonas e ultras concluídas – 50;
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2. Contar uma maratona ou ultra, implica ter concluído uma prova oficial na distância de 42,095 km ou superior, ou seja, uma prova cujo resultado possa ser confirmado, através de consulta das classificações publicadas ou, principalmente para as mais antigas, disponibilizadas pelas organizações. Assim, quem tenha participado numa prova de 100 km e desistido após percorrer 89km, não deve contabilizar essa prova. O mesmo se aplica a hipotéticos treinos de, por exemplo, 50 ou 60 km. Trata-se de distâncias percorridas em treinos, que qualquer ultramaratonista tem que cumprir, mas que não devem ser contabilizadas.
    No entanto, poderão aparecer algumas exceções, uma vez que há organizações de provas, com grande quilometragem, que certificam a passagem por determinados marcos, mesmo que não se tenha cumprido a distância máxima.
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3. Corredores portugueses. Quanto a ser “Português”, não é nosso propósito aprofundar tal definição, e, por isso, consideramos neste rol todos os nascidos em Portugal e os que, há décadas, vivem e correm entre nós.
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Os contactos que fizemos, pessoalmente ou por mensagens eletrónicas, revelaram que nem sempre os dados dos nossos “feitos” estão convenientemente arrumados, por isso, estamos certos, que no nosso quadro ainda faltam vários elementos. Mas, não seria razão para adiarmos a disponibilização destes dados que, assim os esperamos, irão ser atualizados com bastante frequência, não só pela entrada de outros companheiros mas, ainda, pelo número de provas que os elementos atuais, principalmente os mais jovens, vão adicionando ao seu currículo.
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    Para que as atualizações não caiam no esquecimento, aqui ficam os contactos:
           António Belo 
           Pedro Amorim 
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    Por fim, e para quem há pouco se iniciou neste maravilhoso passatempo
, que são as corridas de longa distância, aqui fica o nosso conselho:
    Embora não cheguemos ao ponto de afirmar, de modo autoritário, “não tentem imitar isto” ou “do not try this at home”, como dizem os americanos; antes dizemos que podem tentar aventuras deste tipo, mas que o façam usando a inteligência e bom senso, ouvindo o próprio corpo e a opinião dum médico. E, sobretudo, que o façam a um ritmo e num estilo que permita desfrutar dos locais, da companhia e do espírito que caracteriza estes eventos especiais.
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Esperamos por todos!
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                          António Belo/Pedro Amorim


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sábado, 31 de dezembro de 2011

FRATERNALMENTE 2012


2012 rumo a onde? Confessamos que não sabemos responder a esta questão.
Mas não acreditamos no destino. O destino é feito pelos homens e cabe eles transformarem-no no sentido de um mundo mais justo fraterno e igualitário.
O ser humano é a mais bela das máquinas e a vida algo de precioso.
Toda a sociedade devia ir no sentido de proporcionar a cada ser humano, durante a sua curta passagem por este mundo, condições que lhe proporcionassem uma vida feliz e tranquila.
Não acreditamos numa sociedade em que poucos tem muito e muitos não tem nada.
Não acreditamos num mundo de tremendas desigualdades entre povos e nações.
Não acreditamos nestas novas formas de escravatura em que se transformou a sociedade.
Sem ambição desmedida, sem ganância, sem a exploração do homem pelo homem, com a aplicação de todos os grandes avanços tecnológicos ao serviço dos Povos, com fraternidade e  solidariedade, o mundo seria bem mais bonito e a vida bem mais doce.
Neste início de 2012 não queremos deixar aqui mais uma mensagem de feliz ano novo mas vazia. Não faz o nosso género, a nossa prática.
Deixamos aqui uma imagem de liberdade, de simplicidade, de beleza despida de preconceitos, uma imagem daquilo que mais amamos fazer na vida.
Um abraço a todos os que acompanharam este blogue ao longo do ano que finda.
Lutem pela vossa felicidade sem se esquecerem da felicidade dos outros. Só assim nós concebemos as coisas aqui, no vosso Último Quilómetro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

SÃO SILVESTRE PIRATA DE MONSANTO - FOTOS

Fotos de Leonor e Orlando Duarte aos quais agradecemos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CORRIDA E SIMPLICIDADE

Nos dias de hoje, ao assistirmos às grandes provas e ao constatarmos todos os meios envolvidos nas mesmas, quase que nos esquecemos como tudo começou e da simplicidade de outros tempos.
Afinal, e indo ao mais básico e radical de tudo, para se fazer uma prova quase que somos levados a dizer que bastam dois participantes e definir um percurso.
Nestes tempos conturbados, amargos e difíceis que atravessamos, e dos quais somos vítimas sem termos tido culpa nenhuma (ou talvez alguns tendo alguma por nunca terem escolhido outras alternativas em termos eleitorais mas isso é outra questão) é bom lembrarmo-nos desses tempos em que se organizava uma prova com a maior simplicidade do mundo e poucos recursos.
Os tempos são outros, as exigências diferentes, os custos também, mas numa altura em que começam a ser canceladas provas em nome da crise (como sempre dizemos: criada pelos que nunca têm crises) temos que encontrar alternativas às clássicas provas com grandes meios envolvidos e um orçamente “pesado”.
Convívios entre corredores, como a denominada São Silvestre Pirata de Monsanto (Lisboa), que no momento em escrevemos estas linhas já tem mais de 140 “inscritos”, podem ser uma alternativa, ou melhor, um complemento às clássicas provas.
Em Monsanto não vai haver classificação, meta, lembranças, televisão, policia, mais vai haver um mar de gente que ama a corrida a confraternizar simplesmente correndo e convivendo, tanto durante esse mega treino propriamente dito, como na ceia final em que cada um trás algo para todos e todos trazem algo para cada um.
São novas formas de correr e conviver que abrem novos horizontes.
Claro que este tipo de iniciativas tem que ter em atenção o tipo de percurso a efectuar pois não há qualquer tipo de policiamento. Mas há sempre alternativas para se usarem percursos pouco problemáticos e tendo isso em atenção e usando as regras de segurança normais num treino de estrada não há problemas.
A imagem que ilustra este texto (retirada da página do João Lima e que pode ser vista aqui) reporta-se à primeira edição daquela que é hoje uma das mais míticas meias maratonas Portuguesas, a Meia Maratona de São João das Lampas.
Aqueles 19 participantes que concluíram a primeira edição deveriam estar longe de imaginar que estavam a fazer história!
Eram ainda os “tempos da simplicidade” em que se elaborava a classificação numa simples folha de papel mas não era por isso que se deixava de organizar uma prova.
Ainda hoje é possível voltar a esses tempos da simplicidade se necessário!
Claro que não se podem organizar eventos com centenas de atletas mas podem sempre fazer-se treinos convívios como o de Monsanto, que é um tão bom exemplo, ou mesmo provas entre grupos de amigos.
É bom não nos esquecermos que correr é das coisas mais simples (e belas) do mundo. Tão simples com respirar!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MIL CLASSIFICAÇÕES AO ALCANCE DE UMA CLIQUE

A nossa homenagem ao extraordinário trabalho de João Lima em prol da história da “Corrida Para Todos” em Portugal.
Não deixe de aceder a este link!
Obrigado João!