domingo, 18 de dezembro de 2011

MAGIA NO GRANDE PRÉMIO DE NATAL

Quando a magia da corrida cruza com a arte e o saber de um bom fotógrafo, o resultado são as imagens aqui publicadas.
Nestas fotos trespassa toda a urbanidade e encanto que é ter as ruas de uma cidade por nossa conta para corrermos livremente.
São fotos que poderiam ter sido obtidas numa prova em qualquer grande capital por esse mundo fora. Mas a total ausência de público tem a, triste e única, marca da nossa cidade de Lisboa.
Corredores num ambiente quase surreal captados pela objectiva da Mafalda Lima em plena Avenida Fontes Pereira de Melo no decorrer do Grande Prémio de Natal.

sábado, 10 de dezembro de 2011

NATAL EM TEMPOS AMARGOS

Tradicionalmente nesta época do ano deseja-se Boas festas, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Aparentemente é algo próprio da época, de fácil execução e que não nos traz quaisquer dilemas ou problemas.
Aqui no Último Quilómetro não gostamos de fazer as coisas baseadas apenas em automatismo ou datas mas sim dar um sentido a tudo o que aqui publicamos.
Este ano o simples formular de Boas Festas colocou-nos perante um grande dilema:
Face à situação que Portugal atravessa, fruto de anos e anos de políticas erradas e não de uma qualquer crise “caída dos céus aos trambolhões” será legítimo vir aqui formular, levianamente, fotos de Boas Festas como se nada se passasse?
Mas pura e simplesmente ignorar a data não poderá parecer falta de educação da nossa parte?
Assim estamos divididos entre os que até podem considerar ofensivo formular votos festivos pese embora a quadra que se aproxima, e os que nos podem considerar mal educados se ignorarmos essa mesma quadra.
Considerando que o Natal é sobretudo a Festa da Família independentemente do credo religioso de cada um, ou mesmo da ausência dele, vimos desejar que as famílias encontrem na celebração do Natal motivos para reforçarem a solidariedade entre si e com os que os rodeiam, vendo a sociedade como um todo e não olhando egoisticamente apenas para si próprios.
Festejar mesmo quando não se tem nenhumas razões para isso é também uma forma de resistência, de gritar estamos vivos! de mostrar que não nos derrubam!
O ano de 2012 nada de bom vai trazer para o Portugueses; temos de ser realistas, mas está nas nossas mãos mudar este estado de coisas assim haja lucidez, coragem e força para tal.
Este é um blogue de corredores e eles são gente resistente, de antes quebrar que torcer, vamos aplicar toda a nossa força para enfrentar estes tempos cinzentos que temos pela frente e dar o nosso contributo para a sua transformação no sentido de um Portugal mais justo.
A equipa do Último Quilómetro deixa aqui um forte, solidário e fraternal abraço a todos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UMA OPINIÃO SOBRE A MARATONA.



Por Egas Branco

.Pretendi fazer algumas fotos da Maratona de Lisboa, para o blogue ÚLTIMO QUILÓMETRO. Foi uma tarefa um tanto ou quanto falhada, porque não conhecia ainda bem a máquina. Que me desculpem os fotografados. Na próxima vez espero fazer melhor.
.Sobre a prova reitero a opinião dada em anteriores edições, Penso que a simultaneidade das duas competições principais, mesmo que parcial e com partidas distintas, é confusa. Não sei se o será também para os atletas mas acredito que sim, uma vez que já fiz maratonas e gosto de sentir o meio onde me movo. Não esquecer que os andamentos são completamente distintos, entre a meia-maratona (21,097) e a maratona (42,195), já que nesta última as reservas chegam ao ponto crítico, para a maioria dos atletas participantes. Pelo que ao acompanhar outro atleta que nos parece seguir num andamento semelhante ao nosso, convém verificar o que é que ele vai fazer.
Para o público justificava-se uma clara diferença nos dorsais das duas provas, para percebermos quem era quem, o que desta vez não aconteceu. Até perguntei a um fotógrafo, muito mais profissional que eu, e que estava em funções, e cheguei à triste conclusão que ainda percebia menos que eu...
.Já me disseram que o Estádio 1º de Maio está de pantanas, com a substituição do que já foi um belo relvado, por um sintético!
Que pena! Que disparate! Conheci muito bem os funcionários do Inatel que durante anos o trataram com muita dedicação, porque gostavam de fazer bem o seu trabalho. Agora já estão na reforma, alguns antecipada, desiludidos com o estado em que aquela instituição caiu nos últimos anos. Algumas vezes conversámos e a conclusão era invariavelmente a mesma: “ninguém vai reconhecer o nosso trabalho de anos!”, com a qual eu concordava, por já ter sentido na pele situações semelhantes. Adivinho as justificações: economicistas, sem ter em conta a qualidade para os utentes, em princípio trabalhadores. Mas para os golfes já há dinheiro! Questão de classes! Por isso, ainda bem que desta vez não fui ao Estádio, para não ficar logo indignado e mal disposto. É que foram quase três décadas de presença quase diária naquele Estádio, para treinar! No entanto a imagem que deve ter ficado para as muitas centenas de participantes, principalmente estrangeiros, não deve ter sido a melhor. A Xistarca diz que não foi avisada e acredito!
.Algumas opiniões contraditórias entretanto lidas, fizeram-me pensar também no que a Maratona significa hoje para muitos dos seus participantes e do que significava há algumas décadas. Ainda sofríamos os efeitos da época em que responsáveis muito conhecidos afirmavam que “a maratona não é Desporto” (Moniz Pereira), enquanto que, numa grande maratona nos EUA, dirigentes procuravam impedir pela violência a participação de mulheres (ver foto na revista Spiridon)! Porque era a mais exigente das disciplinas atléticas e terminá-la representava para o comum dos mortais um feito pessoal, em que o tempo conseguido para realizar a proeza era importante. Porque eram efectivamente poucos os que se “atreviam” no nosso País à façanha e recordo até a tentativa de um amigo atleta desses anos tentar fazer uma listagem de todos os portugueses que a tinham conseguido concluir oficialmente.
O advento de novas competições ainda mais exigentes, como os super-triatlos, as ultra-maratonas, as provas de montanha de enorme dificuldade, veio alargar os horizontes, deixando a Maratona ser apenas (e é muito) a rainha das provas clássicas de Atletismo.
Suponho no entanto que a magia de fazer os 42,195 km se mantém e que cortar a meta continue a ser um momento importante para qualquer desportista, porque se trata de um esforço em que se chega, como referido, quase aos limites físicos. No entanto há cada vez mais participantes que a fazem apenas como mais um desafio, sem nenhuma carga especial, em que o sacrifício da superação das dificuldades, de quem anda nos limites da resistência, já não se porá com a mesma carga mítica de doutros tempos. Interessa apenas chegar mais uma vez ao fim e pouco mais.
Afinal, quem de entre os milhares que a terminam conhecerá o nome do saudoso Francisco Lázaro e do seu sonho, trágico, de vencer a primeira Maratona Olímpica, no início do século passado?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

HUMOR IMAGINAÇÃO E MARATONA



Nomes de algumas equipas que participaram na maratona de Lisboa na versão em estafetas..UM SONHO CHAMADO 3 HORAS
VAI-TE EMBORA CRISE
DEZ P’RAS ONZE
DE TRAZ PARA A FRENTE
BEKELE Y SUS MUCHACHOS
KARAPAUS DE KORRIDA
BACANA
OS ATRAZADOS
PAPA LÉGUAS
UM SONHO CHAMADO BRAZUCA
4 AO KM
CORRER POR GOSTO
UM DIA SEREI MARATONISTA
DOR DE BURRO
CARACÓIS ASFALTO
OS FOGUETES
ABRE
GA TARTARUGAS
DE SEDENTÁRIO A MARATONISTA
SE EU TIVESSE TREINADO IAM VER
VAMOS APANHAR OS QUENIANOS
BIFANAS DE CORRIDA

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2011 - CLASSIFICAÇÃO FINAL


A classificação final do referido circuito pode ser visualizada neste link .



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

26ª MARATONA DE LISBOA

O ÚLTIMO QUILÓMETRO saúda todos aqueles que vão participar na vigésima sexta edição da Maratona de Lisboa, desejando-lhes uma óptima prova.