sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PARA A HISTORIA DA CORRIDA EM MONTANHA EM PORTUGAL

Para grande satisfação de todos os amantes deste tipo de provas, na actualidade temos em Portugal um bem variado leque de corridas em Montanha para todos os gostos e aptidões físicas.

Da velhinha Manteigas - Penhas Douradas ao Ultra Trail da Serra de Freita vai todo um mundo de propostas aliciantes para os que amam correr em contacto com a natureza e desafiar-se a si próprios em percursos que não há muitos anos seria um “escândalo” serem apresentados como próprios para correr (ainda nos lembramos do tempo em que as organizações ostentavam, orgulhosamente nos panfletos das provas PERCURSO PLANO, como se as subidas fossem um pecado e o planeta terra uma imensa planície!).

Mas se nos últimos anos se deu um forte impulso no aumento das provas de montanha em Portugal; que muitos designam por TRAIL, mas nós, fieis à língua de Camões, chamamos de montanha e nesse termo englobando todas a múltiplas variáveis que este género de competição tem, a magia da corrida em montanha em Portugal começou há muitos anos atrás.

Aquela que é a considerada, muito justamente, a mãe das corridas de montanha em Portugal, o Manteigas – Penhas Douradas, teria a sua primeira edição em 1983. Desafio inusitado e “brutal” para a época de em apenas 12 quilómetros subir de uma altitude de 700 metros para acabar aos 1500 metros. Isto é, subir 800 metros em apenas 12 quilómetros!

Na origem desta prova esteve o, na altura, jovem fundista António Matias, profundo conhecedor da região da Serra da Estrela que depois de participar no mítico Luchon – Súper Luchon, prova de montanha nos Pirenéus organizada pelo saudoso medico e maratonista francês Jaccques Turblin, autor de livros que foram autênticas bíblias para gerações de corredores, veio de lá tão encantado com o novo desafio em que participou que se lançou na aventura de fazer algo semelhante em Manteigas.

Foi um mero e feliz acaso que levou o jovem fundista António Matias a essa prova em França, juntamente com o seu amigo António Correia, mas foi a partir dai que nasceu o seu amor pela montanha, que tanta influência teve na implementação da modalidade em Portugal.

Pese embora no dia a seguir à prova o jovem António Matias tenha escrito num postal enviado a familiares: “é mais fácil de escrever o que não me dói do que o contrário!”, a paixão pela corrida em montanha tinha nascido!

Se o Manteigas – Penhas Douradas foi o começo de tudo, a grande implementação das provas de montanha em Portugal deu-se em 1995 com o nascimento do Terras de Aventura e a elaboração do primeiro circuito de provas de montanha o DESAFIO 95 1ª TROFÉU DE CORRIDA EM MONTANHA.

As imagens que acompanham este texto pertencem a uma pequena brochura onde são apresentadas todas as provas do DESAFIO 96 – 2º TROFÉU DE CORRIDA EM MONTANHA.

Nele se encontra a descrição de cada prova, com todas as indicações referentes às mesmas, incluindo o gráfico com a altimetria, para além do regulamento geral do circuito de montanha.

São onze as provas desse circuito de montanha em 1996 (tivemos a felicidade de correr 10 dessas provas) e onde se encontra a já clássica na altura 12 km Manteigas Penhas – Douradas, o Contra Relógio da Serra de Sintra já com 3 edições, e a Corrida do Monge na sua quarta edição.

A título de curiosidade podemos referir que na altura já havia participação de caminheiros mas eram designados por TURISTAS, à semelhança do que acontecia em provas de montanha no estrangeiro, nomeadamente na Suíça se a memória não nos atraiçoa.

Os “TURISTAS” percorriam percurso alternativos de menor dificuldade e quilometragem, à semelhança do que acontece nos dias de hoje, com excepção da TRANSESTRELA, que era percorrida em duas etapas, repartidas por dois dias em um fim-de-semana, onde a quilometragem e o percurso eram os mesmos.

Nesse ano de 1996 seriam percorridos na TRANSESTRELA cerca de 52 km no somatório das duas etapas (aproximadamente 30 km num dia e os restantes no dia seguinte) pelo que ser TURISTA nessa prova também não era tarefa fácil!

Curiosamente tivemos o prazer de participar como “turista” na primeira edição da TRANSESTRELA em 1995 e como atleta na segunda edição em 1996 e muito francamente nem sabemos qual o ano em que o “empeno” foi maior, mas o prazer que retirámos daquela grande aventura foi igual nos dois anos ou seja enorme!

Aqui fica a nossa modesta contribuição para a história da montanha em Portugal, escrita sem nenhumas pretensões e dentro do que a nossa memória o permite.

Se nunca experimentou correr em montanha venha dai! O único “perigo” que lhe pode acontecer é ficar viciado!










segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CORRIDA DO MONGE – COMUNICADO


Transcrevemos aqui um comunicado da Comissão Técnica de Corrida em Montanha da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada referente à 19ª edição da Corrida do Monge.

Qualquer assunto relacionado com este comunicado deverá ser enviado para a entidade responsável pelo mesmo, razão pela qual este texto não aceita comentários..A classificação da referida prova pode ser consultada aqui.

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COMISSÃO TÉCNICA DE CORRIDA EM MONTANHA

Data: 4.11.2011

Assunto: 19ª CORRIDA DO MONGE – SERRA DE SINTRA

Reunida a Comissão Técnica de Corrida em Montanha da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada, para análise dos factos ocorridos na 19ª CORRIDA DO MONGE – SERRA de SINNTRA, disputada no passado dia 30 de Outubro de 2011, deliberou:

a) Considerando que o percurso competitivo estava balizado de acordo com o ponto 10.2.5.,alínea b), do Regulamento de Competições de Corrida em Montanha da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada;

b) Considerando que a Organização da 19ª CORRIDA DO MONGE – SERRA DE SINTRA cumpriu com odisposto no acima referido Regulamento de Competições de Corrida em Montanha no que diz respeito à colocação de marcas indicadoras de quilómetros, desde o km inicial;

c) Considerando que a marca dos 5 km estava colocada, de forma perfeitamente visível, 2 metros após o cruzamento onde parte dos atletas concorrentes tomaram um caminho errado, voltando à esquerda no cruzamento e desprezando essa mesma marca e outras indicadoras do caminho correto;

d) Considerando que um número significativo dos concorrentes à 19ª CORRIDA DO MONGE SERRADE SINTRA cumpriu o trajeto proposto pela Organização, quer os que circulavam nos primeiros lugares bem como os que competiam a meio ou na cauda do pelotão e que, por esse motivo, não deverão ser prejudicados pelo erro, involuntário, ocorrido por parte dos atletas que seguiram marcas erradas nas proximidades dos 5 km de competição.

1 – Decide esta Comissão homologar os resultados registados na meta, sendo atribuído o tempo então registado até ao 119º classificado;

2 – Aos concorrentes chegados após o 119º posto, quer tenham alcançado a meta pelos seus próprios meios quer através dos meios colocados no terreno pela Organização para o resgate dos concorrentes que tomaram uma opção diferente do percurso competitivo, deverá ser atribuída a classificação ex-aequo, não lhes sendo atribuído tempo pela sua participação na 19ª CORRIDA DO MONGE – SERRA DE SINTRA;

3 – Para efeitos do Circuito Nacional de Montanha 2011 serão atribuídos pontos segundo o lugar obtido na classificação geral individual e coletiva. Aos atletas classificados para lá do 119º lugarda geral individual será atribuída a pontuação, ex-aequo, respeitante ao lugar obtido na geral e escalões;

Recomenda ainda esta Comissão que a Organização da 19ª CORRIDA DO MONGE – SERRA DE SINTRA questione as entidades responsáveis pela autorização da realização de eventos desportivos na serra de Sintra quanto à ausência de comunicação junto do organizador, o que permitiu que dois eventos desportivos – Corrida em Montanha e BTT – da responsabilidade de duas entidades diferentes, tivessem lugar, em simultâneo, na mesma área geográfica e utilizando, em parte, os mesmos trilhos, com evidente confusão causada aos participantes de ambos os eventos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

8ª MARATONA DO PORTO

O ÚLTIMO QUILÓMETRO saúda todos aqueles que vão participar na oitava edição da Maratona do Porto, desejando-lhes uma óptima prova.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A MINHA OPINIÃO SOBRE O SUCEDIDO NA 19ª CORRIDA DO MONGE

Aqui fica o que me apraz dizer sobre os tristes acontecimentos ocorridos na 19ª Corrida do Monge, de 30 de Outubro de 2011.
Esta é a minha opinião, meramente pessoal, que apenas tem a legitimidade de ser escrita por um pioneiro na participação em provas de montanha em Portugal, quer como atleta quer como modesto colaborador em organizações das mesmas.
Uma constipação “atirou-me” para os caminheiros na edição deste ano, mas conto festejar a vigésima Corrida do Monge a correr na bela Serra de Sintra e conto com vocês todos para me acompanharam nessa festa!
Jorge Branco
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Tanto quanto me foi possível apurar o que aconteceu foi que os 5 quilómetros da prova coincidiram com a travessia de uma prova de BTT, que partia e chegava de Colares.
Alguns atletas seguiram as fitas do percurso da Corrida do Monge, pois dois ou três metros após o cruzamento onde se deu o engano encontrava-se a placa dos 5 quilómetros.
Infelizmente muitos atletas não viram ou não ligaram à referida placa dos 5 quilómetros, o que é perfeitamente normal, e voltaram à esquerda no referido cruzamento pois o mesmo estava marcado no chão para os praticantes de BTT.
Com toda esta situação estragaram-se duas organizações, pois vários concorrentes da BTT também seguiram as fitas da Corrida do Monge e foram parar ao Rio da Mula e só deram pelo erro quando se depararam com o corta-fogo.
Nas críticas que são feitas ao sucedido ninguém fala nas responsabilidades do Parque Natural Sintra-Cascais, ou das entidades responsáveis pela autorização destes eventos, que devem ter uma efectiva acção de controlo e fiscalização das actividades que se realizam nas áreas debaixo da sua jurisdição, o que não foi o caso.
Não quero com isto dizer que estas entidades sejam responsáveis por verificações de marcações de percurso, como é evidente. Mas são responsáveis pelas autorizações que dão, verificando que eventos se realizam numa determinada data, quais os percursos dos mesmos e evitar que eventos paralelos possam vir a criar problemas como os sucedidos.
Para quem não sabe, a organização deste tipo de eventos carece de autorização por parte de várias entidades e o cumprimento de um determinado número de regras, que têm de ser respeitadas. No caso de se tratar de Parque Natural as exigências ainda são maiores e a obtenção de autorizações mais complicadas.
Não se compreende que quem organiza tenha de cumprir uma série de condicionantes e que quem autoriza não verifique o que autorizou!
Já alguém viu serem autorizadas duas provas de estrada em simultâneo com percursos que se cruzam?! Quando isso aconteceu foi o desastre... e porque uma delas meteu-se “à má fila”.
Soluções para está situação há várias e a primeira, mais segura e mais correcta, passa por não dar autorização a provas em simultâneo em que haja cruzamentos de percursos que possam criar estas situações.
Outra das soluções, é a entidade responsável pela autorização das actividades alertar os organizadores das mesmas para o facto de haver dois eventos em simultâneo, de modo a eles poderem estudar os percursos e precaverem-se contra situações como as tristemente ocorridas no Monge.
O que aconteceu no Monge era muito fácil de ser resolvido e é ridículo estar aqui a apontar soluções quando na organização da prova estava gente com uma experiência enorme na matéria.
Agora, por maior experiencia que tenha uma organização não pode adivinhar da realização de outro evento em simultâneo se não for informado do mesmo.
Nenhuma colectividade, de cariz eminente popular, investe todo o seu trabalho de voluntariado num evento desta natureza para depois ver tudo ser destruído por um acontecimento inesperado e que ultrapassou de todo a organização.
Espero que os corredores compreendam o sucedido e não criminalizem uma organização que de todo não o merece e voltem a estar de novo no Monge, para a vigésima edição daquela que é uma das mais antigas e carismáticas provas de montanha em Portugal. Isto digo eu, como simples praticante e amante da modalidade, que sabe distinguir, julgo eu, o trigo do joio!
Na organização da Corrida do Monge encontra-se gente que vive o amor pela corrida em montanha com ninguém, com décadas de saber e experiência, e que também sofrem quando vêm todo trabalho ruir e quando, ainda para mais, são alvo de críticas que de todo não merecem.

domingo, 30 de outubro de 2011

19 CORRIDA DO MONGE - FOTOS

Fotos por Jorge e Egas Branco.
(Qualquer interessado em obter alguma foto é só contactar-nos).

sábado, 29 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

13ª SUBIDA DO VALE DE SAMEIRO - CABEÇO DA AZINHA

Caros Atletas e Caminheiros,

A Junta de Freguesia de Sameiro (Manteigas) e o Grupo Desportivo de Sameiro têm o prazer de anunciar a realização, no próximo dia 20 de Novembro de 2011, da 13ª SUBIDA DO VALE DE SAMEIRO - CABEÇO DA AZINHA.

Esta atividade será jornada de encerramento do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2011 disputando-se, em simultâneo, o 4º Campeonato de Portugal de Km Vertical, da responsabilidade da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada .

O evento consta de uma corrida pedestre em montanha, na distância de 8,5 km, e uma marcha pedestre na distância aproximada de 6 km, ambas com partida no Polidesportivo de Sameiro, local onde estará de igual modo instalado o secretariado da prova e onde se realizará a cerimónia de entrega de prémio da atividade e de encerramento do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2011.

Dada a condição de Campeonato de Portugal de Km Vertical o percurso competitivo sofreu alterações relativamente à últimas edições, estando a chegada desta feita instalada no posto de vigia de incêndios do Cabeço da Azinha, local de onde se obtém uma panorâmica sem igual do Vale do Zêzere, serra da Estrela e relevos montanhosos até onde a vista alcança.

No final da atividade a organização brindará todos os participantes com almoço no seguimento do qual terá lugar a cerimónia de entrega de prémios.

Mais informações em http://sameiro.terrasdaventura.net