quinta-feira, 3 de novembro de 2011

8ª MARATONA DO PORTO

O ÚLTIMO QUILÓMETRO saúda todos aqueles que vão participar na oitava edição da Maratona do Porto, desejando-lhes uma óptima prova.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A MINHA OPINIÃO SOBRE O SUCEDIDO NA 19ª CORRIDA DO MONGE

Aqui fica o que me apraz dizer sobre os tristes acontecimentos ocorridos na 19ª Corrida do Monge, de 30 de Outubro de 2011.
Esta é a minha opinião, meramente pessoal, que apenas tem a legitimidade de ser escrita por um pioneiro na participação em provas de montanha em Portugal, quer como atleta quer como modesto colaborador em organizações das mesmas.
Uma constipação “atirou-me” para os caminheiros na edição deste ano, mas conto festejar a vigésima Corrida do Monge a correr na bela Serra de Sintra e conto com vocês todos para me acompanharam nessa festa!
Jorge Branco
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Tanto quanto me foi possível apurar o que aconteceu foi que os 5 quilómetros da prova coincidiram com a travessia de uma prova de BTT, que partia e chegava de Colares.
Alguns atletas seguiram as fitas do percurso da Corrida do Monge, pois dois ou três metros após o cruzamento onde se deu o engano encontrava-se a placa dos 5 quilómetros.
Infelizmente muitos atletas não viram ou não ligaram à referida placa dos 5 quilómetros, o que é perfeitamente normal, e voltaram à esquerda no referido cruzamento pois o mesmo estava marcado no chão para os praticantes de BTT.
Com toda esta situação estragaram-se duas organizações, pois vários concorrentes da BTT também seguiram as fitas da Corrida do Monge e foram parar ao Rio da Mula e só deram pelo erro quando se depararam com o corta-fogo.
Nas críticas que são feitas ao sucedido ninguém fala nas responsabilidades do Parque Natural Sintra-Cascais, ou das entidades responsáveis pela autorização destes eventos, que devem ter uma efectiva acção de controlo e fiscalização das actividades que se realizam nas áreas debaixo da sua jurisdição, o que não foi o caso.
Não quero com isto dizer que estas entidades sejam responsáveis por verificações de marcações de percurso, como é evidente. Mas são responsáveis pelas autorizações que dão, verificando que eventos se realizam numa determinada data, quais os percursos dos mesmos e evitar que eventos paralelos possam vir a criar problemas como os sucedidos.
Para quem não sabe, a organização deste tipo de eventos carece de autorização por parte de várias entidades e o cumprimento de um determinado número de regras, que têm de ser respeitadas. No caso de se tratar de Parque Natural as exigências ainda são maiores e a obtenção de autorizações mais complicadas.
Não se compreende que quem organiza tenha de cumprir uma série de condicionantes e que quem autoriza não verifique o que autorizou!
Já alguém viu serem autorizadas duas provas de estrada em simultâneo com percursos que se cruzam?! Quando isso aconteceu foi o desastre... e porque uma delas meteu-se “à má fila”.
Soluções para está situação há várias e a primeira, mais segura e mais correcta, passa por não dar autorização a provas em simultâneo em que haja cruzamentos de percursos que possam criar estas situações.
Outra das soluções, é a entidade responsável pela autorização das actividades alertar os organizadores das mesmas para o facto de haver dois eventos em simultâneo, de modo a eles poderem estudar os percursos e precaverem-se contra situações como as tristemente ocorridas no Monge.
O que aconteceu no Monge era muito fácil de ser resolvido e é ridículo estar aqui a apontar soluções quando na organização da prova estava gente com uma experiência enorme na matéria.
Agora, por maior experiencia que tenha uma organização não pode adivinhar da realização de outro evento em simultâneo se não for informado do mesmo.
Nenhuma colectividade, de cariz eminente popular, investe todo o seu trabalho de voluntariado num evento desta natureza para depois ver tudo ser destruído por um acontecimento inesperado e que ultrapassou de todo a organização.
Espero que os corredores compreendam o sucedido e não criminalizem uma organização que de todo não o merece e voltem a estar de novo no Monge, para a vigésima edição daquela que é uma das mais antigas e carismáticas provas de montanha em Portugal. Isto digo eu, como simples praticante e amante da modalidade, que sabe distinguir, julgo eu, o trigo do joio!
Na organização da Corrida do Monge encontra-se gente que vive o amor pela corrida em montanha com ninguém, com décadas de saber e experiência, e que também sofrem quando vêm todo trabalho ruir e quando, ainda para mais, são alvo de críticas que de todo não merecem.

domingo, 30 de outubro de 2011

19 CORRIDA DO MONGE - FOTOS

Fotos por Jorge e Egas Branco.
(Qualquer interessado em obter alguma foto é só contactar-nos).

sábado, 29 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

13ª SUBIDA DO VALE DE SAMEIRO - CABEÇO DA AZINHA

Caros Atletas e Caminheiros,

A Junta de Freguesia de Sameiro (Manteigas) e o Grupo Desportivo de Sameiro têm o prazer de anunciar a realização, no próximo dia 20 de Novembro de 2011, da 13ª SUBIDA DO VALE DE SAMEIRO - CABEÇO DA AZINHA.

Esta atividade será jornada de encerramento do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2011 disputando-se, em simultâneo, o 4º Campeonato de Portugal de Km Vertical, da responsabilidade da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada .

O evento consta de uma corrida pedestre em montanha, na distância de 8,5 km, e uma marcha pedestre na distância aproximada de 6 km, ambas com partida no Polidesportivo de Sameiro, local onde estará de igual modo instalado o secretariado da prova e onde se realizará a cerimónia de entrega de prémio da atividade e de encerramento do CIRCUITO NACIONAL DE MONTANHA 2011.

Dada a condição de Campeonato de Portugal de Km Vertical o percurso competitivo sofreu alterações relativamente à últimas edições, estando a chegada desta feita instalada no posto de vigia de incêndios do Cabeço da Azinha, local de onde se obtém uma panorâmica sem igual do Vale do Zêzere, serra da Estrela e relevos montanhosos até onde a vista alcança.

No final da atividade a organização brindará todos os participantes com almoço no seguimento do qual terá lugar a cerimónia de entrega de prémios.

Mais informações em http://sameiro.terrasdaventura.net

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MEDALHAS!

Antes de mais que fique bem claro: não corro por medalhas (daquelas que são dadas a todas os participantes, que nunca tive pernas para as outras)!
Estou farto de referir que venho do tempo em que não davam camisolas nas provas, quanto mais medalhas!
Na melhor maratona que fiz nem diploma havia!
Corro para ser feliz e saudável, corro por objectivos, que quando alcançados, são as minhas melhores e verdadeira medalhas!
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Não correndo por medalhas, nunca tendo escolhido provas em função dos prémios de presença, quando há medalhas gostos de as receber e coleccionar.
Sou um amante incondicional da corrida e gosto de guardar / coleccionar tudo o que diz respeito a ela, sejam os diplomas, as medalhas, as camisolas (a que dou uso no dia a dia) ou até mesmo os tempos de passagem que levava colados no relógio quando corri as minhas modestas quatro maratonas no século passado.
Sou assim um nostálgico e cada um é com é!
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Agora na Corrida do Tejo (prova em que não participei) "inventaram" um novo sistema de entregarem as medalhas à posteriori num centro comercial em Oeiras!
Como a chamada crise (que é só para alguns e foi criada por quem nunca tem crises) serve para tudo, já há quem fale que é uma medida de contenção de despesas, para evitar o desperdiço de fabricar medalhas a mais, devido há diferença entre atletas inscritos e chegados!
Em relação a esta prova até já andam para ai algumas “teóricos” a falar em economia de mercado!..
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Não fosse este um assunto sério, podendo haver o perigo da “moda” pegar, isto seria um caso para me fartar de rir (o que nestes tempos cinzentos até é benéfico)!
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A Corrida do Tejo é uma prova da Câmara Municipal de Oeiras que entregou a sua organização a um gigante da indústria do equipamento desportivo que a tornou no seu grande evento publicitário anual em Portugal.
As inscrições dessa prova têm subida de uma forma abissal. Quem quiser saber esses valores, bem como a verdadeira história da Corrida do Tejo, pode ler aqui este excelente texto da autoria de Orlando Duarte.
A Câmara Municipal de Oeiras “esqueceu-se” do direito constitucional ao desporto para todos (infelizmente anda muita gente a “esquecer-se” da Constituição da República) e deixou que uma multinacional gerisse a seu belo prazer a organização de uma prova que tem na sua génese a autarquia e não uma qualquer empresa privada.
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A empresa que está na base da organização deste evento, tem enormes lucros anuais, celebrou um contrato com a Câmara Municipal de Oeiras para a organização da prova pelo qual é paga e serve-se da mesma para fins publicitários!
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Se querem dar medalhas é no dia prova!
Medalhas (para quem gosta das mesmas) são para levar para casa depois do esforço feito, para mostrar à mulher, aos filhos, aos netos, aos amigos, para sentir orgulho no esforço realizado, no nosso esforço pessoal, único, na corrida cada um de nós se sente um atleta olímpico quando cumpre os objectivos traçados, por mais modestos que eles sejam, e a medalha é a recordação desses momentos vividos!
Medalhas não são para entregar num qualquer lugar depois da prova, obrigando muita pessoas a enormes deslocações, despesas e perdas de tempo que muitas vezes não podemos efectuar.
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Há muitas maneiras de cortar despesas na Corrida do Tejo, podendo-se até baixar o preço da inscrição. Agora não venham com essa teoria das medalhas e da contenção de custos! Nesse “peditório” o pessoal já deu!
Só uma pergunta? O que vão fazer às centenas de medalhas que os atletas não irão levantar?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CORRIDA DO TEJO – UMA FOTO COM HISTÓRIA!



Demos os primeiros passos neste mundo da Corrida em 1980.
Em 1981 fomos seduzidos por uma prova anunciada na Revista Spiridon, tratava-se do Grande Prémio Internacional do Círculo de Leitores (26/04/1981).
Foi assim que tio e sobrinho (Egas e Jorge Branco) encetaram uma “meticulosa” preparação para aquele desafio “enorme” de correr catorze quilómetros com dorsal ao peito.
Vários treinos “longos” de 15 quilómetros (ainda me lembro do primeiro que completámos no Estádio Nacional e de acabarmos o mesmo um bocado “zombies”, um treino de teste no percurso da prova, sim, que eram “atletas” a sério (!) e lá vamos nós!
Naquele dia Abril lá completámos a primeira prova do resto da nossas vidas, sem problemas de maior e dentro dos objectivos traçados, que eram chegarmos “vivos” ao fim e felizes!
O meu tio ainda cometeu a proeza de correr os 14 quilómetros (e pior que isso treinar) com umas “botas Sanjo” que poderiam ter uma qualidade inquestionável para muita coisa mas a sua vocação não eram provas de estrada! Para grande espanto aliás, do saudoso Francisco Pedro, fundador dos Zatopeques, que com ele fez os últimos quilómetros e que, depois disso ficou nosso Amigo.
Mas só depois o Doutor Renato Graça (antigo campeão nacional da maratona) esclareceria estes totalmente inexperientes candidatos a corredores de pelotão sobre os cuidados a ter com o calçado e o mais indicado para a função.
Passada que estava a alegria de ter participado numa prova que teve logo na sua primeira edição uma qualidade inegável e acima da média daquela época, havia que pensar em outros voos!
Novamente seduzidos pela “nossa” Revista Spiridon deparámos com o anúncio de uma tal Corrida do Tejo, na distância 9,2 quilómetros, a realizar entre Algés e Oeiras.
Já sendo “atletas consagrados”, com uma prova de 14 quilómetros nas pernas, olhámos para aquela proposta como algo de extremamente tentador e fácil.
Tudo naquela prova tinha a ver connosco: crescemos com o Tejo no horizonte, treinávamos muito no Estádio Nacional e em partes do percurso da prova, vivíamos a escassos 5 quilómetros da partida.
Foi assim que tio e sobrinho rumaram a 7 de Junho de 1981 para a segunda prova do resto das suas vidas, mas não foram sozinhos e isso acabou por fazer história como se vai constatar adiante.
Naquele domingo levei um amigo para ver a prova, aquele que seria mais tarde empossado no “cargo” de meu padrasto, e na passagem pelo Dafundo fomos buscar o senhor Farinha, sogro do meu tio.
Já não me lembro da logística mas deixámos os nossos dois acompanhantes na meta em Oeiras, para verem a chegada e estes dois aspirantes a corredores de fundo cortarem a meta!
Na altura as máquinas fotográficas digitais nem eram algo ainda sonhado, nem os telemóveis, e os computadores pessoais ainda eram incipientes máquinas como o ZX!
Mas sendo tanto eu como um meu tio amantes da fotografia lá emprestámos a nossa máquina de origem soviética, de 35mm, ao meu futuro padrasto e empossámo-lo na função de nosso fotógrafo oficial!
Olhas aqui por esta janela, disparas aqui, passas o rolo acolá.
Diga-se que o homem se safou na perfeição da função de que foi incumbido, nunca tendo tido uma máquina fotográfica nem tendências para a fotografia (e ainda hoje não tem, mesmo com a facilidade do digital).
Foi assim que um fotógrafo improvisado, com uma máquina emprestada e com umas instruções dadas à pressa se obtiveram duas fotos históricas da primeira Corrida do Tejo!
Tive a sorte de ser apanhado mais perto (não havia zoom era uma maquina simples). Felizmente, senão o fotógrafo tinha-se baralhado com tanta tecnologia, por isso a minha foto ficou com um plano melhor. Mas lá estamos os dois para a história, Egas e Jorge, na primeira edição da Corrida do Tejo.
Agora, ao fim de todos estes anos, a foto foi utilizada num filme que passou este ano antes da partida, bem como o ano passado, nos painéis publicitários.
Nem eu, nem muito menos o improvisado, e agora, consagrado, fotógrafo sabíamos que iam dar esta utilização à foto em questão, que deve ter sido “pirateada” de algum lugar na Net, mas para que conste vamos aqui publicar o nome do seu autor: José Custódio Alves Nogueira, improvisado fotógrafo naquela manhã de Junho de 1981 e que entrou para a história com uma das raríssimas fotos que fez na sua vida!