segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TRILHOS DO DOURO - FOTOS

TRILHOS DO DOURO – S. JOÃO DA PESQUEIRA

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE CORRIDA EM MONTANHA – FPME

ALGUMAS FOTOS

classificações aqui

terça-feira, 18 de outubro de 2011

FORA DA CORRIDA

Este é um blogue essencialmente de corrida que foge, como o diabo da cruz (ou o governo da verdade) de sair de temas relacionados com ela.
Mas todas as regras têm excepção, senão não eram regras!
Sempre fomos avisando que aqui poderia haver algumas excepções.
Hoje vamos fazer um dessas excepções, para fugir às regras, porque nos apetece (e ainda não nos roubam mais nos impostos por esse tipo de apetites) e porque um caso desta gravidade e importância merece ser aqui confrontado com o público que lê este blogue (quase que íamos dizer: com os desgraçados que têm a paciência de nos aturar!).
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Recebemos por mail um resumo diário dos jornais diários com as capas das respectivas edições e algumas notícias resumidas.
Trata-se de uma forma económica de nos mantermos informados (ou desinformados porque muito, ou quase tudo, do que verdadeiramente se passa neste país não se lê em praticamente nenhum jornal).
Ontem uma notícia de um matutino (também já não há vespertinos em Portugal) chamou-nos a atenção. Dizia a mesma assim:
João F. Expulso de Casa.
A primeira ideia que nos veio a cabeça era que se trataria de algum desempregado que não conseguia pagar a prestação da casa, de um trabalhador com salários em atraso, ou mesmo algum jovem apanhado nas malhas da precariedade laboral.
Depois acordámos para a realidade do país em que vivemos e pensámos que nenhuma dessas notícias seria publicada numa página de um jornal, pois eles escamoteiam a dura realidade em que vivemos e para além disso se publicassem noticias destas não haveria, infelizmente, páginas que chegassem!
Também começámos a falar com os nossos botões: se o tal João F. foi expulso de casa não foi desalojado que são coisas diferentes, quem não paga a renda é desalojado de casa e não é expulso, são coisas diferentes, embora não o parecendo e os nossos jornalistas cada vez metem mais os pés pelas mãos.
Num aparte, já ouvi numa rádio local, ao relatarem um incêndio, dizerem que um aviário de porcos estava em risco de arder! Ninguém me contou, ouvi eu mesmo! Caramba se pocilga não é “fino” digam exploração pecuária, de suínos, mas porcos a voar ainda nunca vi (por enquanto). Mas se as galinhas não voam e vivem em aviários porque é que os porcos não podem poder viver lá também?
Mas voltemos ao João F e à sua expulsão de casa!
Depois de muito matutar pensei: só podia ser uma daquelas figuras muito mediáticas e queridas de certas revistas cor-de-rosa (a pantera da mesma cor que me desculpe. Não é minha intenção ofende-la!) que teria sido expulsa de casa pela namorada / esposa devido a algum deslize ou conjugal ou outro.
Lá me resolvi clicar no link da noticia e desfazer este tão grande mistério do coitado do João F. que foi expulso de casa. Mesmo não conhecendo o sujeito estava com pena dele, que arranjar (e pagar) casa nos dias de hoje não é coisa simples!
Desfeito o mistério! Afinal o João F tinha sido expulso de “casa” mas de uma “casa” de um determinado concurso televisivo!
É assim a realidade deste país tristemente colocado num abismo por quem nos desgoverna há mais de 30 anos numa sucessão de políticas completamente erradas e injustas e que tornaram os ideais e as conquistas de Abril numa miragem!
Aqui neste país a beira-mar plantado transformam-se ficções em notícias como se elas fossem realidade e esconde-se a realidade como se ela fosse ficção. Afinal é o
mundo ao contrário!
Desculpem-me hoje não ter falado de corrida mas ainda se pode fazer uma ligação com a mesma: como era bom se corressem com certa gente que nos desgoverna!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

18ª TRIPLA LÉGUA DE VERMOIL

18ª TRIPLA LÉGUA DE VERMOIL
6 DE NOVEMBRO DE 2011
INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

REVISTA SPIRIDON NA NET

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paula Radcliffe - Lutar para recuperar aquilo que é seu!

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ÁGUA É DE TODOS E FAZ FALTA A TODOS!

Ontem (1/10/2011), na grande manifestação da CGTP, recebi um manifesto com o título “ÁGUA É DE TODOS - NÃO À PRIVATIZAÇÃO”, onde se podia ler no primeiro parágrafo: “Em Portugal foram removidas as barreiras constitucionais e legais à espoliação do bem comum que é a água e dos direitos das pessoas à sua fruição, em benefício de grandes interesses económicos privados”
Este manifesto, assinado por diversas entidades, pode ser lido clicando aqui e é uma importante denúncia da negociata que querem fazer com água, entregando a sua exploração à gula e aos interesses especulativos de entidades privadas como se um bem público e de interesse vital para toda a população fosse uma qualquer vulgar mercadoria!
Curiosamente hoje participei na 1ª Corrida da Água, prova organizada pela Xistarca, com partida em Monsanto (Lisboa) que tinha o aliciante de atravessar o Aqueduto das Águas Livres (e que alguns cada vez mais querem aprisionar).
Uma prova de 10 quilómetros em estrada já é algo que pouco me alicia, mas a passagem pelo Aqueduto fazia toda a diferença (nunca ali tinha passado nem em prova, nem em passeio).
Encarei a prova de forma descontraída, sem sequer reduzir o treino semanal que até incluiu 15 quilómetros na passada quinta-feira, e acabei por rolar um bom bocado mais rápido que a minha actual velocidade de “tartaruga pouco Ninja”.
Mas sendo esta a Corrida da Água, não poderia deixar de ter uma história em torno da mesma e da falta que faz ao ser humano esse tão precioso liquido.
Chegado ao abastecimento dos 5 quilómetros, o primeiro elemento que estava a distribuir água mal dava conta do recado, mas informava que havia mais abastecimento a seguir. Chego ao segundo elemento que distribuía água e a confusão continuava a ser muita, pois só um elemento não conseguia dar vazão a tantos atletas juntos. Enfim pensei que haveria mais alguém a dar água um pouco mais a frente. Não estou habituado a ver tão poucos elementos nos abastecimentos (se havia mais não os vi!) e ainda para mais a terem de arrancar as garrafas das embalagens de plástico, à medida que os atletas passavam!
Enfim, com tudo isto, e com alguma burrice da minha parte, acabei por falhar o abastecimento. Devia ter parado, mas é daquelas coisas, quebra o ritmo, depois custa a arrancar e aquilo não era uma prova de montanha em que se tem “tempo para tudo”.
Enfim lá segui e pensei para comigo que eram só 10 quilómetros e eu até faço treinos bem mais longos (mas nunca com aquele calor) sem abastecimento.
As pernas iam bem, a respiração controlada, mas a garganta começou a secar cada vez mais.
Já não havia saliva que me valesse, parecia-me que a boca se ia colar a qualquer momento, que ia “entupir” de vez!
Eu até já fui um corredor que aguentava bem o calor, pois já fui!...
Lá ataco a subida da Rua de Campolide cada vez mais aflito com a secura, em busca de alguma solução, milagrosa, para o problema!
Quando chego quase ao cimo da mesma e viramos para a direita na direcção do Aqueduto vejo um café e, para grande espanto da simpática população de Campolide (um abraço Orlando Duarte) que incentivava os corredores, desligo o GPS e entro pelo café a dentro que nem um raio!
Oh amigo! Desculpe não me arranja um copo de água? (tive muito medo de não conseguir pronunciar está frase de tão seca que estava a garganta) O senhor podia não ser muito sorridente, mas atendeu o meu pedido prontamente e foi um autêntico oásis no deserto.
Copo de água bebido, agradecimento feito, “salto” para a rua, ligo o GPS e aí vou que até parecia que tinha tomado aquela bebida que anunciam na televisão e diz dar asas (não acredito, para mim as asas “ganham-se” no treino árduo!).
Entro no Aqueduto, desfruto a vista, vou fresco que nem uma alface (eu até sou alfacinha, embora exilado noutras paragens) e lá acabo a prova muito feliz, com o meu tempo de GPS de 1:02:08, numa média de 6’14’’, para 9,970 km que a “maquineta” indicava.
Para esta minha “segunda vida” de corredor (a primeira foi no século XX!), este é um bom tempo ainda para mais numa prova descontraída, com abastecimento num café e numa distância que nunca foi a minha “praia”!
Gostei da organização e do pormenor das camisolas estarem separadas por tamanhos (com a “engorda”, se apanho uma S não me serve para nada e eu ainda sou daqueles que aproveita as camisolas das provas para se vestir! É pena não começarem a dar calças!),
O meu reparo vai apenas para os abastecimentos, mas bem sei a escassez de colaboradores que há para estas coisas.
Enfim talvez tenha chegado o tempo de eu começar a levar o meu auto-abastecimento, mesmo para provas de 10 quilómetros! Cada vez o “radiador” me pede mais água, senão gripa de vez.
*FOTO MAFALDA LIMA*