sexta-feira, 14 de outubro de 2011

18ª TRIPLA LÉGUA DE VERMOIL

18ª TRIPLA LÉGUA DE VERMOIL
6 DE NOVEMBRO DE 2011
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

REVISTA SPIRIDON NA NET

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paula Radcliffe - Lutar para recuperar aquilo que é seu!

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ÁGUA É DE TODOS E FAZ FALTA A TODOS!

Ontem (1/10/2011), na grande manifestação da CGTP, recebi um manifesto com o título “ÁGUA É DE TODOS - NÃO À PRIVATIZAÇÃO”, onde se podia ler no primeiro parágrafo: “Em Portugal foram removidas as barreiras constitucionais e legais à espoliação do bem comum que é a água e dos direitos das pessoas à sua fruição, em benefício de grandes interesses económicos privados”
Este manifesto, assinado por diversas entidades, pode ser lido clicando aqui e é uma importante denúncia da negociata que querem fazer com água, entregando a sua exploração à gula e aos interesses especulativos de entidades privadas como se um bem público e de interesse vital para toda a população fosse uma qualquer vulgar mercadoria!
Curiosamente hoje participei na 1ª Corrida da Água, prova organizada pela Xistarca, com partida em Monsanto (Lisboa) que tinha o aliciante de atravessar o Aqueduto das Águas Livres (e que alguns cada vez mais querem aprisionar).
Uma prova de 10 quilómetros em estrada já é algo que pouco me alicia, mas a passagem pelo Aqueduto fazia toda a diferença (nunca ali tinha passado nem em prova, nem em passeio).
Encarei a prova de forma descontraída, sem sequer reduzir o treino semanal que até incluiu 15 quilómetros na passada quinta-feira, e acabei por rolar um bom bocado mais rápido que a minha actual velocidade de “tartaruga pouco Ninja”.
Mas sendo esta a Corrida da Água, não poderia deixar de ter uma história em torno da mesma e da falta que faz ao ser humano esse tão precioso liquido.
Chegado ao abastecimento dos 5 quilómetros, o primeiro elemento que estava a distribuir água mal dava conta do recado, mas informava que havia mais abastecimento a seguir. Chego ao segundo elemento que distribuía água e a confusão continuava a ser muita, pois só um elemento não conseguia dar vazão a tantos atletas juntos. Enfim pensei que haveria mais alguém a dar água um pouco mais a frente. Não estou habituado a ver tão poucos elementos nos abastecimentos (se havia mais não os vi!) e ainda para mais a terem de arrancar as garrafas das embalagens de plástico, à medida que os atletas passavam!
Enfim, com tudo isto, e com alguma burrice da minha parte, acabei por falhar o abastecimento. Devia ter parado, mas é daquelas coisas, quebra o ritmo, depois custa a arrancar e aquilo não era uma prova de montanha em que se tem “tempo para tudo”.
Enfim lá segui e pensei para comigo que eram só 10 quilómetros e eu até faço treinos bem mais longos (mas nunca com aquele calor) sem abastecimento.
As pernas iam bem, a respiração controlada, mas a garganta começou a secar cada vez mais.
Já não havia saliva que me valesse, parecia-me que a boca se ia colar a qualquer momento, que ia “entupir” de vez!
Eu até já fui um corredor que aguentava bem o calor, pois já fui!...
Lá ataco a subida da Rua de Campolide cada vez mais aflito com a secura, em busca de alguma solução, milagrosa, para o problema!
Quando chego quase ao cimo da mesma e viramos para a direita na direcção do Aqueduto vejo um café e, para grande espanto da simpática população de Campolide (um abraço Orlando Duarte) que incentivava os corredores, desligo o GPS e entro pelo café a dentro que nem um raio!
Oh amigo! Desculpe não me arranja um copo de água? (tive muito medo de não conseguir pronunciar está frase de tão seca que estava a garganta) O senhor podia não ser muito sorridente, mas atendeu o meu pedido prontamente e foi um autêntico oásis no deserto.
Copo de água bebido, agradecimento feito, “salto” para a rua, ligo o GPS e aí vou que até parecia que tinha tomado aquela bebida que anunciam na televisão e diz dar asas (não acredito, para mim as asas “ganham-se” no treino árduo!).
Entro no Aqueduto, desfruto a vista, vou fresco que nem uma alface (eu até sou alfacinha, embora exilado noutras paragens) e lá acabo a prova muito feliz, com o meu tempo de GPS de 1:02:08, numa média de 6’14’’, para 9,970 km que a “maquineta” indicava.
Para esta minha “segunda vida” de corredor (a primeira foi no século XX!), este é um bom tempo ainda para mais numa prova descontraída, com abastecimento num café e numa distância que nunca foi a minha “praia”!
Gostei da organização e do pormenor das camisolas estarem separadas por tamanhos (com a “engorda”, se apanho uma S não me serve para nada e eu ainda sou daqueles que aproveita as camisolas das provas para se vestir! É pena não começarem a dar calças!),
O meu reparo vai apenas para os abastecimentos, mas bem sei a escassez de colaboradores que há para estas coisas.
Enfim talvez tenha chegado o tempo de eu começar a levar o meu auto-abastecimento, mesmo para provas de 10 quilómetros! Cada vez o “radiador” me pede mais água, senão gripa de vez.
*FOTO MAFALDA LIMA*

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I TRILHOS DO DOURO (23 de Outubro de 2011) - Campeonato de Portugal de Corrida em Montanha (FPME)

Caros Atletas e Caminheiros, A Câmara Municipal de S. João da Pesqueira tem o prazer de anunciar a realização, no próximo dia 23 de Outubro de 2011, do I TRILHOS DO DOURO, actividades desportiva que servirá de suporte à inauguração do Centro Municipal de Marcha e Corrida de S. João da Pesqueira e que receberá, ainda, a realização do Campeonato de Portugal de Corrida em Montanha 2011, da responsabilidade da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada (www.fpme.org).
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O evento consta de um trail em montanha, na distância de 20,6 km, e uma marcha pedestre na distância aproximada de 10 km, tendo partida e chegada no Complexo Desportivo do Parque da Mata do Cabo, centro nevrálgico dos I TRILHOS DO DOURO, estando nele localizado o secretariado da actividade para lá de oferecer condições aos participantes e seus acompanhantes para pernoitarem, caso assim o desejem, na véspera da actividade, em acampamento ou dormida em pavilhão e onde de igual modo será servido o almoço volante, após a actividade, numa oferta da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira, ou a cerimónia de entrega de prémios.

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O percurso competitivo, desenhado tendo em vista o aproveitamento do relevo montanhoso e a rara beleza do nosso concelho, nomeadamente nas áreas adjacentes ao rio Douro, oferece uma alternância de descidas e subidas de declive mais ou menos acentuado, utilizando os caminhos rurais e trilhos que percorrem parte das vinhas e áreas florestais do nosso concelho passando, entre outros pontos de interesse paisagístico e arquitectónico, no centro histórico de S. João da Pesqueira, Moinho de Vento (ponto mais alto do percurso - 710 metros de altitude), Aveleira, Vale de Vila, Ferradosa (ponto mais baixo do percurso -107 metros de altitude), Vale do Carvalho e Santuário de S. Salvador do Mundo..
Por tudo isto aqui fica o convite para, no próximo dia 23 DE OUTUBRO DE 2011, nos honrarem com a vossa presença.
Câmara Municipal de S. João da Pesqueira - Desporto.
*CONSULTE O REGULAMENTO DO EVENTO AQUI*

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PRESO EU?!

Lá ao fundo da recta, naquele poeirento e arenoso estradão ribatejano, circulava um jipe na minha direcção.
Em pleno finalizar de época agrícola o pacato estradão era mais movimentado e pensei: mais um jipe para me fazer correr uns metros em apneia, envolto numa nuvem de pó!
O treino de uma horinha estava na parte final e “dava-lhe com força” dentro das muitas limitações deste corredor estropiado.
À medida que o jipe se aproximava de mim comecei a notar algo de, estranhamente, diferente. A primeira coisa que vi foram os “pirilampos” azuis no tejadilho. Fixei mais a vista e tirei todas a dúvidas: era mesmo um jipe da GNR!
Um jipe da GNR naquele estradão agrícola?! Coisa nunca vista! Tractores, máquinas agrícolas, carrinhas, carregadas ou não de trabalhadores rurais, carros (poucos), jipes, BTT’s e até velhas motorizadas com o motor mais gripado que o meu, eram veículos “normais” naquelas paragens, mas um jipe da GNR?!
A medida que o jipe avançava na minha direcção reduzia a velocidade, parecendo que ia parar.
Este “pobre” “desatleta coxo” com quase uma hora nas pernas e alguma falta de oxigénio no cérebro começa a entrar em divagações surrealistas: Os sujeitos vão parar, será que andam a minha procura? Mas o que é que fiz? Vou acabar o treino de “cana”? Bem sei que penso e tenho umas ideias subversivas para os tempos actuais mas será que é razão para já andarem atrás de mim?
E lá vem o jipe devagarinho, devagarinho e eu já a ver a cena: Os seus documentos! Documentos? Mas eu vou a correr seu guarda! Não interessa: os seus documentos!
Será que ia abaixo da velocidade regulamentar (como os 40 das auto-estradas)? Sim, porque acima era impossível!
Será que já havia SCUTS agrícolas e eu passei sem pagar nalguma? Não teria eu pago algum novo imposto de circulação pedestre? Não teria o catalisador homologado para a feijoada que tinha comido ontem ao almoço?
Mas, alívio, o jipe aproxima-se de mim sem fazer menção de parar!
Afinal aqueles militares da GNR eram conscienciosos e apenas tinham reduzido a velocidade para não me darem um banho de pó!
Tive vontade de lhes agradecer com um aceno, mas tive medo de ser mal interpretado e ser, mesmo, preso por ter feito algum gesto desrespeitoso para com as forças da ordem (eu que tanto gosto da desordem) mas o militar que conduzia a viatura acenou para mim e eu não resisti e retribui o cumprimento!
Podia ir tomar banho descansado. Ainda não era desta vez que acabava o treino “engavetado”!