Esta é a primeira fotografia que tenho memória de ter feito.
Ainda criança, com uma máquina de fole e um rolo de 120, apanhei este “boneco” no jardim das Portas do Sol em Santarém.
Hoje a fotografia é digital, perdeu-se o encanto, mágico, da câmara escura, da foto a nascer na tina, do cheiro dos líquidos.
Tecnologicamente evolui-se tremendamente, hoje fotografar é rápido, fácil e económico
Mas a nível das relações sociais, a nível da justeza do mundo, cada vez se assiste a mais desigualdades, injustiças e retrocessos enormes.
Se o avanço tecnológico entre o dia em que fiz esta fotografia e a actualidade tivesse sido acompanhado por um avanço social igual como seria “bonita” a nossa sociedade nos dias actuais!
Esta foto representa, também, a nível pessoal, um certo canto do cisne na capacidade de encarar este mundo onde vivo e de lutar contra tudo o que de injusto vejo a minha volta.
Por vezes o cansaço é muito grande mas julgo ainda conseguir ganhar forças para novos combates.
Para quem já fez a maratona isto é como o “muro”: acaba por passar, pelo menos assim espero e o desejo.
Escassos metros separavam-me da porta de casa.
A minha “anca de estimação” direita dizia-me alegremente bom dia com umas “simpáticas” guinadas que me provocavam um estilo corrida parecido com um pardal aos saltos (ou melhor um avestruz com calos!).
A minha “querida” ex hérnia (será mesmo ex)? inguinal do lado esquerdo (que foi operada aqui há uns anos, conjuntamente com a mana do lado direito, mas ainda ficou uma prima no umbigo a espera uma visita ao cirurgião) entrava em competição com a anca: eu vou doer mais que tu!
Nesta grande “confusão” eu dizia-lhes, tenham calmas “meninas”, não vos vale de nada estarem para aí como esses amuos pois estamos em Portugal e eu não tenho médico de família, aliás aqui onde vivo ninguém tem (deve ser isto que é a democracia: se não há para um não há para todos). No meio desde meu diálogo cruzo-me com uma simpática e idosa vizinha que exclama: VÁ CORRER, VÁ CORRER. Lá tento fazer o sorriso menos amarelo possível, disfarçar o estilo de avestruz com dores nos calos e respondo: BOM DIA!
Mas cá para mim pensei: correr? queria era que corressem com os sujeitos que há mais de 30 anos nos governam, numa alternância de políticas desastrosa e em tudo iguais. Isso sim seria uma grande corrida (pronto lá está o sujeito a meter politica num blogue de corrida, dirão vocês. Eu digo que a politica está em todo lado e se não acreditam logo vão ver quando não tiverem “graveto” para comprar um par de sapatos novos para correrem!)
O treino correu sem incidentes de maior: a anca gosta de ver a paisagem e com o tempo “queixa-se” menos (o pior é depois do treino que não há paisagens para a distrair), já a ex-hérnia inguinal é tão teimosa como o dono e não há paisagem que a distraia.
Mais notas de relevo no treino não encontro. Penso que não é digno de registo aquele mosquito que resolveu tomar (e tomou mesmo) o pequeno-almoço na minha perna, em plena subida do Cabeço de Montalvo. A vingança seria servida um pouco mais a frente quando eu ia comendo um mosquito ao pequeno-almoço. Mas rejeitei tamanha iguaria a tempo, não fosse ainda multado pela ASAE por ingestão de produtos não normalizados!
Dia 29 de Maio lá estarei na Corrida do Guincho, para mais um campeonato dos estropiados. Não sei bem como vou fazer aqueles 15 quilómetros mas alguma coisa se há-de “inventar”.
Quanto penso que o último treino longo que fiz foram 3 horas no final de Fevereiro (em andamento pornográfico, como diria o meu amigo João Palma, ou a ser ultrapassado pelas lesmas e caracóis Ribatejanos como eu gosto de dizer) e agora ainda para aqui mesmo aflitinho a pensar como vou fazer 15 quilómetros!
Corram, tentem (ou lutem para) ser felizes.
E não se esqueçam o humor ainda (por enquanto) não paga impostos e tristezas não pagam dividas.
Um abraço a todos
Jorge Branco
Corra entre o azul do Oceano Atlântico e o verde da Serra de Sintra.
Tenha o prazer de passar pelo areal Praia do Guincho, correr nos trilhos das falésias da ponta mais ocidental da Europa, subir até as proximidades da Ermida da Peninha e voltar ao ponto de onde partiu, em Janes.
Dia 29 de Maio não deixe de participar na “CORRIDA DO GUINCHO – ENTRE SERRA E MAR”, uma prova única em Portugal, num percurso de rara beleza que casa a serra com o mar numa simbiose perfeita!
Para os menos afoitos, ou preparados, haverá também uma caminhada acessível a todos.
Para consulta do regulamento e mais informações deverão aceder a http://guincho.terrasdaventura.net
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Foto: cartaz oficial da prova sobre uma fotografia obtida na Net, numa montagem do UK.
Texto e fotos, gentilmente, enviados pelo Professor Pedro Pontes ..No passado dia 01 de Maio de 2011, a aldeia da Granja, freguesia de Mões, concelho de Castro Daire, pela quinta vez consecutiva, foi palco de um Grande Prémio de Atletismo.
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Apesar das tonalidades cinzentas com que a chuva e as nuvens pintaram o cenário que acompanhou os atletas e caminheiros no seu percurso, o espírito desportivo e de convívio não deixou de colorir um dia de alegria e de amizade, que certamente ficará na memória de todos os participantes.
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Desde Barrancos, Mirandela, Vila Real, Porto, Santa Maria da Feira, Régua, Lamego, Viseu, Guarda, Paredes, Famalicão, Maia… vários foram os pontos do país que destinaram cerca de 150 atletas rumo à Granja para participarem no Cross de São Brás. Referida por muitos participantes como uma das melhores provas de atletismo em que já participaram, quer devido à organização e hospitalidade desempenhadas pelo Grupo Desportivo e Recreativo da Granja, quer pela qualidade do circuito de cross, aliado à beleza natural da região, esta prova teve a participação de três centenas de pessoas, incluindo atletas e caminheiros.
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A prova constou de um cross, dividido por vários circuitos, destinados a atletas de diferentes escalões, e de uma caminhada (cerca de 120 caminheiros), ao longo dos 6 km de paisagem verde agreste que ornamenta as margens do Rio Mau e do Rio Paiva.
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A festa desportiva começou pelas 8:30 horas da manhã, quando os atletas se concentraram no secretariado para fazerem o levantamento de dorsais. Às 09:30 horas, iniciaram-se as provas, sendo que os primeiros foram o escalão benjamins, seguido dos infantis, iniciados e juvenis. Um dos pontos altos foi como já se esperava a competição adaptada que teve início às 10:30 horas, contando com 10 atletas e os respectivos acompanhantes. Esta prova teve um cariz não competitivo, mas foi sem dúvida aquela que mais animação e emoção causou junto dos participantes e assistentes da actividade. Estamos certos que o simbolismo que esta prova causou junto dos presentes, terá os seus frutos no futuro no que concerne à inclusão destes “atletas” em eventos futuros.
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O outro ponto alto deu-se às 11 horas, quando o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire deu o tiro de partida dos escalões de femininos, veteranos I, II, III, IV e V, Juniores/Seniores e caminheiros, prova esta que contou com a presença do Campeão Europeu e Mundial de Cross – Paulo Guerra – que inspirou todos os participantes para uma prova competitiva e de qualidade, em que o próprio Paulo Guerra, apesar dos seu 41 anos fez questão de nos brindar com um brilhante 3º lugar, logo atrás do homem da montanha – Zé Carvalho – e do grande vencedor Bruno Jesus que venceu este Grande Prémio pela terceira vez consecutiva.
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Entre tantos nomes de destaque, o mais sonante foi sem dúvida o Campeão Europeu e Mundial Paulo Guerra, que fez questão de participar no Cross de São Brás e que já deixou a promessa de voltar na 6ª edição deste grande prémio. Participaram ainda vários internacionais portugueses e alguns atletas de elite nacional pertencentes a alguns dos melhores Clubes Portugueses nesta modalidade; tais como: Bruno Jesus do Maia Atlético Clube, José Carvalho do Núcleo de Atletismo de Andrães, Gonçalo Borges dos 3 Santos Populares;Rogério Bessa do JOBRA e três jovens promessas do ACRC Cambra – Vouzela que conquistaram três vagas entre os dez primeiros classificados; todos estes atletas seniores. Participaram também atletas Veteranos de grande qualidade, bem como Cátia Galhardo da ACS Desterro (vencedora da prova feminina), Luísa Oliveira do AR Estrelas Sul e Tânia Silva do Liberdade Futebol Clube que personalizam a qualidade feminina existente na prova.
Logo após as provas, foi servido um delicioso almoço no Pavilhão Multiusos da Granja, confeccionado e servido por senhoras e alguns senhores da terra. Foi o descanso do guerreiro dos nossos prezados atletas e caminheiros, que nos felicitaram com a sua boa disposição, a qual aumentou durante a cerimónia de entrega de prémios, onde os vencedores receberam sucessivas ovações pela sua excelente prestação, destacando-se também neste capítulo a homenagem feita aos participantes da competição adaptada que emocionou a plateia.
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Nem só os vencedores são merecedores de aplausos, pois num evento promovido para o desenvolvimento, bem-estar e confraternização, não existem vencidos. Por esta razão, saudamos todos os participantes que se deslocaram de longe e de perto para estarem presentes neste evento, colaboradores que, com a sua ajuda voluntária, tornaram possível este feito, patrocinadores e apoiantes, cuja contribuição permitiu que todo este projecto se tenha concretizado, sem esquecer a disponibilidade e ajuda da Câmara Municipal de Castro Daire, Junta de Freguesia de Mões, com os quais temos vindo a contar desde o início e aos quais estamos muito gratos. A todos quantos têm dado vida e forma a esta ideia, a qual se tornou já uma sólida realidade, o Grupo Desportivo e Recreativo da Granja expressa sinceros agradecimentos.
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Algumas fotos do evento podem ser visualizadas aqui.
Interessados nas classificações podem contactar com teixeirajb@gmail.com
Saiu a Newsletter número 18 da Revista Spiridon. Todos o interessados em receber, gratuitamente, está publicação electrónica quinzenal devem enviar um e-mail para revista.spiridon@gmail.com 
É já no próximo dia 1 que estará nas ruas de Lisboa uma das mais populares, e participadas provas que a cidade das sete colinas conhece, a Corrida Internacional 1º de Maio, que este ano alcança a sua 30º edição.
Numa organização conjunta da USL (União dos Sindicatos de Lisboa) e da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) esta prova terá a distância de 15 quilómetros, com partida e chegada ao Estádio 1º de Maio (estádio do INATEL). Haverá também uma mini corrida (cerca de 4 quilómetros), para que os menos preparados não deixem de participar.
Este ano a União dos Sindicados de Lisboa/CGTP vai homenagear duas figuras maiores do nosso Atletismo, os consagrados atletas Rita Borralho e Armando Aldegalega, no decorrer da 30ª edição da Corrida Internacional 1º de Maio.
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Mas o que está por detrás do 1º de Maio, essa data tão importante para todos os trabalhadores?
Falemos pois um pouco da história do 1º de Maio.
A 1 de Maio de 1886 estima-se que 500 mil trabalhadores tenham saído às ruas de Chicago, nos EUA, para pacificamente exigirem a redução da jornada de trabalho para as 8 horas diárias.
Essa manifestação seria brutalmente reprimida pela polícia, que dispersou os trabalhadores, ferindo e matando dezenas de operários.
Não se deixando abater pela forte repressão que sobre eles se fez sentir, os trabalhadores voltaram novamente às ruas a 5 de Maio, para exigirem de novo a jornada de 8 horas de trabalho.
E outra vez foi brutalmente reprimida essa a manifestação, indicando os relatos históricos que foram presos 8 líderes sindicais, 4 trabalhadores foram executados e 3 outros condenados a prisão perpétua.
Mas a luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo norte-americano a anular o julgamento e a elaborar um novo júri em 1888.
Os membros que constituíram esse novo júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado norte-americano e ordenaram que se soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido na cidade de Paris, decretou o 1º de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores, dia de luto e de luta.
Em 1890 os trabalhadores americanos conquistaram as 8 horas na jornada de trabalho, provando que o sacrifício dos mártires que tombaram nas ruas de Chicano não tinha sido em vão.
Em Portugal, durante os 48 anos que decorreu a ditadura fascista, o primeiro de Maio sempre foi brutalmente reprimido, com recurso à polícia de choque e, muitas vezes, usando o expediente de prender os principais dirigentes do movimento sindical nas vésperas dessa data, com o fim de enfraquecer a luta.
Mas apesar da brutal repressão da ditadura fascista houve várias manifestações no 1 Maio, em Portugal, que ficaram na história pela sua dimensão e ousadia.
A Revolução de Abril, iniciada em 25 de Abril de 1974, viria a legalizar o Primeiro de Maio, e a tornar a data feriado e o Primeiro de Maio de 1974, em Lisboa, seria a maior manifestação de sempre em Portugal.
Nos dias de hoje assiste-se a um retrocesso nos direitos conquistados pelos trabalhadores e mesmo a histórica conquista das 8 horas de jornada de trabalho, pelos heróicos operários norte-americanos, começa a estar posta em causa.
Apoiando-se numa pretensa “crise”, criada pela especulação financeira e décadas de políticas erradas, querem destruir os direitos conquistados pelos trabalhadores, andando com história algumas gerações para traz, como se os culpados pela “crise” fossem quem trabalha e não quem governa e apoia a especulação económica, os lucros chorudos e escandalosos da banca, a destruição da aparelho produtivo nacional, a entrega aos grandes grupos económicos privados de sectores chave da economia nacional, enfim tantas e tantas politicas erradas que seria aqui fastidioso falar das mesmas, mas os seus resultados estão bem à vista de todos o que pretendem viver, honradamente, do seu trabalho.
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