quinta-feira, 14 de abril de 2011

IV MEETING BLOGGER – TODOS A CONSTÂNCIA DIA 23 DE ABRIL!


É já no próximo dia 23 que se realizará em Constância o IV ENCONTRO BLOGGER integrado no Grande Prémio de Constância.

O Último Quilómetro estará presente e apela a todos os amigos da blogosfera corredora para participarem em mais esta excelente jornada de convívio.

Apelamos, igualmente, a que todos os amigos divulguem o encontro nos vossos blogues.

sábado, 9 de abril de 2011

CARLOS SÁ - MARATHON DES SABLES

Aqui fica um vídeo da etapa rainha da Marathon des Sables (82 KM). Aos nove minutos e trinta do referido vídeo pode ver-se uma entrevista com Carlos Sá que tem vindo a fazer um excelente prova!

domingo, 3 de abril de 2011

CORRER FAZ BEM À SAÚDE MAS...


É por demais evidente, e reconhecido por todos, que o desporto faz bem há saúde, tanto do ponto de vista físico como emocional. Na corrida isso é uma verdade já tão evidente e reconhecida por todos que até há países em que as empresas incentivam os seu funcionários a praticar a corrida, pois sabem que assim eles serão mais saudáveis e mais aptos para desempenhar as suas funções profissionais. Mas se correr faz bem à saúde há que ter algumas regras para a sua prática para não se transformar algo de benéfico em algo prejudicial. Uma das mais elementares regras para quem corre é o recurso a acompanhamento médico, com o indispensável exame anual. Claro que esse acompanhamento médico deve envolver muito mais que o exame anual e até não poderemos deixar de ter em conta a problemática das lesões pois ninguém está livre delas por mais cuidados e rigores que tenha com o treino e a sua planificação. Mas o acompanhamento médico é não só, como é evidente, uma necessidade dos corredores mas de toda a população, um direito até constitucionalmente consagrado. Acontece que na localidade onde vivo, Muge, concelho de Salvaterra de Magos, a população está privada de cuidados médicos há vários meses e já anteriormente o atendimento era muito deficitário com pessoas a irem de madrugado “apanhar vez” para a consulta. Estamos perante uma população de cerca de 1500 pessoas, muito envelhecida e carenciada que se vê privada dos seus mais elementares direitos. Pois é, correr faz bem a saúde mas onde é que estão as mais elementares condições para a sua prática? Onde estão os direitos dos cidadãos? E o lamentável exemplo deste agregado populacional, provavelmente até não se afastará muito do retrato do país neste início do Século XXI… com as populações fora dos grandes centros urbanos, em especial no interior do país a serem ignoradas e marginalizadas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

MOMENTOS “DRAMÁTICOS”


Quem anda nisto da Corrida apenas como participante nas provas, nunca tendo dado uma mãozinha nos bastidores da sua organização, nem imagina o que isso é e as aflições por que se passa às vezes, devido a situações completamente inesperadas. Ficam aqui exemplos de histórias trágico cómicas, mas que na altura não tiverem assim tanta graça!
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Quando começámos a participar em provas o abastecimento era dado em copos de plástico, depois veio a era das garrafas. “Escalados” para ajudar no abastecimento de uma maratona, o esquema que estava montado era um restaurante junto do abastecimento a fornecer a água para esse mesmo abastecimento. Tal tinha sido combinado previamente com o dono do restaurante. Naqueles tempos não havia cá essa “coisa” das bebidas isotónicas! Água torneira, copos de plástico e pronto! O que aconteceu foi o restaurante não abrir e termos que ir buscar água, já nem sei onde, com um “jericam”, e rapidamente antes que começassem a passar os corredores! .
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Depois vieram as garrafas de plástico mas não se davam fechadas aos atletas. Tinham que se entregar já abertas! Então, igualmente numa maratona, as garrafas que estavam no abastecimento pelo qual éramos responsáveis pura e simplesmente não se conseguiam abrir! Ainda hoje estamos para saber se o patrocinador resolveu despachar algum lote de garrafas defeituosas! Depois de algumas unhas partidas e grande aflição, acabámos por usar uma chave do carro para abrir as garrafas! E no final, ficávamos também com as mãos cheias de unhadas dos atletas, na sua ânsia de obterem o precioso liquido!
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A meta tinha um pórtico, em que a estrutura era feita com andaimes de modo a que os atletas passassem por baixo e por cima havia uma plataforma onde se encontravam os cronometristas (ainda não havia chips, nem informática!). Na edição do ano anterior, isto funcionou perfeitamente e a tal estrutura foi montada apenas por um técnico com ajuda de um colaborador da organização. No ano seguinte os técnicos que vieram montar a tal estrutura pura e simplesmente não se entenderam com aquilo e deixaram a mesma pessimamente mal montada, em equilíbrio precário sem qualquer hipótese de ser usada! Teve que se meter o pórtico da meta para o lado e usar um automóvel com os cronometristas sentados no tejadilho! .
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Uma vez houve um carro da organização que teve um furo em plena maratona e outro (igualmente numa maratona) que partiu a caixa de velocidades! Na substituição do pneu batemos o recorde de rapidez, digno de mecânicos da Fórmula Um!

Enfim alguns episódios que são bem o espelho das múltiplas coisas que podem acontecer na organização de uma prova e que são de todo incontroláveis por mais cuidados que se tenham. Por isso fazemos sempre uma crítica com espírito construtivo quando avaliamos a organização de uma prova. É que conhecemos o outro lado, o cansativo, mas também fascinante, dos bastidores!

quarta-feira, 23 de março de 2011

PETIÇÃO ALBERTINA DIAS REENVIADA COM 2513 ASSINATURA

*Original deste texto no blogue JoaoLima.net*

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A Petição Albertina Dias foi hoje reenviada aos seus destinatários, agora já com 2.513 assinaturas, após ter sido enviada pela primeira vez há 2 semanas exactas (ler artigo aqui).
Como não foi recebida qualquer resposta de qualquer das entidades, o que julgamos ser de elementar justiça pelo elevado número de signatários, foi assim reenviada.
Como habitualmente, mal haja qualquer informação relevante será de imediato publicada aqui e no blog
JoaoLima.net

terça-feira, 22 de março de 2011

“A PONTE A PÉ”


A PONTE É NOSSA!
Com este título a Spiridon, nr. 23, de Julho / Agosto de 1982, iniciava a reportagem sobre a primeira prova que teve como cenário a travessia da Ponte 25 de Abril.
Uma organização conjunta do Ginásio Clube Português e da Revista Spiridon, que levou 1706 atletas a fazerem parte da história da corrida em Portugal, ao serem os primeiros a atravessar a “ponte á pé”.
Dezasseis anos após a sua construção a ponte abriria as suas “portas” aos atletas.
Não foi um caminho fácil de percorrer até ser obtida a autorização para a realização da prova, o que só aconteceu escassas semanas antes da realização da mesma, obrigando a organização a um trabalho “relâmpago”.
Mas foi a tenacidade desses pioneiros que permitiu dizer “a ponte é nossa” e lançar a pequena semente que germinaria na magnífica meia maratona, e caminhada, que tem com cenário a Ponte 25 de Abril nos dias de hoje.
O Último Quilómetro orgulha-se de ter estado entre esses 1706 pioneiros que atravessaram a ponte a correr nesse dia 20 de Junho de 1982.

CTT Prova de Deficientes Motores em Cadeira de Rodas


Noticia divulgada pela ANARC - Associação Nacional de Atletismo em Cadeira de Rodas.
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Realizou-se no passado dia 20 de Março a 21.ª edição da Meia Maratona Internacional de Lisboa, prova competitiva e considerada a prova mais rápida de Portugal nesta distância (21.097 metros), com partida em Algés e meta em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.
A prova “CTT prova de deficientes motores em cadeira de rodas”, contou com 30 atletas de vários países. Esta prova é autorizada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores (ANDDEMOT), estando por isso incluída no seu calendário nacional.
A ANACR, esteve presente com 3 atletas, no escalão masculino, escalão esse que mais uma vez foi ganho pelo Suíço Marcel Hug, com o tempo de 45’13, seguido do Francês Alain Fuss, com mais 1 segundo e a encerrar o pódio um português, Alberto Baptista, com o tempo 48’03.
No sector feminino as 3 primeiras foram atletas suíças sendo que a mais rápida foi Sandra Graf, com 51’17, em segundo lugar Manuela Schar, com 53’47 e em terceiro Sandra Hager, com 1h00’21.
Os atletas da ANACR, foram três: Alexandrino Silva, a quem uma vez o azar lhe bateu à porta quando à passagem pelo paralelo se envolveu num choque com outro atleta tendo que parar para desprender as cadeiras que após o embate ficaram presas, fazendo assim perder algum tempo a ambos os atletas, mesmo assim o Alexandrino conclui a prova com o tempo 48’23 6º lugar da geral, 2º melhor português, Mário Trindade, terminou com 1h17’15, e Helder Fernandes, com o tempo de 1h21’14.
Para ver as fotos da prova visite o site: AMMAGAZINE.COM
Para consultar as clasificações visite o site da ANACR