quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SAUDAÇÃO DE ANO NOVO.

Saudamos todos os amigos que acompanham este blogue, desejando-lhes um ano de 2010 cheio de quilómetros de felicidade, paz, saúde, amor e justiça social.
Sabemos que na corrida, como na vida, não podemos apenas desejar as coisas e esperarmos que elas aconteçam. Sem trabalho, luta, e determinação nada se consegue.
Neste primeiro dia do ano queremos deixar aqui uma canção de um nome maior da cultura portuguesa e mundial.
O cantor que aqui trazemos foi um exemplo vivo de alguém que toda a sua vida lutou pelas convicções que lhe eram queridas.
Seja por convicções, seja por objectivos desportivos, que o exemplo e a fibra deste homem sejam inspiradoras para todos na hora de nos “atirarmos” a mais um ano.
Fiquem pois com o “Natal dos Simples” de José Afonso.
(O nosso obrigado à autora da excelente montagem deste vídeo que descobrimos no YouTube e tomamos a liberdade de trazer aqui a este blogue).

1 De Janeiro de 2010
JBT
EVB


sábado, 26 de dezembro de 2009

AS CORRIDAS DE SÃO SILVESTRE

As “São Silvestres” são a melhor forma de terminar o ano desportivamente por parte dos corredores.
Corrida, tradicionalmente na noite do último dia do ano (dia de São Silvestre), ou em alternativa nos últimos dias do ano, são uma maneira de todos nós nos despedirmos do ano velho e saudar o ano novo com tudo o que de esperança ele encerra e onde, evidentemente, se englobam também os projectos, e sonhos em termos desportivos.
Actualmente realizam-se provas de São Silvestre um pouco por todo o pais e reportando-me à região de Lisboa (que melhor conheço) há mesmo a possibilidade dos atletas correrem em diversas provas desse tipo o que até pode ser usado por alguns para queimar as calorias a mais dos excessos gastronómicos cometidos nesta época do ano (isto para aqueles que ainda se podem dar ao luxo de cometer tais excessos nestes tempos conturbados.).
Diga-se de passagem que talvez não seja a melhor estratégia a usar mas também é verdade que alguns abusos em tempos festivos não trazem mal ao mundo.
Na minha, modesta, carreira de corredor participei apenas em duas São Silvestres.
Vivendo há 20 anos no Ribatejo, e não tendo transporte próprio, devido a hora que essas provas se realizam torna-se muito complicado, em termos logísticos, alinhar nessas festas.
Mas tenho gratas recordações dessas minhas duas únicas participações nas provas do último dia do ano:
No já longínquo ano de 1981 participei na São Silvestre de Campolide uma prova que segundo os meus registos tinha 6 quilómetros (uma das mais curtas provas onde alinhei).
Dessa prova a minha memória recorda ter andado a correr algures entre Campolide e Sete Rios, numa zona pessimamente iluminada, e às tantas não ter qualquer indicação do percurso nem ver vivalma! Sei que não me perdi e cheguei à meta (mas não posso garantir que tenha feito o percurso correcto!).
Mas gostei dessa minha prova daquele meu primeiro ano em comecei a correr com dorsal.
Nessa altura ainda era possível organizar em Lisboa um pequena e modesta, mas muito digna, “prova de bairro”.
Só voltaria a correr uma São Silvestre em 1998 e já não seria uma pequena prova de bairro mas a São Silvestre dos Olivais uma prova já com outros meios e dimensão organizativa.
Dessa prova lembro-me de ter corrido na zona do Parque das Nações, que eu não conhecia, e foi um “autêntico passeio turístico” muito agradável.
O percurso tinha muitas rotundas e cruzamentos mas tudo estava devidamente sinalizado mediante a intervenção de elementos da organização com bastões luminosos o que tornava impossível alguém perder-se.
Enfim, duas participações em São Silvestres com um longo intervalo de tempo.
Desde o voluntarismo de uma organização de bairro dos anos 80 até a uma prova com organização profissional a caminho da última década do século XX
Para além destas duas participações faria uma passagem do ano a correr numa iniciativa particular e que não sei precisar o ano.
Sei é que convenci, e “arrastei”, um familiar; companheiro de muita estrada, para deixarmos o réveillon em família e irmos correr 30 minutos com partida às 23:45 e com os protestos de toda a nossa família. Enfim maluquices dos “fundamentalismos” dos primeiros anos de corredor mas que deu para poder dizer que já passeio o ano a correr.

Este meu texto é também uma forma de saudar todos os atletas que vão participar nas São Silvestres e desejar-lhes um excelente ano de 2010 em todas as vertentes das suas vidas com muitos e muitos quilómetros de felicidade.
FELIZ 2010 AMIGOS!


sábado, 19 de dezembro de 2009

A BOMBA CAPRICHOSA E O “BOMBISTA” RURAL


Naquele início de mais uma manhã de verão o plano era um curto e descontraído treino.
O percurso implicaria uma passagem junto a uma vala (ribeiro) no meu Ribatejo adoptado.
A manhã, ainda fresca, convidava ao treino e o campo cheirava a verão.
O sol mal tinha despontado no horizonte ainda tímido.
O treino corria calmo e sentia-me em plena comunhão com a natureza.
Não se avistava vivalma no horizonte e, em pequena passadas, ia avançado por estreito carreiro.
Cada vez ficava mais perto o pivô da rega com os seus tubos e braços.
Não tardaria a estar na pequena rampa que me levaria junto ao portão da “casa”, desceria depois um largo estradão, encontraria a ponte romana à minha direita, cruzaria o alcatrão e estaria quase a chegar à minha casa.
Completamente absorvido nestes e noutros pensamentos eis quando um homem aparece do nada, ou melhor dos meio do salgueiros, e me interpela.
-Bom dia amigo dava-me uma ajuda com a bomba?
O meu gesto nestas situações que implicam uma paragem forçada no treino (normalmente para ver como posso resolver um diferendo com um cão) é automático: parar o cronómetro.
Bomba? Estarão o leitores a pensar onde haverá uma bomba no meio do campo e para que propósitos. Um atentado terrorista? Só se fosse para fazer os salgueiros irem pelos ares!
Embora com o pensamento a anos-luz dali consegui regressar rapidamente ao planeta terra e perceber o que se tratava.
-O amigo carregue aí que ela não pega de outra forma!
E enquanto carrego no ponto mais delicado da bomba caprichosa, o homem puxa a corda, uma, duas, três vezes e trum tum tum tum tum!
-Obrigado amigo bom dia! De nada até a próxima!
E toca a ligar o cronómetro e dar às pernas que tenho um duche à espera.
No resto do percurso que me faltava fazer lá fui a pensar naquela bomba... de rega que só pegava carregando em determinado sítio e na sorte que aquele homem teve em eu ter passado por ali!
Nunca entendi nada de motores de rega e ainda menos dos seus caprichos mas lá que aquela bomba era caprichosa lá isso era! Enfim mais uma cena da vida de um “corredor rural” como eu!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ENTREVISTA A ALZIRA LÁRIO

Pese embora a entrevista aqui transcrita já tenha sido publicada no jornal “Notícias de Barroselas” e no “Fórum do Mundo da Corrida” não quisemos deixar de a trazer ao conhecimento dos leitores do Blogue prestando assim a nossa homenagem à melhor ultra maratonista portuguesa de todos os tempos e umas das melhores a nível da elite mundial. Pedimos autorização, por escrito, à Alzira Lário para a publicação da entrevista e queremos agradecer a enorme simpatia com que nos respondeu.


Entrevista a Alzira Lário ao Jornal Notícias de Barroselas

Notícia de Barroselas- Quando é que descobriu o gosto pelo atletismo? Alzira Lário: Não queria começar esta entrevista sem antes pedir desculpa aos meus amigos do jornal Notícias de Barroselas por ter demorado tanto tempo em vos conceder esta entrevista, aqueles que me conhecem sabem que antes queria correr uma prova do que aceitar dar uma entrevista. - Apesar de me ter casado com um homem que sempre esteve ligado ao desporto e inclusive nos seus anos de estudante ter praticado atletismo, nunca me passou pela cabeça praticar desporto, tinha outras coisas que gostava mais de fazer, e mesmo antes de ter ido para Espanha fui dirigente do Grupo de escuteiros de Alvarães, pertenci a varias associações juvenis, mas desporto não era nada o que me apetecesse fazer, nunca me tinha pensado fazer mesmo como manutenção. Já vivia há alguns anos em Espanha e comecei a ter umas dores lombares que me deixavam de cama vários dias, e aconselhada pelo médico para que fizesse exercício físico pois isso ajudaria a melhorar essas terríveis dores, e uma vez que a minha filha Xana já pertencia a um clube de atletismo onde havia pessoas da minha idade e mais velhas, animada pelo meu marido lá comecei a fazer as minhas primeiras corridinhas. Era horrível, dores musculares, a chuva, o frio, mas lá fui começando a correr meio contrariada. Os dias foram passando e as dores de costas foram desaparecendo, comecei a tomar menos medicamentos e em pouco tempo já nem sequer os tomava. Isso fez com que fosse seguindo a treinar, um dia meio na brincadeira o meu marido inscreveu-me numa prova de quinze km em Vigo e nessa altura eu já pensava que corria muito. Lá fui eu, deram a partida e eu lá fui sempre acompanhada pela ambulância, claro era a última, mas eu nem me tinha apercebido disso, quando finalizei a prova, quase duas horas depois, fiquei muito desiludida, na meta já só o meu marido e os meus filhos estavam à minha espera, os restantes atletas já tinham recebido os prémios e já deviam estar em casa, tanto foi o tempo que demorei. Estava desanimada, ''isto de correr não era para mim''. Mas depois de terminar e falando com o meu marido e de lhe responder que tinha corrido sempre sem parar ele me disse que se seguisse a treinar ainda podia ser uma boa atleta, tinha eu nessa altura vinte e oito anos. Na verdade ele tinha razão, não desisti, e em pouco tempo vi melhorar os meus resultados, tanto ia melhorando que comecei a gostar daquilo que fazia e já não podia passar sem os meus treinos diários. Foi assim que começou a minha paixão pelo atletismo. NB- Fale-nos um pouco de seu grande percurso ligado ao mundo do atletismo? AL- Andei aproximadamente cinco anos a participar em todo tipo de provas populares, Vencia muitas delas, até que me dediquei exclusivamente a treinar e passei a fazer do atletismo a minha profissão, treinava mais de cinco horas diárias e os resultados começaram a aparecer, em 91 e 92 terminei quinta na maratona de Lisboa tendo conseguido a medalha de bronze em 91 e a de prata em 92 nessa mesma maratona, uma vez que nessa prova se realizava em conjunto o campeonato nacional. Mas a primeira grande vitória da minha carreira desportiva foi no dia 25 de Abril de 1993 em Madrid ao vencer a Maratona de Madrid, sou até hoje o único atleta português que venceu essa maratona. Nesse ano ainda venci a maratona de Galiza, de Toral de los Vados em Leão e La Rioga. Todas em Espanha. Foi nesse ano que fiz o meu recorde pessoal na Maratona de Roterdão na Holanda onde terminei em sexto lugar. Com estes resultados a federação portuguesa de atletismo não podia ficar indiferente e convocou-me para a taça do Mundo a disputar em S.Sebastião em Espanha. Era a minha primeira internacionalização e queria faze-lo bem, mas uma fractura de stress numa perna não me permitiu render como esperava, mas estava feliz tendo começado com a idade que comecei, que mais podia esperar deste desporto. Nessa altura e sabendo que a minha velocidade, que não foi trabalhada quando era jovem, não iria melhorar muito, e gostando eu de correr ao mais alto nível, junto com o meu marido e a equipa médica, decidimos que deveríamos tentar provas mais longas. E a partir desse momento, centrámos toda a preparação nas provas de cem km, e começamos logo a reunir toda a informação para preparar a primeira. Preferíamos que tivesse sido logo num campeonato do Mundo. Mas, uma falha da federação portuguesa não permitiu que assim fosse. Um dia contarei o que se passou. Como não podíamos participar no campeonato e já tínhamos a preparação toda feita havia que conseguir uma prova de nível internacional para que o resultado final tivesse a repercussão que se merecia. Foi no mês de Junho de 1994 em Touhrout na Bélgica “Night of Flanders 100 km”, foi incrível, ninguém me conhecia mas desde o princípio fui com a primeira, ela era uma reconhecida atleta, duas vezes campeã do Mundo, mas isso não me intimidou, lado a lado, ela aguentou só até aos 50 km, eu, a partir desse momento fui para a frente da prova e ninguém mais me apanhou ate a meta. Primeira prova dos 100 km e primeira vitoria, 7 horas 34 minutos e 27 segundos, melhor marca europeia do ano e sétima melhor do mundo. Ainda hoje é a melhor marca realizada por uma atleta em provas na Bélgica, e recorde de Portugal e ibérico. Mais tarde fiquei triste porque o campeonato do mundo tinha sido ganho por uma atleta que realizou uma marca pior que a minha, três minutos. Depois de, entretanto vencer mais duas provas de 100 km Madrid e Santander, fui convidada para participar numa prova por etapas, entre Viena de Áustria e Budapeste na Hungria, em cinco dias tinha que correr 345 km, entre nos quais um dia de 120 km, mas eu não estava ali para passear e desde o segundo dia passei para o comando e fui a primeira a chegar a Budapeste, Das cinco etapas só perdi uma e foi com uma grande campeã Eleonor Robinson da Inglaterra. Na África do Sul venci em Pretoria antiga capital da Maratona Mike Pauel em homenagem a este grande atleta sul-africano. E depois de inúmeras vitorias e para terminar com chave de ouro tinha pela frente a possibilidade de vencer a rainha de todas Ultra maratonas, a possibilidade de tocar o Olimpo dos Deuses, como dizem os Gregos. O “Spartathlom” a prova mais dura do mundo, a prova que só aqueles atletas especiais são capazes de terminar, e eu tive a sorte de vencer, e digo sorte porque mesmo estando ao meu mais alto nível de preparação como são tantas horas a correr, tens que conjugar muitos factores, treino, alimentação, hidratação, treino psicológico, mudanças bruscas de temperatura de zero a mais de quarenta graus, é a isso que me refiro que é preciso sorte nesse dia para poderes aguentar todos estes factores. Foram 246 km entre Atenas e Esparta por estrada e através da montanha, Saímos as sete da manhã de sexta-feira e cheguei a Esparta depois do meio dia de Sábado, sempre a correr sem parar, foi incrível milhares de pessoas a verem-nos passar, milhares de pessoas em Esparta a verem-nos chegar, e ao fundo da avenida aí estava a estátua do Rei Leónidas, onde tínhamos que tocar. Ao lado da estátua, o presidente da Câmara de Esparta com a coroa de oliveira que me colocou na cabeça e me deu a beber água sagrada, junto a ele estavam seis jovens vestidas de branco que simbolizavam as deusas do Olimpo. Gostava de poder contar muitas mais coisas mas fica para uma próxima oportunidade. NB- Com que idade começou a participar em provas oficiais? AL- As primeiras provas oficiais, comecei a faze-las quando já tinha mais de trinta anos, Apesar de ter começado a correr representando o Centro Português de Vigo e aí só participava em provas populares, os responsáveis do Celta de Vigo rapidamente se aperceberam dos meus progressos e neste clube fui campeã da Galiza de clubes, e vice campeã de Espanha também de clubes, assim dava os primeiros passos como atleta a sério. NB- Tem ideia de quantas provas participou ao longo da sua carreira? AL- Não, foram tantas que seria impossível quantificar.NB- E quantas vezes conquistou lugar no pódio?AL- Se me perguntares por campeonatos nacionais ou internacionais podia-me lembrar. Posso te dizer que dei centenas de taças e troféus para corridas de crianças e que ainda hoje guardo mais de mil NB- Qual foi a prova que mais a marcou positivamente e negativamente? AL- O “Spartathlom” na Grécia, nunca acreditei que fosse capaz de participar nela, Conseguir prepara-la, corre-la e vencer, que mais se pode pedir para terminar uma carreira de alta competição. Nenhuma prova me marcou negativamente. Todas as contrariedades por que passei, eu aproveitei-as sempre como ensinamentos para melhorar. NB- A Alzira Lário correu muitos anos em Espanha. Em termos desportivos, está desiludida com o seu país? AL- Não gostaria de aplicar essa palavra, Estou triste com algumas pessoas que dirigiam e dirigem os destinos do atletismo em Portugal, Portugal é muito mais que essas pessoas, tive o convite muitas vezes para correr por Espanha, de representar esse pais onde tenho muitos amigos e reconhecem muito mais o que eu fiz do que no meu, mas sempre fui e serei Portuguesa, Sou Alvarenense. Esta terra que amo e que me viu nascer. NB- Há alguns anos veio viver para Portugal e cá criou a sua equipa de atletismo. Teve apoio das instituições portuguesas? AL- Da Câmar de Viana tive tudo que ela me podia dar, e nisso estarei sempre grata ao seu presidente Defensor Moura e a Dra. Flora. Da Junta de Freguesia começou bem apoiando-me a escola, mas um presidente sem personalidade fez com que todo o trabalho que estávamos a realizar ficasse praticamente parado, mas prefiro não falar mais dele, já se foi nestas eleições e espero que os que ganharam queiram fazer alguma coisa. Eu sempre estou disposta a trabalhar pela minha terra. NB- Que tipos de apoios acha que são necessários? AL- São necessárias instalações, e boa vontade, o resto faz-se. Não quero neste momento avançar mais sobre este tema, estes que ganharam ainda não tiveram tempo de arrumar a casa, vamos esperar para ver. NB- Desde que surgiu, como é que tem decorrido a prestação da equipa de atletismo Alzira Lário? AL- Neste momento fizemos uma paragem para ver se avança alguma coisa no sentido de criar algumas condições mínimas. Foi lindo ver tantas crianças a correr pelas estradas de Alvarães. Os resultados foram óptimos, a nível individual conseguimos vários campeões regionais, e a nível nacional tivemos uma atleta que venceu o Olímpico Jovem Nacional, e fez a melhor marca do ano em 1000 metros e a segunda melhor marca de 800 m. Fomos uma vez já Campeões Regionais de Corta Mato derrotando a poderosa equipa da Manuela Machado e do Olímpico Vianense. Temos já muitos pódios nos campeonatos regionais, é pena o que se está a passar em Alvarães porque já podíamos ter muito mais. NB- E a Alzira ainda participa em provas de atletismo? AL- Como atleta não. Mas sou convidada para assistir a muitos eventos desportivos, em Espanha sigo sendo homenageada por muitas organizações e Câmaras Municipais, só para recordar a última foi em Baiona, onde tive que voltar a subir ao pódio, desta vez não para receber um prémio, mas sim para receber o aplauso de mais de mil atletas que ali estavam e ainda se lembravam de mim. Foi lindo. NB- Como é que vai mantendo a forma física? AL- Agora já não e fácil, sabes que tenho o meu SCALA e ele agora necessita de mim, estou a brincar, quando posso saio a correr um bocadinho, mas adoro estar com os meus clientes e de vez em quando contar-lhes algumas das histórias que vivi por esse mundo fora, e parece-me que eles também gostam. NB- Em Alvarães, sua terra natal, tem alguns projectos que gostaria e concretizar. Quer dar-nos a conhecer esses seus projectos para a freguesia? AL- Precisamos de um pavilhão, um espaço onde os miúdos e não só possam fazer desporto com um mínimo de qualidade, A Câmara Municipal tem que olhar para Alvarães e ver que não é só mandar-nos para aqui bairros sociais, nesses bairros vivem muitas crianças, e em Alvarães são muitos os jovens que têm que ir fora da terra se querem praticar desporto. E aqueles que os pais não tenham possibilidades, ficam por aí sem nada para fazer, e nos dias de hoje eles devem estar ocupados, devem estar com formadores, só assim cresce uma sociedade mais justa e mais responsável, eu que não tive aqui a oportunidade de fazer desporto, não gostaria que dentro de alguns anos alguém tenha que contar que tal como eu, teve que ir procurar fora as condições que aqui nós mais velhos e responsáveis não lhe podemos dar. NB- Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos leitores? AL- Uma saudação especial a todos os leitores do NOTÍCIAS DE BARROSELAS, e que não deixem de apoiar este grande jornal, sei que é com muito esforço que todos os meses este jornal chega a todos nós. Eu sou uma leitora assídua deste e de outros jornais regionais, eles trazem até nós as notícias do nosso povo, da nossa gente. E a todos que fazeis este jornal o meu muito obrigado por poder aqui contar um pouco da minha vida. OBRIGADO.

::: PERFIL :::Nome: Alzira LárioIdade:52Naturalidade: Portuguesa - Alvarãesn.º de filhos: dois (Xana e Berto) Clubes que Representou: Centro Português de Vigo, Real Club Celta de Vigo, Spor Club Vianense, Sport Club Valenciano, New Balance de Vigo, Atletismo Porrinho/New Balance e Alzira Lário Atlético Clube de AlvarãesInternacional: 18 vezes Prato preferido: Esparguete à bolonhesaUm país: GréciaUm lema da vida: Nunca é tarde para começar se acreditares que és capaz

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

24ª MARATONA DE LISBOA ALGUMAS CONSIDERAÇÕES




Tendo estado algumas horas a observar (e a incentivar) a passagem dos atletas da 24ª Maratona de Lisboa (e das outras provas que decorreram em simultâneo) quero deixar algumas opiniões.
São ideias muito pessoais e que gostaria de ver aqui debatidas.
Nesse sentido, além dos normais comentários, quem quiser elaborar algum texto maior e mais aprofundado pode enviar-mo por e-mail a fim de ser publicado.

Policiamento

Segundo li na Revista Atletismo (suplemento Mundo da Corrida) o policiamento da Maratona teve uma projecção de custos de 9780 euros!
O que quer dizer que a realização de uma prova em Lisboa começa a ser proibitiva, com preços escandalosos.
Penso que não é assim que se incentiva a prática desportiva e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Mas além de questionar o elevado preço com as despesas de policiamento atrevo-me a por em causa a relação qualidade-preço do serviço prestado pelo policia.
Não falo da competência dos agentes no terreno (que foi impecável no local onde pude observar a mesma) mas sim na fórmula como são em geral estabelecidas as regras a usar quanto ao corte do trânsito durante a (as) prova (as).
Estive a observar o desenrolar da prova no cruzamento da Avenida Gago Coutinho com a Avenida dos Estados Unidos da América.
Constatei que o trânsito no sentido do Areeiro não foi cortado e a polícia ia escoando o tráfego nos intervalos em que não passavam atletas.
Nunca houve problemas devido à perícia e competência da polícia que controlava aquela zona.
Mas era arrepiante ver o trânsito a ser escoado entre as pequenas brechas em que não passavam atletas, sendo feitas algumas vezes verdadeiras tangentes.
Por 9780€ o trânsito não poderia ter sido cortado na totalidade da prova?
Irão as organizações ter de continuar a desembolsar verbas escandalosas para o policiamento das provas e continuarmos a assistir a cenas como as que vi no passado domingo, com uma fila enorme de carros parados, buzinando freneticamente, enquanto os atletas passavam? Policias escoando o trânsito nos pequenos períodos em que não passavam atletas. Policias discutindo com condutores menos “bem-dispostos”. Será que quem está a entrar para o último quilómetro de uma maratona merece ser “saudado” por um coro, ensurdecedor de buzinas?
E que imagem levarão os corredores estrangeiros que nos visitam de tudo isto, habituados que estão às maratonas sem carros?
Isto foi o que assisti apenas num ponto do percurso mas pela experiência que tenho de participar em provas em Lisboa posso imaginar o resto.
Em Lisboa nunca se usa a prática de cortar efectivamente o trânsito mas sim conciliar este com as provas, fechando-o o mínimo tempo possível e até mantendo-o em sentido contrário à prova ou no sentido da mesma, quando há mais de uma faixa de rodagem.
O interessante é que se houver uma qualquer cimeira envolvendo importantes personalidades o trânsito é rigorosamente cortado em vastas áreas e durante horas!

Maratona - Meia Maratona - Maratona Por Estafetas – “Prova Familiar”

Actualmente em Portugal é assim:
Uma maratona não tem o direito de “viver” sozinha!
Tem sempre que ser acompanhada por alguns parentes!
Até compreendo que, com o preço proibitivo do policiamento (e outros custos), as organizações sejam levadas a fazer outras provas conjuntamente com a maratona pois aumentam o número de atletas, o que é bom para a imagem da prova e para os patrocinadores.
E usando parte do percurso da maratona (como foi feito em Lisboa) com os mesmos gastos no policiamento e muito mais gente a correr, até se pode dizer que o custo por atleta diminui.
Também sei que há atletas que dizem que os ajuda muito a “boleia” dos corredores da meia maratona.
Mas também há os que falam em sentido contrário.
Na minha opinião a Maratona deve ser feita sem mais prova nenhuma.
Não passa pela cabeça de ninguém organizar conjuntamente um jogo de futebol de onze e um de futsal!
Não acho que seja moral um sujeito acabar uma prova ao lado de outro que fez meia prova!
Tenho todo o respeito por quem corre a meia maratona (como até é o meu caso presentemente) mas no dia de fazer uma maratona toda a atenção deve ser dada a esses heróis que enfrentam os míticos 42,195 quilómetros sem confusões com outras provas a correr paralelamente.
Um maratonista deve correr entre os seus pares e não com atletas que vão fazer metade do esforço (ou muito menos dos caso das estafetas).
Outro problema com a realização da maratona em conjunto com outras provas passa pela falta de espectadores e a educação dos mesmos.
Como se vai motivar alguém para ver uma prova quando na verdade são duas ou três ao mesmo tempo?
Como valorizar o esforço dos maratonistas se vai tudo misturado e é complicado distinguir quem vai a correr o quê?
Eu próprio, senti-me um bocado estranho ao incentivar atletas que enfrentavam o último quilómetro sabendo que para uns isso significava 41 nas pernas e para outros 20!
Depois, sendo já muito complicado fazer os corredores portugueses correrem a maratona, se no mesmo dia podem participar na festa apenas com meia dose, ainda mais difícil é motivar atletas para a prova rainha do atletismo.
Para mim a maratona é para se fazer sem misturas! Sei que é uma afirmação polémica mas não serei o único a pensar assim.

Aqui fica minha modesta opinião sobre os dois pontos que me foram dados a observar como espectador anónimo da prova.
Não quero deixar dar os parabéns à XISTARCA por esta iniciativa e por todo o esforço posto na mesma.

Infelizmente não me foi dado observar a Maratona do Porto por questões logísticas mas espero colmatar essa falha para o ano com a minha presença ou socorrendo-me da colaboração de algum amigo presente.

Quero apenas finalizar afirmando que não sou a favor de uma prova contra a outra, pois não é esse o meu espírito, nem o deste blogue.

Se eu organizasse uma prova tentaria fazer o melhor possível mas se vir que um “vizinho” meu organizou uma melhor fico feliz por ele, por todos os que participaram na iniciativa, e tento no ano seguinte melhorar a minha prova, vendo o que falhou e o que “vizinho” fez melhor que eu.
Escrevo estas linhas finais apenas porque há pessoas que gostam de pôr as organizações das provas umas contra as outras e esquecem-se que todos devemos trabalhar em prol da defesa da modalidade e ajudar-nos mutuamente.
A minha luta na corrida é apenas comigo próprio, no sentido de terminar as provas e objectivos a que me propus.
Este esclarecimento tinha que ser dado porque não quero ver envolvido o meu (nosso) blogue em pretensas (e absurdas) guerras Norte-Sul e o não comentário à Maratona do Porto podia dar azo a alguns equívocos.
Mas conforme já disse para o ano tentarei colmatar essa falha.
As minhas desculpas aos homens da Maratona do Porto por eu não ter podido marcar presença mas os tempos andam difíceis...
JBT
Dezembro 2009
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Amigos,

Concordo com quase tudo o que foi afirmado pelos que aqui se pronunciaram sobre a Maratona de Lisboa. Até com o facto de a maratona dever ser corrida sem mistura com outras provas. Posso até contar o que se passou comigo quando fiz a minha primeira maratona, no autódromo do Estoril e terminava, salvo erro, com uma pequena subida. No troço final houve um amigo que tinha ido apoiar que me quis ajudar, correndo ao meu lado as últimas centenas de metros. No entanto recusei porque me pareceu na altura (e continuo a senti-lo) que estaria ao ser ajudado a diminuir o meu esforço para completar a maratona, porque na verdade, estava a competir acima de tudo comigo mesmo e a querer obter o melhor resultado possível nessa luta comigo próprio. Penso que isto define o sentir da grande maioria dos atletas de pelotão que terminam a prova rainha do atletismo, ao menos uma vez na vida.

Outro aspecto desta maratona é que, ao atravessar no dia 6 de Dezembro de 2009 o Estádio 1º de Maio (que conheço tão bem, de tantas manhãs e madrugadas ali passadas a treinar), cerca de uma hora antes da partida maratona, pareceu-me estar no estrangeiro!! É que a grande maioria era constituída por atletas de muitas outras nacionalidades. Pareceu-me viver por momentos o microcosmos de uma daquelas grandes maratonas, de Londres, de Nova Iorque ou de tantas outras... e fiquei contente por isso, ou não fossem estas provas também enormes palcos de um sentir colectivo, onde só o desportivismo impera, sem olhar a diferenças da cor da pele ou quaisquer outras. Tive pena depois que a prova, devido à de falta de público a assistir, ao coro das businadelas dos condutores incivilizados e incompreensivos, se afastasse tanto do que são, noutros lugares, essas grandes manifestações desportivas.
EVB
15 de Dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

24ª Maratona de Lisboa

24ª Maratona de Lisboa saída dos atletas do Estadio 1º de Maio (Partida).

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VASCO AZEVEDO VENCE 24ª MARATONA DE LISBOA

Vasco Azevedo venceu hoje (06/12/09) a 24ª Maratona de Lisboa com o tempo de 2:20:42.
O Último Quilometro felicita todos os atletas que participaram na prova.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

“TCHUVA!” ou “COMO É BOM CORRER À CHUVA!...”

Como é bom correr à chuva!... diz-se num dos poemas do nosso amigo Marcelino, “Comandante Marcelino”, como amigavelmente chamávamos a este veterano, frequentador assíduo do Estádio 1º de Maio em Lisboa, nas décadas de 80 e 90 do século passado, e também poeta popular.

O Comandante Marcelino em Mafra, em dia da Corrida dos Sinos

No entanto, às vezes, a chuva tem os seus inconvenientes.

Aqui vão três histórias, de entre as muitas pelas quais todos nós, os praticantes da corrida a pé de longa distância, certamente uma ou outra vez passámos, e que, para cada um de nós, não deixam de ser únicas nas consequências ou nos resultados, e que agora, tudo passado, mas não esquecido, relembramos com um sorriso.

A primeira dessas histórias, já a ela nos referimos noutras ocasiões mas creio que nunca é demais referi-la, por ser um exemplo de um dos vários perigos que antecedem o “muro” da maratona, altura em que as reservas físicas nos irão começar a faltar, e nos podem levar a excessos fatais.

1-Sintra, Base Aérea da Granja do Marquês, IIIª Maratona Spiridon, Dezembro de 1985

O dia ameaçava chuva, mas após alguns aguaceiros dispersos, a partida da saudosa Maratona Spiridon, organizada pelo Prof. Mário Machado, foi dada sem grandes problemas, aos quase duzentos atletas, dispostos a percorrer mais uma vez a mítica distância dos 42195 metros, numa época em que ainda eram poucos os que a isso se atreviam neste país.

E a prova lá foi decorrendo, com um ou outro aguaceiro forte, mas de pouca duração. O pior estava todavia para vir, quando os primeiros haviam já cortado a meta, e ia o autor destas linhas a iniciar a última das voltas do percurso. Ao passar pela meta, e faltando cerca de 7 quilómetros, cai a mais forte das chuvadas acompanhada de granizo.

As pedras de gelo, de razoável dimensão, acertavam nos corpos e provocavam dores finas, especialmente ao embaterem nas cabeças desprotegidas, como era o caso do signatário. Açoitado por este súbito temporal, prestes a atingir o famoso muro da maratona, só teve um pensamento, que agora reconhece ter sido um tremendo erro. Acelerar, pensando assim fugir aos efeitos da intempérie, que felizmente seria de curta duração.

Para ele, no entanto, saldou-se num joelho incapaz de mais esforço sem grande dor, motivo pelo que acabou a prova longe do tempo ambicionado e “ao pé coxinho”, apesar dos incitamentos amigos de quem arrostou com o mau tempo para fornecer os indispensáveis abastecimentos (obrigado Nela Gouveia e Mário Dias).

Uma semana mais tarde iniciava o calvário da sua mais longa lesão como atleta, na inserção dos gémeos da perna afectada, por um período de cerca de seis meses, tanto quanto demorou a recuperar completamente.

2-Nazaré, XVIIª Meia-Maratona, Novembro de 1991

Uma chuva persistente acompanhou a prova desde a partida até à chegada do último atleta do enorme pelotão. Se durante a corrida a situação foi suportável, embora apetecesse por vezes intervalos de sol que não vieram, o longo funil que se formou à chegada, mais demorado decerto devido à chuva que todos encharcava, atletas e controladores de meta, em pouco tempo enregelava o mais resistente dos participantes, que em poucos minutos passava do natural calor, devido ao esforço despendido, para o frio mais desconfortável.

Este “atleta” que vos escreve depressa ficou possuído do maior estado de frigidez que alguma vez suportara. E as consequências não se fizeram esperar. Um tremelicar descontrolado, resultante do súbito abaixamento de temperatura do corpo, próximo do estado que dá pelo nome técnico de hipotermia, apossou-se dele.

Alguém (obrigado Sandra Sousa e João Gonçalves) fez-lhe chegar roupa menos húmida para se cobrir, mas foi um calvário naquele quilómetro andado até à viatura que o havia trazido. Só então, quase num estado de algidez semelhante à que vemos em certos atletas de triatlo após a prova de natação, e que leva, na melhor das hipóteses à sua desistência, o signatário conseguiu recuperar, depois de limpo e vestido com quanta roupa conseguiu arranjar.

3-Piódão, Iº Cross da Serra do Açor, Maio de 1996

Era a primeira da edição do famoso Cross do Açor, organizada pelo incansável divulgador da montanha, o Prof. António Matias, coadjuvado pela esposa Lucinda. Corrida que em poucos anos se transformou numa prova de culto para os amantes desta modalidade, dadas a sua extrema dificuldade e beleza do circuito.

Na véspera nada fazia prever que uma súbita mudança de tempo, pelos vistos frequentes por aquelas paragens, iria duplicar as tremendas dificuldades de um verdadeiro percurso de montanha – belo, agreste e duro – e com 20 quilómetros!...

A partida foi dada debaixo de chuva torrencial e fria. Recordo a nossa admiração pelo traje de alguns amigos espanhóis, de calças de licra, impermeáveis, gorros e luvas, como se estivéssemos em pleno inverno. Afinal a experiência do duro circuito espanhol de montanha viria a dar-lhes razão.

À medida que subíamos a serra o frio aumentava e a névoa adensava-se. Começávamos a ficar enregelados, apesar do tremendo esforço a subir. A oferta providencial do impermeável por um atleta amigo (obrigado Jorge Branco), viria a salvar-me e a prejudicá-lo, o que nenhum de nós podia prever então. À medida que nos aproximávamos do ponto mais alto da serra, e da prova (1250 metros de altitude) o tempo foi piorando.

Ao fim de algum tempo ficaria sozinho a caminho do cume. O frio era intenso. Mal se via à distância de poucos metros. A fazer lembrar ambientes recriados pelo famoso realizador de cinema Michelangelo Antonioni, quando queria descrever a angústia existencial das suas personagens.

E foi então que ocorreu a mais insólita situação de muitos anos de corrida, e felizmente nunca mais repetida. Apossou-se do signatário destas linhas uma sensação de pânico, irracional, aparentemente sem motivo, talvez claustrofóbico, que durou segundos, talvez minutos, até que descortinou na bruma o marco geodésico que era preciso atingir no alto da montanha.

A partir daí foi a descida, a princípio tranquila, e depois abrupta e terrível, de piso íngreme, molhado e escorregadio, pelos caminhos de xisto da serra, até ao vale onde se situa a aldeia do Piódão. A chuva e o frio deixaram as suas marcas e a descoordenação motora em alguns atletas foi até aos limites do admissível.

Mas continuo a dizer, como o poeta popular, e nosso companheiro de estrada: “Como é bom correr à chuva!”...

Foto do Sálvio Nora, que connosco participou nesta Aventura

Aproveito a oportunidade para lembrar um desses admiráveis companheiros de Estrada, sempre solidário, o inesquecível amigo Sálvio Nora, que a morte prematura, vítima daquela doença que tão difícil é de vencer, afastou do nosso convívio. Salvé Amigo!

EVB

DEZEMBRO 2009